Santuário Cristo RedentorUm dos maiores ícones mundiais, agora mais perto de você.https://cristoredentoroficial.com.br/Confiança em Deushttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/confianca-em-deushttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/confianca-em-deus<p>    Estamos concluindo esta etapa do Tempo Comum, celebrando o VIII Domingo deste tempo, que só retornará após a Solenidade de Pentecostes. A Palavra de Deus em Is. 49, 14-15 tem a expressão mais profunda e eloquente da ternura maternal de Deus e de Seu amor ao povo eleito e ao homem. A mãe não ama seu filho porque ele é bom, mas porque é seu filho. Deus é comparado a uma mãe carinhosa, que não esquece de seu filhinho: “Poderá uma mãe esquecer de seu filhinho, e não amar o fruto do seu ventre? Mesmo se houvesse alguma mulher capaz de esquecê-lo, Eu não te esqueceria jamais” (Is 49, 14-15).<br><span style="color: inherit;">    Vemos São Paulo nos falar na Segunda Leitura desse domingo (1Cor 4,1-5): ele não quer ser outra coisa que um simples servidor de Cristo. Ora, porque ama o seu Senhor, porque deseja somente servi-Lo, é livre em relação a si próprio e em relação aos outros: “Quem me julga é o Senhor”! Quanta liberdade, quanta serenidade, quanta felicidade para quem vive assim!<br></span><span style="color: inherit;">    Hoje, o Senhor Jesus nos dirige no Evangelho (cf. Mt 6,24-34), palavras, sem dúvida, belíssimas; palavras tantas vezes ouvidas e repetidas. São palavras reais, dignas de serem levadas a sério no concreto do mundo, na crueza da dura e inclemente realidade? A questão é importantíssima, porque se as palavras do nosso Divino Mestre forem belas, mas irreais, poéticas, mas inúteis, então, o Evangelho não nos serve de luz, e caminho, de critério para a vida! Palavras belas que não tenham consistência real seriam palavras inúteis e mentirosas, como tantas que escutamos nos dias atuais, tão fartos de comunicação! Ora, longe do Senhor Nosso a mentira, longe do nosso Salvador a inutilidade do dizer! Pelo contrário, Ele mesmo avisa: “Sereis julgados por cada palavra inútil que disserdes!” (Mt 12,36).<br></span><span style="color: inherit;">    O Senhor nos quer exortar, caríssimos, fazendo-nos compreender que o discípulo Seu, o cristão, deve ter como opção fundamental da vida, como eixo da existência unicamente o Reinado de Deus: “Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão dadas por acréscimo”! Procurai que o Pai do céu seja o vosso tudo, deixai que o Senhor Deus seja o alicerce, o eixo, o indicador do vosso caminho na vida! E aí, tudo o mais vai se tornando relativo, tudo o mais vai sendo encarado e vivenciado com liberdade, com serenidade, com sabedoria! O Senhor nos pede que deixemos Deus ser Deus na nossa vida e na vida do mundo; todo o resto deve ser avaliado e vivenciado a partir daí. É a partir desta realidade, deste modo de viver, que nossa vida se arruma, nosso coração se aquieta e tudo quanto nos acontece toma um novo sentido! Somente poderemos compreender a nossa realidade e as realidades do mundo se estivermos firmes na verdadeira Realidade, que é Deus!<br></span><span style="color: inherit;">    O Senhor dá-nos este conselho: “Não vos preocupeis com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã terá suas preocupações! Para cada dia bastam seus próprios problemas” (Mt 6, 34). “E porque ficais preocupados com a roupa?” (Mt 6, 28). Jesus não diz que não nos ocupemos das coisas que se referem ao alimento e ao vestuário, mas que não nos preocupemos com desassossego e perturbação dessas coisas. É como se dissesse: “Não vos preocupeis excessivamente com os bens materiais, ainda que necessários à vida; não estais sobre a terra para aqui viverdes imersos em pensamentos de coisas materiais, sois filhos de Deus, bem superiores às flores do campo e às aves do céu. Deus pensará em vós, mais do que pensa nas outras criaturas e vos dará o necessário”.<br></span><span style="color: inherit;">    “Para cada dia bastam seus próprios problemas”. O ontem já passou; o amanhã não sabemos se chegará para cada um de nós, pois a ninguém foi entregue o seu porvir. Do dia de ontem, só ficaram muitos motivos de ação de graças pelos inúmeros benefícios e ajudas de Deus, bem como daqueles que convivem conosco. Com certeza pudemos aumentar, nem que fosse um pouco, o nosso tesouro no Céu. Podemos dizer do dia de ontem, com palavras do salmista: “O Senhor tornou-se o meu apoio, libertou-me da angústia e salvou-me porque me ama”. (Sl 17, 19-20)<br></span><span style="color: inherit;">    Portanto, acolhamos de coração aberto e bem o dia que estamos vivendo! Todos os dias da nossa vida estão presididos por Deus, que tanto nos quer. E só temos capacidade para viver o presente! Agora que estamos às portas do novo tempo, a Quaresma, que seja a oportunidade de uma grande renovação de nossa vida cristã.</span></p><div><br></div>Sat, 25 Feb 2017 10:37:24 -0300Campanha da Fraternidadehttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/campanha-da-fraternidadehttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/campanha-da-fraternidade<p>    Com a Quarta-feira de Cinzas, iniciando a Quaresma, no Brasil nós também iniciamos a Campanha da Fraternidade, que é um modo de concretizar socialmente a nossa conversão quaresmal. A Campanha da Fraternidade (CF) teve a inspiração inicial no ano de 1962, em Natal (RN), com adesão de outras três dioceses e apoio financeiro dos bispos norte-americanos, numa feliz iniciativa de nosso venerando predecessor, o Cardeal Eugenio de Araújo Sales. No ano seguinte, dezesseis dioceses do Nordeste realizaram a Campanha.<br><span style="color: inherit;">    Na época, o responsável pelo Secretariado Social da CNBB era Dom Eugênio de Araújo Sales, que era também o presidente da Caritas Brasileira. O fato de ter sido Administrador Apostólico de Natal (RN) neste período, explica que a Campanha tenha iniciado naquela circunscrição eclesiástica e em todo o Rio Grande do Norte.<br></span><span style="color: inherit;">    A Campanha da Fraternidade foi lançada em âmbito nacional no dia 26 de dezembro de 1963, sob o impulso renovador do espírito do Concílio Ecumênico Vaticano II, em andamento na época, e realizado pela primeira vez na Quaresma de 1964. O tempo do Concílio foi fundamental para a concepção, estruturação e encaminhamentos da CF, do Plano de Pastoral de Emergência, do Plano de Pastoral de Conjunto e de outras iniciativas de renovação eclesial.<br></span><span style="color: inherit;">    Inicialmente, os temas da Campanha da Fraternidade comtemplavam a vida interna da Igreja. A primeira etapa da CF, se podemos assim dizer, falava da renovação da Igreja e da renovação do cristão (nos anos 1964 até 1972). Na segunda etapa (nos anos 1973 até 1984), a Igreja se preocupa com a realidade social do povo, denunciando o pecado social e promovendo a justiça (Vaticano II, Medellín e Puebla). Na terceira fase (nos anos 1985 até o presente momento), a Igreja se volta para situações existenciais do povo brasileiro.<br></span><span style="color: inherit;">    A Campanha da Fraternidade acontece sempre no tempo forte da Quaresma, como já dito. Neste tempo litúrgico, a prática da esmola, da oração, do jejum, a conversão e a Campanha da Fraternidade tornam-se oportunidades de experimentar a espiritualidade pascal capaz de gerar, ao mesmo tempo, a conversão pessoal, comunitária e social. A Campanha da Fraternidade de 2017 se apresenta como um instrumento à disposição das comunidades cristãs e de todas as pessoas de boa vontade para enfrentar, com consciência. O lema da CF deste ano é: “Cultivar e guardar a criação” (Gn 2,15), com o tema: “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida”.<br></span><span style="color: inherit;">    “Um Bioma é um conjunto de vida (animal e vegetal) constituído pelo agrupamento de tipos de vegetação contíguos e identificáveis em escala regional, com condições geoclimáticas similares e história compartilhada de mudanças, o que resulta em uma diversidade biológica própria”. (IBGE. </span><span style="color: inherit; font-style: italic;">Mapa de Biomas e de Vegetação</span><span style="color: inherit;">, 2004. Disponível em: </span><a href="http://w.w.wibge.gov.br/home/presidencia/noticias/21052004biomashtml.shtm" style="background-color: rgb(255, 255, 255); text-decoration: underline;">http://w.w.wibge.gov.br/home/presidencia/noticias/21052004biomashtml.shtm</a><span style="color: inherit;"> . Acesso em: 08/02/2017). Só no Brasil temos seis biomas: a Mata Atlântica, a Amazônia, o Cerrado, o Pantanal, a Caatinga e o Pampa. Nesses biomas vivem pessoas, povos, resultantes da imensa miscigenação brasileira.<br></span><span style="color: inherit;">    Podemos nos perguntar: mas por que estamos trabalhando este tema na Campanha da Fraternidade, se este tema está mais ligado às questões de Geografia e Biologia? Estamos trabalhando justamente este tema, pois ele fala da natureza, e natureza e meio ambiente são obras da criação. O tema da Campanha da Fraternidade deste ano está em grande consonância com a Carta Encíclica</span><span style="color: inherit; font-weight: bold; font-style: italic;"> Laudato Si’</span><span style="color: inherit;">. “A proposta ecológica do Papa é integral, entrelaçando todas as dimensões do ser humano com a natureza. Para ele, cada criatura tem sua mensagem, que precisa ser respeitada e entendida. Mas todas elas estão interligadas. Toda a Laudato Si’ é um hino de espanto maravilhado diante da natureza criada, que nos fala de Deus, que é um dom de Deus, da qual somos zeladores e cultivadores. O Papa Francisco também nos coloca diante dos desafios colossais enfrentados pela humanidade, que está em uma verdadeira encruzilhada, em uma mudança de época”. (Texto Base da Campanha da Fraternidade 2017, n.8).<br></span><span style="color: inherit;">    O objetivo geral da Campanha da Fraternidade é cuidar da criação, de modo especial dos biomas brasileiros, dons de Deus, e promover relações fraternas com a vida e a cultura dos povos, à luz do Evangelho. Queremos, é claro, através da Campanha da Fraternidade, motivar a Igreja e a sociedade brasileira para que tenham maior atenção e cuidado com o meio ambiente. Cuidar do meio ambiente é cuidar das obras da criação. Assim, meus irmãos, vivamos bem a proposta da Campanha da Fraternidade 2017. </span></p><div><br></div>Thu, 23 Feb 2017 16:02:55 -0300A Igreja Catedralhttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/a-igreja-catedralhttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/a-igreja-catedral<p>    Etimologicamente, a palavra Igreja (do grego <span style="font-style: italic;">ekklesia</span>) significa assembleia; mais especificamente, no uso cristão, assembleia do Povo de Deus. Só num sentido derivado, tomando o recinto pelas pessoas nele reunidas, é que passou a significar um lugar de culto, com as características que veremos.<br><span style="color: inherit;">    Originalmente, a primitiva comunidade cristã não tinha lugares especiais de culto. Este, conforme atestamos claramente nos Atos dos Apóstolos, celebrava-se em casas particulares (</span><span style="color: inherit; font-style: italic;">ecclesia domi</span><span style="color: inherit;">). Nos tempos apostólicos, porém, parece ter havido a reserva de certos lugares, em casas de famílias mais situadas economicamente, como salas de reunião, principalmente para a celebração dos sagrados mistérios (</span><span style="color: inherit; font-style: italic;">domus ecclesiae</span><span style="color: inherit;">). Inclusive, parece que os “títulos” das igrejas se referiam inicialmente ao nome da família que acolhia em sua casa a assembleia litúrgica cristã. Como o cristianismo não era uma religião legal, não podia possuir oficialmente templos ou outros lugares próprios. Contudo, os </span><span style="color: inherit; font-style: italic;">colegia</span><span style="color: inherit;"> funerária, tão típicos do direito romano, serviram, nos três primeiros séculos, para encobrir as propriedades eclesiásticas, incluindo as catacumbas, onde também eram celebradas as funções sagradas nos tempos de perseguição. É provável ainda que a tolerância, que com frequência existia nas províncias romanas, em face da nova religião, tenha facilitado, sob uma ou outra ficção jurídica, a construção dos templos cristãos. Pelo menos, isso dá a entender o fato, citado pelo historiador Eusébio, de o imperador Diocleciano ter confiscado ou derrubado, durante sua perseguição, numerosas igrejas.<br></span><span style="color: inherit;">    Com a grande graça que a Divina Providência nos concedeu de elevar ao Episcopado o Cura da Catedral, Dom Joel Portella Amado, nós tivemos que prover a Sé de um novo Cura e Pároco. Ouvido o Conselho Episcopal e o Cabido Metropolitano, houvemos por bem nomear o Padre Claudio do Santos como novo Cura da Catedral Metropolitana de São Sebastião e Pároco da Paróquia de São Sebastião. A sua posse canônica foi no dia 18 de fevereiro, em cerimônia por nós presidida na Sé Catedral. Ao mesmo tempo, conforme acolhimento do nosso Colendo Cabido Metropolitano, o novo Cura e Pároco foi associado ao Cabido dos Cônegos como Cônego efetivo.<br></span><span style="color: inherit;">    A Igreja Catedral é a Igreja Mãe de toda a Igreja Particular. Nela está a Cátedra do Bispo Diocesano e nela se celebram as principais comemorações da vida diocesana, como a Missa de Consagração dos Santos Óleos e da Instituição da Eucaristia. Nela se celebram as principais solenidades da Diocese, como o início do ministério do Bispo Diocesano, como pastor próprio da porção do povo de Deus que lhe confiou o Bispo de Roma. Nela se celebram as sagrações episcopais dos bispos auxiliares, as ordenações dos sacerdotes e dos diáconos. As missas da Unidade Diocesana e do padroeiro São Sebastião também são celebradas na Sé Catedral, assim como todas as demais concentrações diocesanas.<br></span><span style="color: inherit;">    O termo catedral deriva do latim “ecclesia cathedralis”, e é utilizado para designar a igreja que contém a cátedra oficial do bispo. O adjetivo cathedra foi ao longo dos tempos assumindo o caráter de substantivo, e é hoje o termo mais comumente utilizado para designar estas igrejas. O termo “ecclesia cathedralis” foi aparentemente utilizado pela primeira vez nos atos do Concílio de Tarragona, em 516. Outra designação que era utilizada para ecclesia cathedralis era “ecclesia mater”, ou Igreja-Mãe, indicando-se assim que esta seria a Igreja "Mãe" da Diocese. Outro nome ainda era “ecclesia major”, ou Igreja-Mor. Também por ser considerada a casa principal de Deus na região, a ecclesia cathedralis era designada como “Domus Dei", de onde deriva a palavra italiana Duomo e o prefixo germânico dom- para designar "igreja". Em português, utiliza-se o termo sé catedral — ou apenas "sé" — para designar uma Catedral, sendo esta designação derivada da palavra "Sede", como em Santa Sé (Santa Sede).<br></span><span style="color: inherit;">    Quanto às celebrações na catedral, a </span><span style="color: inherit; font-style: italic;">Sacrosanctum Concilium</span><span style="color: inherit;"> nos fala no número 41: “todos devem dar a maior importância à vida litúrgica da diocese que gravita em torno do bispo, sobretudo na igreja catedral: convencidos de que a principal manifestação da Igreja se faz numa participação perfeita e ativa de todo o povo santo de Deus na mesma celebração litúrgica, especialmente na mesma Eucaristia, numa única oração, num só altar a que preside o bispo rodeado pelo seu presbitério e pelos seus ministros”.<br></span><span style="color: inherit;">    Na Sé Catedral encontra-se a Cátedra do Bispo, ou seja, a cadeira de onde o Bispo Diocesano exercita uma das suas três missões fundamentais, que é o “munus docendi”, ou seja, o múnus do Bispo Diocesano de ensinar as verdades da fé para os seus Diocesanos.<br></span><span style="color: inherit;">    Na Sé Catedral encontra-se a Cripta dos Bispos, aonde são inumados os corpos dos bispos falecidos. Por uma disposição especial de Dom Jaime de Barros Câmara, nesta mesma Cripta dos Bispos tem espaços para os fiéis que queiram depositar os ossos ou as cinzas dos seus entes queridos.<br></span><span style="color: inherit;">    Nas grandes cidades, as Catedrais, devido ao local geográfico onde se encontram, sofrem da ausência de fiéis residentes em seus territórios. Via de regra, estas regiões, outrora muito povoadas, hoje são apenas providas de comércios, escritórios e salas comerciais, que são utilizados mais durante os dias de semana, o que torna a sua ação pastoral desafiadora. Em muitos lugares são oferecidas celebrações, ao meio dia, no horário do almoço, para que os fiéis que trabalham na região do centro da cidade possam acorrer na Catedral para participar da Santa Missa, para se confessar ou mesmo para um aconselhamento com o pároco ou o seu vigário.<br></span><span style="color: inherit;">    Muitas vezes, a proximidade do metrô ou dos ônibus faz com que as pessoas que moram nos bairros das cidades possam participar da vida pastoral da Catedral.<br></span><span style="color: inherit;">    O Bispo Diocesano, ao prover o ofício de Cura da Catedral de um pároco, quer lembrar a todos que a obrigação pastoral, primeira da Catedral, é do Bispo Diocesano, que nomeia um Cura para fazer as suas vezes. E, como em todas as paróquias, o Pároco da Paróquia de São Sebastião é aquele que vai dinamizar a vida pastoral da sua circunscrição paroquial. Desejo, pois, de coração, ao Reverendo Cônego Cláudio dos Santos que no seu ofício de Cura e de Pároco da Catedral e da Paróquia acolha a todos os fiéis, particularmente os peregrinos que acorrem à Igreja Mãe para manifestar o rosto misericordioso do Pai. Que nunca lhe falte a graça de Deus e a proteção de São Sebastião.</span></p><div><br></div>Tue, 21 Feb 2017 14:39:19 -0300Querer ser bomhttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/querer-ser-bomhttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/querer-ser-bom<p>    É tão difícil querer ser bom com quem não se importa com a gente, não é verdade? É fato que é mais fácil ser amável e bondoso com quem não temos tanta proximidade do que com alguém que, apesar das nossas tentativas, continua a nos tratar mal ou a nos ignorar porque, por algum motivo, não nos quer por perto. Nossa tendência é desistir dessa pessoa, alimentar a inimizade e nos precavermos de toda a maldade que possa vir dela. Já parou para pensar a razão pela qual isso acontece? Antes de qualquer desculpa que queiramos dar, acontece porque não somos perfeitos, como o Pai deseja que sejamos — à Sua imagem e semelhança.<br><span style="color: inherit;">    A verdade é que, mesmo que não queiramos admitir, sempre esperamos, pelo menos, a mínima retribuição por aquilo que fazemos a alguém e, ao mesmo tempo, nos importamos demais com os julgamentos dos outros. Precisamos aprender a amar gratuitamente. A entender que, no final das contas, nada é entre nós e os outros, mas sim entre nós e Deus.<br></span><span style="color: inherit;">    Fazer o bem a um colega do setor, que costumamos apenas cumprimentar, é tranquilo. Parece até ser parte de um ritual de aproximação. O complicado é fazer o bem a quem nos persegue, prejudica ou despreza. Mas será que já pensamos que quem opta por fazer o mal precisa ainda mais do nosso testemunho cristão para ter o seu coração tocado por Deus? Os fatos também mostram que quando uma pessoa se sente amada e importante aos olhos de outra abandona a maldade... Lembremos, então, que se desistirmos de alguém ou deixarmos de fazer o bem não estaremos sendo do jeitinho que Deus nos fez. Estaremos desfigurados na nossa essência. Porque o Senhor nos fez bons!</span></p><p style="text-align: center; "><span style="font-weight: bold;">“Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem! Assim, vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos céus, porque Ele faz nascer o sol sobre maus e bons, e faz cair a chuva sobre justos e injustos”. (Mt 5, 44-45)</span></p><p>    Vamos acreditar na força positiva que o bem tem! Nada que tentemos pelo outro é em vão. Nunca. Ousemos ser como Deus nos fez: bons!</p><div><br></div>Mon, 20 Feb 2017 11:00:21 -0300Amar ao inimigohttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/amar-ao-inimigohttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/amar-ao-inimigo<p>    Estamos chegando aos últimos domingos dessa época do Tempo Comum, pois a Quaresma já está às portas. Neste VII Domingo do Tempo Comum continuamos a ouvir o Sermão da Montanha, que nos convida a viver como novas criaturas com a graça de Deus. Ser Santo é a nossa vocação universal. São passos importantes em nossa vida cristã para sermos sinais da presença de Cristo no mundo, seja pela nossa vida, seja pela vida da comunidade católica. Cada domingo somos chamados a nos reunir para a santa Eucaristia dominical, na qual encontramos o Ressuscitado, alimentamo-nos da sua Palavra e nutrimo-nos do seu Corpo Sagrado. Com efeito, ele está conosco, ele nos fala, ele se dá a nós, totalmente! Ouvir o Senhor, se alimentar dele, significa abrir-se para ele porque n’Ele cremos.<br><span style="color: inherit;">    Um belo anúncio aparece na Segunda Leitura deste domingo (cf. 1Cor 3,16-23): São Paulo nos convida a ter plena consciência de que não nos pertencemos: “Irmãos, acaso não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus mora em vós?” Somos santuário de Deus, isto é, somos templo, morada do seu Santo Espírito, aquele Espírito que Jesus morto e ressuscitado derramou em nossos corações desde o nosso batismo. Então, como poderíamos viver do nosso jeito? Como poderíamos seguir a lógica da moda, da maioria, do mundo atual? Como poderíamos abraçar a louca e tola sabedoria do mundo de hoje? Que palavras claras e escandalosas as do Apóstolo: “Ninguém se iluda: se algum de vós pensa que é sábio nas coisas deste mundo, reconheça sua insensatez para se tornar sábio de verdade; pois a sabedoria deste mundo é insensatez diante de Deus”! (cf. 1Cor 18-19a).<br></span><span style="color: inherit;">    No Evangelho (Mt 5, 38-48) Jesus nos convida a amar a todos, sem nenhuma discriminação, pois assim seremos perfeitos como o Pai Celeste é perfeito. O Senhor nos convida a sermos santos como Ele é santo! A santidade a que somos chamados consiste em fazer a vontade de Deus nosso Pai, que ama a todos, sem distinção. Diz-nos São Paulo: “Esta é a vontade de Deus: a vossa santificação” (1Ts 4, 3). Jesus nos convida a viver a caridade para além dos critérios humanos.<br></span><span style="color: inherit;">    “Àquele que te fere na face direita, oferece-lhe também a esquerda” (Mt 5, 39). Diante da lei do talião, Jesus Cristo estabelece novas bases – o amor, o perdão das ofensas, a superação do orgulho – sobre as quais os homens hão de atender a uma defesa razoável dos seus direitos.</span><span class="Apple-tab-span" style="color: inherit; white-space: pre;"> </span><span style="color: inherit;">Ensina Jesus: “Amai os vossos inimigos, rezai por aqueles que vos perseguem e caluniam” (Mt 5, 44). Devemos também viver a caridade com aqueles que nos tratam mal, que nos difamam e roubam a honra, que procuram positivamente prejudicar-nos. O Senhor deu-nos exemplo disso na Cruz, e os discípulos seguiram o mesmo caminho do Mestre. Ele nos ensinou a não ter inimigos pessoais – como o testemunharam heroicamente os santos de todas as épocas – e a considerar o pecado como o único mal verdadeiro.<br></span><span style="color: inherit;">    Se pensarmos bem, é a uma atitude assim que a Palavra de Deus hoje nos convida. O Senhor Deus nos diz: “Sede santos, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo”; depois, no Evangelho, insiste: “Sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito”! Em outras palavras: Sede como o vosso Deus, deixai-vos invadir por Ele, transformar por Ele! Deixai que Ele seja o lastro, o alicerce, o fundamento, o rumo da vossa vida! Crer n’Ele e deixar-se invadir por Ele, e ir assumindo seus sentimentos, seus pensamentos, seus desígnios.<br></span><span style="color: inherit;">    Observai como na Primeira Leitura (cf. Lv 19,1-2.17-18) o Senhor Deus afirma: “Eu sou o Senhor”! Se eu sou o Senhor para vós, sede santos como eu, tende um coração como o meu: não guardes ódio no coração, não te vingues, repreende o teu próximo com bom coração, ama de verdade o próximo como a ti mesmo!<br></span><span style="color: inherit;">    Amor aos inimigos, aos que nos odeiam, aos que nos maltratam, aos que nos perseguem e aos que falam mal de nós. Não excluímos os que difamam a Igreja e os que injuriam os ministros de Deus, nem os insensatos que afirmam disparates contra a fé e os bons costumes, tentando corromper a família, a juventude e as crianças. Também estes devem ser objetos do nosso amor que perdoa. Enfim, todos os que nos consideram inimigos – nós, ao contrário, não somos inimigos de ninguém – se sintam amados por nós. O amor de Cristo não conhece fronteiras e nós, seus discípulos, também devemos desconhecê-las.<br></span><span style="color: inherit;">    Portanto, graças sejam dadas ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo que quis difundir o amor que há entre Eles às suas criaturas inteligentes. É verdade, Deus foi crucificado por amar. É verdade, talvez sejamos crucificados por amar. </span></p><div><br></div>Sun, 19 Feb 2017 15:51:46 -0300Fraternidade, Biomas, criação e vidahttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/fraternidade-biomas-criacao-e-vidahttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/fraternidade-biomas-criacao-e-vida<p>    Todos os anos, desde 1964, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) apresenta a Campanha da Fraternidade como caminho de conversão quaresmal, indicando-nos como itinerário a oração, jejum e esmola, graça que se abre a todos e nos faz experimentar a espiritualidade pascal capaz de provocar e gerar, ao mesmo tempo, a conversão pessoal, comunitária e social para cultivar o seguimento de Jesus Cristo.<br><span style="color: inherit;">    Aos poucos, os temas da Campanha ganharam amplitude, sendo refletidos no seio da Igreja e seus horizontes foram alargados, passando a ganhar a adesão de diferentes segmentos da sociedade, criando uma cultura de fraternidade, apontando princípios de justiça, denunciando ameaças e violações da dignidade e dos direitos, abrindo caminhos de diálogo e de solidariedade na busca de soluções dos problemas que afligem a sociedade brasileira e que, em alguns casos, estão coligados com questões de grande relevância global.<br></span><span style="color: inherit;">    “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida” é o tema da Campanha para a Quaresma 2017. O lema é inspirado no texto do Livro do Gênesis 2,15: “Cultivar e guardar a criação”. A Campanha tem como objetivo geral: “Cuidar da criação, de modo especial os biomas brasileiros, dons de Deus, e promover relações fraternas com a vida e a cultura dos povos, à luz do Evangelho”. Esse tema da Campanha da Fraternidade já discutido em Assembleia das pastorais sociais e aprofundado pelos vicariatos agora, neste sábado dia 18 de fevereiro, é lançado oficialmente em nossa arquidiocese. Recomendamos que o livro da Campanha da Fraternidade em Família 2017 elaborado em nossa Arquidiocese seja o texto que acompanhe as nossas reflexões de grupos durante este tempo, aproveitando também o tema do ano mariano e familiar. Assim estaremos unidos nessa caminhada pastoral tão importante nessa nossa grande cidade.<br></span><span style="color: inherit;">    O tema deste ano fala de Biomas: bioma quer dizer a vida que se manifesta em conjunto com espécies de vegetação similar e contínua, animais, clima mais ou menos uniforme num espaço geográfico cuja formação tem uma história comum. A partir desse simples conceito e da unidade dos diversos elementos que o compõem cada um dos seis biomas brasileiros, chegamos a conclusão quão extraordinária é a beleza e diversidade da natureza de nosso país, das quais cada cristão é chamado a ser cultivador e guardador da obra criada.<br></span><span style="color: inherit;">    Considerando a realidade particular da Cidade do Rio de Janeiro, localizada no bioma Mata Atlântica, patrimônio ecológico e cultural que se estende ao longo do que hoje são 17 estados, a Campanha nos convida a </span><span style="color: inherit;">olhar mais atentamente para esse bioma que, apesar de sua relevância, está ameaçado por atividades econômicas predatórias; ausência de saneamento básico; concentração populacional; crescimento urbano desordenado e concentração de riquezas; desmatamentos; morte e tráfico de espécies; poluição das águas, violação dos direitos das populações tradicionais; falta de consciência ecológica de uma parcela significativa da população e falta de compromisso político que agrava a degradação do meio ambiente.<br></span><span style="color: inherit;">    A realidade dos biomas brasileiros também se insere no cenário da crise ecológica global e das graves implicações sociais das mudanças climáticas que afetam, sobretudo os mais pobres. Para além das questões econômicas e políticas nos diferentes níveis e contextos, cultivar e guardar a criação é uma questão de sobrevivência.<br></span><span style="color: inherit;">    Não podemos ficar indiferentes a essas realidades e cada pessoa é chamada a responder também de maneira individual a partir de uma mudança de comportamentos e do próprio padrão de consumo.<br></span><span style="color: inherit;">    O Santo Padre, o Papa Francisco, em sua 'Encíclica Laudato Si' convida as sociedades a ouvir os gemidos da Criação, exortando todos a uma conversão ecológica, a mudar de rumo, assumindo a responsabilidade de um compromisso para o cuidado da casa comum. “Laudato Si, mi Signore” (Louvado sejas, meu Senhor), assim cantava Francisco de Assis ao dar graças ao criador pela mãe terra e tudo o que ela produz.<br></span><span style="color: inherit;">    Dessa forma, o Santo Padre propõe mudanças imediatas de reflexões e maturação humana inspiradas na experiência cristã e critica os abusos e o uso irresponsável dos bens que Deus colocou à disposição dos homens, ao lembrar dos sintomas de doença que se pode notar no solo, na água, no ar e nos seres vivos.<br></span><span style="color: inherit;">    A encíclica pretende despertar a sociedade para os gritos de uma terra oprimida e devastada pelo pecado e egoísmo humano, pois quando o homem se torna indiferente a essa realidade, também corre o risco de ser vítima dessa degradação.<br></span><span style="color: inherit;">    O Santo Padre apresenta a ecologia integral como novo paradigma de justiça; uma ecologia "que integre o lugar específico que o ser humano ocupa neste mundo e as suas relações com a realidade que o circunda". Ao salientar a importância da ecologia integral, ele afirma que os seres humanos estão profundamente ligados entre si e à criação na sua totalidade.<br></span><span style="color: inherit;">    O Santo Padre se dirige a cada pessoa que habita neste planeta e faz um apelo, sobre o urgente desafio de proteger a “casa comum” e inclui a preocupação de unir toda a família humana na busca de um desenvolvimento sustentável e integral, convidando-a a renovar o diálogo sobre o futuro do planeta.<br></span><span style="color: inherit;">    Abordando a realidade dos biomas brasileiros e as pessoas que neles residem, esta Campanha da Fraternidade deseja despertar as comunidades, famílias e pessoas de boa vontade para o cuidado e cultivo da casa comum. Diante dos grandes desafios ambientais da cidade e fiel ao compromisso de defender e promover a vida, a Arquidiocese do Rio de Janeiro apresenta a seguir algumas ações de caráter geral, e também especifico para o bioma Mata Atlântica, no qual estamos inseridos:</span></p><p><span style="font-weight: bold;">    1. Reduzir o consumo.</span></p><p>    Esta é a primeira e principal ação de preservação do meio ambiente em todos os níveis. Cada item produzido corresponde à utilização de recursos naturais que irão gerar algum impacto sobre o meio ambiente.</p><p><span style="font-weight: bold;">    2. Fundar a Pastoral da Ecologia nas paróquias da Arquidiocese onde ainda não exista.</span></p><p>    Essa pastoral é responsável por desenvolver ações locais voltadas à conversão ecológica da comunidade a partir do conceito de ecologia integral apresentado pelo Santo Padre, na Encíclica Laudato Si. As paróquias que já contam com a pastoral podem incentivar e apoiar a criação de outras pastorais nas outras paróquias do seu vicariato, além de promover curso de formação e/ou capacitação de agentes da pastoral, debates, e fóruns locais sobre meio ambiente.<br><span style="color: inherit;">    É fundamental promover ações de educação ambiental para sensibilizar, criar consciência ecológica e o  compromisso comunitário com a temática ambiental, que é transversal e pode ser trabalhada desde a infância. A Campanha da Fraternidade deseja, antes de tudo, levar à admiração para que todo o cristão seja um cultivador e cuidador da obra criada.</span></p><p><span style="font-weight: bold;">    3. Reciclar os resíduos que produzimos e destiná-los corretamente.</span></p><p>    Grande parte dos resíduos que produzimos pode ser reciclado e são bem-vindas ações como a divulgação de informações sobre o descarte adequado de resíduos; coleta seletiva; economia de energia e água, aproveitamento máximo de alimentos, redução de desperdícios, feiras de troca são medidas ao alcance de todos e muito eficientes. A coleta seletiva de papel, latas de alumínio, embalagens pet e óleo de cozinha podem, inclusive, gerar renda para fomentar novas ações. Para essa ação temos convênios já funcionando.</p><p><span style="font-weight: bold;">    4. Acompanhar a implementação do Plano de Saneamento Básico do Município do Rio de Janeiro.</span></p><p>    Essa ação deve ser conduzida pelo conjunto das pastorais sociais, em nível arquidiocesano, a partir do acompanhamento e fiscalização do legislativo e do executivo, com a realização de debates e articulações (inter)vicariais com a participação dos cidadãos, profissionais e entidades interessadas em soluções viáveis para o déficit de saneamento básico sobretudo em regiões de extrema vulnerabilidade social. O Vicariato da Caridade Social acompanhará esse trabalho. As paróquias podem também estimular e viabilizar a capacitação necessária à participação dos leigos e leigas nos conselhos de direitos voltados para defesa do meio ambiente ou a ele correlatos.</p><p><span style="font-weight: bold;">    5. Acompanhar a implantação e a revitalização de áreas de proteção ambiental.</span></p><p>    As ações de reflorestamento, recuperação de matas ciliares e de proteção aos parques existentes devem ser acompanhadas e fiscalizadas para garantir sua preservação. A Floresta da Tijuca é um exemplo bem sucedido de reflorestamento iniciado no século XIX que recompôs a Mata Atlântica. Além da limpeza das nossas águas a busca do plantio de árvores deve ser uma atividade incentivada.</p><p><span style="font-weight: bold;">    6. Apoiar a produção agroecológica e a agricultura familiar.</span></p><p>    Incentivar ações e grupos de economia solidária para a produção e comercialização em feiras agroecológicas. Há diversas experiências em curso que promovem o comércio justo e solidário, beneficiando toda uma cadeia produtiva que contribui para aumentar os níveis de segurança alimentar e melhorar o cardápio e saúde da população.</p><p><span style="font-weight: bold;">    7. Estimular o plantio de hortas comunitárias.</span></p><p>    Onde houver espaço e recursos, incentivar o plantio de hortas orgânicas ou pomares sem a presença de agrotóxicos. Valorizar o saber e a cultura de pessoas que tinham o hábito de plantar e que gostem de transmitir essas experiências às novas gerações se insere na temática da Campanha da Fraternidade.<br><span style="color: inherit;">    Estas e outras iniciativas que possam surgir da criatividade em nossas comunidades nos acompanharão, não apenas nestes 40 dias, mas em uma mentalidade responsável que se cria com as reflexões sobre tão importantes temas. As sugestões são para que o tempo de conversão quaresmal nos leve ao compromisso com o outro, com o futuro na preservação do meio ambiente conforme o tema da Campanha da Fraternidade deste ano e, portanto, conto que teremos estes e outros gestos concretos em nossas paróquias.</span></p><p style="text-align: center; ">Rezemos "Oração da Campanha da Fraternidade 2017":</p><p style="text-align: center; "><span style="font-style: italic;">“Deus, nosso Pai e Senhor, nós vos louvamos e bendizemos, por vossa infinita bondade.<br></span><span style="font-style: italic; color: inherit;">Criastes o universo com sabedoria e o entregastes em nossas frágeis mãos para que dele cuidemos com carinho e amor.<br></span><span style="font-style: italic; color: inherit;">Ajudai-nos a ser responsáveis e zelosos pela Casa Comum.<br></span><span style="font-style: italic; color: inherit;">Cresça, em nosso imenso Brasil, o desejo e o empenho de cuidar mais e mais da vida das pessoas, e da beleza e riqueza da criação, alimentando o sonho do novo céu e da nova terra que prometestes. Amém!</span></p><div><br></div>Sat, 18 Feb 2017 14:47:57 -0200Luzes e sombras sobre a famíliahttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/luzes-e-sombras-sobre-a-familiahttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/luzes-e-sombras-sobre-a-familia<p>    A Igreja, iluminada pelo Evangelho, sempre lembrou uma verdade básica: “A Família é a célula mãe da Sociedade” e, com São João Paulo II, repete que “o futuro da Humanidade passa pela Família”. Nestes tempos de tantas controvérsias é muito importante refletirmos sobre a base fundamental ou alicerçadora da vida social. Além das luzes e sombras que hoje existem sobre a família, encontraremos também na História várias situações críticas sobre a mesma. É claro que temos muitas correntes e visões na História, porém seria interessante confrontarmos dois lados da moeda.<br><span style="color: inherit;">    A família monogâmica e estável é uma decorrência da própria Lei Natural Moral impressa por Deus no ser humano. Daí entendermos porque todos os povos em diferentes épocas têm, apesar de algumas contestações minoritárias, a família como base de todas as demais instituições sociais.<br></span><span style="color: inherit;">    Porém, a família, enquanto instituição, sofreu – como sofre hoje nos planos teórico e prático – contestações ao longo dos tempos. Dentre os que a atacaram estão Platão, filósofo falecido em 347 a.C., Thomas Morus, filósofo dos tempos modernos, Thomas de Campanella, no século XVII, além de outros pensadores mais recentes até chegar à verdadeira guerra antifamília que temos nos dias de hoje, conforme tem denunciado, com certa reiteração, o Papa Francisco.<br></span><span style="color: inherit;">    Platão, ao descrever uma “sociedade ideal”, prega a total comunhão de bens a seu modo. Contudo, nela não só casas, animais e outros utensílios estariam a serviço de todos, mas também a partilha das mulheres e das crianças, por ele desprezados como seres de segunda categoria, estavam previstas nesse Estado onipotente. São suas palavras: “Nem o pai conhece o seu filho, nem o filho sabe quem é seu pai”, portanto, logo depois do parto as crianças todas são levadas a um lugar comum, tipo de orfanato, mas chamado de </span><span style="color: inherit; font-style: italic;">lactário</span><span style="color: inherit;"> (lugar do leite), e as mães aí poderiam amamentá-las, mas apenas por alguns dias. O restante dos cuidados seria dado por terceiros, e as parteiras teriam entre outras atribuições a de jamais permitir a uma mãe reconhecer o seu próprio filho naquele amontoado de bebês. (Cf. </span><span style="color: inherit; font-style: italic;">República</span><span style="color: inherit;"> 457 d. 464 d. apud E. Bettencourt. </span><span style="color: inherit; font-style: italic;">Curso de Doutrina Social da Igreja</span><span style="color: inherit;">. Rio de Janeiro: Mater Ecclesiae, s/d, p. 121).<br></span><span style="color: inherit;">    De algum outro modo, contestações semelhantes foram repetidas ao longo do tempo: Thomas Morus, em sua obra </span><span style="color: inherit; font-style: italic;">Utopia</span><span style="color: inherit;">, no século XVI, por exemplo, concebeu uma sociedade sem classes. Nela a família seria abolida por completo. Um século depois, Thomas de Campanella, em sua obra </span><span style="color: inherit; font-style: italic;">Civitas Solis </span><span style="color: inherit;">(Cidade do Sol, 1623), retomou as teses de Platão, dando um passo além: na sociedade que ele inventaria, homens e mulheres viveriam em casernas com dormitórios separados e – segundo critérios da Medicina e da Astrologia – separariam como se fossem animais os pares aptos à procriação. As crianças nascidas desse consórcio arbitrário seriam imediatamente entregues ao Estado e este lhes daria toda a educação necessária para a vida. Pais e filhos jamais se conheceriam e a comunhão de bens incluía a partilha das mulheres entre os homens.<br></span><span style="color: inherit;">    Todos esses pensamentos foram retomados no século XIX por outros pensadores que afirmavam, sem base científica ou histórica, o seguinte: em suas origens, o homem e a mulher viviam na promiscuidade sexual, de modo que qualquer homem teria acesso a qualquer mulher que desejasse, pois predominava a “comunhão de bens”, e a mulher era um ser humano inferior. Depois, teria havido o matriarcado (as mulheres mandavam) e, por fim, a monogamia. Esta só veio após as experiências anteriores, de forma que a família de acordo com a Lei Natural Moral nunca existiu, segundo tais pensadores. Com base em todos esses pensamentos, Friederich Engels, um dos grandes líderes marxistas, propôs, no século XIX, a extinção da família, pois esse modelo seria, de acordo com ele, o exemplo vivo da opressão da mulher pelo homem, assim como era a opressão dos patrões aos empregados nas fábricas. Mais: não haveria nenhuma distinção entre homem e mulher, e os filhos de um casal deveriam ser educados pelo Estado, não pela família.<br></span><span style="color: inherit;">    No século XX, o psicólogo Ernest Boernemann retomou algumas ideias de Platão e de Marx, a fim de reimplantá-las e se possível ultrapassá-las. Em resumo, ele defendeu o fim da monogamia e da propriedade particular. A geração humana não deve ser feita dentro do matrimônio – que, segundo Boernemann, precisaria ser extinto – mas pelas tecnologias (fecundação </span><span style="color: inherit; font-style: italic;">in vitro</span><span style="color: inherit;">, que seria h</span><span style="color: inherit; font-style: italic;">eterólog</span><span style="color: inherit;">a, ou seja, entre um homem e uma mulher estranhos ou, ao menos não casados, dado que o matrimônio seria extinto) e as diferenças entre homem e mulher deveriam ser reduzidas ao mínimo. Afinal, segundo o psicólogo em foco, a sociedade sem classes, pregada pelo comunismo, deve levar à sociedade sem distinções naturais, como se vê no homem e na mulher.<br></span><span style="color: inherit;">    Podemos ver por aí a teoria do livro “Admirável mundo novo”, muito difundido no século passado, e também a atual teoria da não-existência de uma lei natural e sim, apenas, de uma lei positiva para determinar todos os comportamentos humanos.<br></span><span style="color: inherit;">    Todas essas teses foram preparando terreno, a fim de que surgisse a ideologia de gênero – outro sistema ideológico denunciado pelo Papa Francisco – cujos primeiros passos já eram dados no século XX com Simone de Beauvoir, que pregava o seguinte: “Ninguém vem ao mundo mulher, fazem-te mulher” e o consequente também seria verdadeiro “Ninguém vem ao mundo homem, fazem-te homem”. Essa extinção da diferença entre homem e mulher seria levada à educação das crianças, às escolas e aos demais espaços profissionais. Teríamos – e agora a ideologia de gênero propõe isso – um ser humano neutro e não de acordo com a sua sexualidade biológica.<br></span><span style="color: inherit;">    Colocados esses problemas todos, voltemo-nos aos antropólogos e etnólogos da sociedade</span><span style="color: inherit; font-style: italic;"> Anthropos</span><span style="color: inherit;">, de Viena (Áustria), que respondem às teorias acima por meio do estudo de povos que, ainda no século XX, viviam como nos primórdios da História (ou da Pré-História?) de modo a poder oferecer um retrato fiel da humanidade primitiva: os pigmeus, na África central, os indígenas, nas Américas, os esquimós, na Oceania, etc.<br></span><span style="color: inherit;">    Os membros do grupo de estudos – Schimidt, Gusinde, Koppers e Schebesta – agiram por etapas, ou seja, primeiro aprenderam a língua dos nativos, depois conquistaram a sua confiança e, por fim, passaram a viver entre eles e ouvir seus relatos para poderem formular o resultado de suas importantes pesquisas, reunidas em seis grossos volumes, que leva o título </span><span style="color: inherit; font-style: italic;">Der Ursprung der Gottesidee</span><span style="color: inherit;">. Tais pesquisas, contudo, não tiveram grande difusão nas Universidades, pois não confirmavam, mas, antes, se confrontavam com o pensamento marxista predominante na chamada “classe intelectual” do século XX. Esse é um método que utilizam – não aceitar contestações bem fundamentadas para que a própria mentira propalada seja difundida.<br></span><span style="color: inherit;">    Como quer que seja, o resultado desse árduo trabalho chegou até nós com dados importantes, que os referidos autores dividem por partes, ou seja, vão desde o que chamam de </span><span style="color: inherit; font-style: italic;">cultura originária</span><span style="color: inherit;"> até a </span><span style="color: inherit; font-style: italic;">alta cultura</span><span style="color: inherit;">, passando pela </span><span style="color: inherit; font-style: italic;">cultura média</span><span style="color: inherit;"> ou primária e </span><span style="color: inherit; font-style: italic;">mista</span><span style="color: inherit;">. Vejamos o que nos apresentam esses ricos resultados.<br></span><span style="color: inherit;">    Há 600.000 anos, período paleolítico antigo, houve o surgimento do homem, que vivia do que colhia dos produtos da terra, pois não sabia cultivá-la de modo sistemático nem caçar animais, por isso eram chamados de caçadores e coletores primitivos; os homens trabalhavam fora e as mulheres em casa ou próximo dela.<br></span><span style="color: inherit;">    O matrimônio era monogâmico com a primazia do homem, mas o respeito às mulheres era garantido. A união conjugal era estável, sendo o divórcio coisa rara ou grande exceção. Reconhecia-se a propriedade particular, não existia aristocracia nem escravidão do ser humano e a religião era monoteísta, com o culto a um Deus que é Pai e Remunerador do que os homens fizeram de bom ou de ruim. Essa pesquisa, como dito, respondeu às teorias marxistas e, por essa razão, foi segregada de não poucas instituições de ensino do nosso tempo.<br></span><span style="color: inherit;">    Esses mesmos beneméritos estudiosos nos deixaram ainda outros dados: na cultura média ou primária, há 100.000 anos, aparecem os caçadores superiores, cultivadores e pastores. O ser humano realizou progressos na indústria, confeccionando instrumentos simples, mas úteis à caça aos animais de modo contínuo. Da domesticação dos animais vem o regime pastoril (dos pastores). Isso muito distingue esse homem daquele da cultura paleolítica, que caçava apenas para sobreviver. Também o solo passa a ser cultivado de forma metódica e eficiente, mas tudo isso é acompanhado, infelizmente, da decadência moral e religiosa.<br></span><span style="color: inherit;">    Sim, há o predomínio do homem sobre a mulher, surgindo, assim, o patriarcado, além de ser o matrimônio não mais monogâmico, mas, agora, poligâmico (um homem poderia ter várias mulheres, porém uma mulher não tinha vários homens), aparece aqui também o direito de primogenitura, ou seja, o filho mais velho tinha direito à maior parte na herança do pai. No campo religioso, passa-se a cultuar os astros, especialmente o Sol como símbolo do homem forte e subjugador. Admitem-se vários deuses (politeísmo) e surge também a magia (o ser humano tenta dominar Deus por meio de ritos específicos). Ao lado dessa tendência, aparece, especialmente entre os cultivadores da terra, quase em contrapartida, o regime de matriarcado (a mulher tem maior destaque que os homens) e a deusa maior é a Mãe Terra, símbolo da força feminina geradora da vida e forte nos momentos difíceis. Os homens se reúnem em sociedades secretas e prestam culto aos mortos e a seres naturais, como as plantas. Daí o animismo.<br></span><span style="color: inherit;">    Na cultura mista, ainda segundo os mesmos etnólogos austríacos, nos anos 5000 e 3000 a.C. as figuras do pastor e do agricultor se unem, dando origem aos homens do campo ou camponeses. A vida familiar volta a se solidificar e o trabalho harmonioso entre marido e mulher ajuda a reequilibrar a vida social. A consciência religiosa é ainda obscura, com o culto aos astros, aos seres naturais (plantas, terra, água etc.), desenvolve-se a magia a ponto de deixar de lado o culto ao Ser Supremo, que é Deus, o Criador de tudo.<br></span><span style="color: inherit;">    Chega-se, por fim, à alta cultura, período datado de 3000 a.C. mais ou menos, e sobre o qual já há diversos documentos históricos. Têm-se aqui os grandes impérios como o Egito, a Assíria, a Babilônia entre outros, de modo que as classes sociais vão se diversificando, o poder despótico aparece com a divinização do monarca. O politeísmo tem seu auge com muitos deuses e semideuses (deuses de segunda classe) e a decadência moral tem também sua preponderância na vida social. O erro ganha status de verdade e vice-versa. É o Cristianismo quem vai salvar os povos dessa verdadeira barbárie a valorizar a Lei Natural Moral e promover a revolução do Evangelho, cujas normas são exigentes, mas acessíveis a todos pela graça de Deus.<br></span><span style="color: inherit;">    A digressão feita nos campos da História, da Antropologia e da Etnologia pode parecer cansativa, mas é uma grande forma de demonstrar os erros que se semeiam nos dias de hoje ao se falar da cultura humana originária.<br></span><span style="color: inherit;">    Seria para se sentir vergonha de retomar tal pensamento em pleno século XXI, no qual tanto se fala na dignidade humana, especialmente na das mulheres e das crianças. Nesse ponto, os estudos atrás expostos dissipam as teses errôneas que o desconhecimento alimenta.</span></p><div><br></div>Fri, 17 Feb 2017 16:06:16 -020060 anos de Padrehttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/60-anos-de-padrehttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/60-anos-de-padre<p>    Neste dia 17 de fevereiro, Mons. Gilson José Macedo da Silveira completará 60 anos de sua ordenação presbiteral. Um grande colaborador e padre admirado pelos seus irmãos, ele é atualmente Pároco da Paróquia São João Evangelista, além de ser o Coordenador da Assistência aos Presbíteros de nossa Arquidiocese, função que desempenha com muito carinho ainda mais depois que, a seu pedido, deixou a missão de Vigário Episcopal do Vicariato Leopoldina. Agradecer a Deus pela missão dele é um momento importante em nossa Arquidiocese, que reconhece os grandes dons que Deus lhe concedeu. Isso nos faz recordar a figura, pessoa e missão do padre.<br><span style="color: inherit;">    O Padre é comprometido com Cristo, enviado do Pai para salvar a humanidade (PO 12b); - participa das mesmas ações sagradas por meio do ministério em comunhão com o bispo e os outros presbíteros (PO 12c); - o ministério consiste em ensinar, santificar e apascentar o povo de Deus (PO 13a); - o padre atua como ministro da Palavra, lê e escuta a Palavra que ensina, tornando-se cada vez mais discípulo do Senhor (PO13b); - o sacerdote, enquanto ministro da Eucaristia, procura celebrar diariamente este sacramento, recordando-se da eficácia da cruz de Cristo. Através da Eucaristia, une-se a Cristo, oferecendo-se diariamente a Deus; nutre-se do Pão eucarístico. Deve administrar com caridade os outros sacramentos, especialmente a Penitência. Através da oração do Ofício Divino, o sacerdote empresta sua voz à Igreja, que persevera na oração em nome de todo o gênero humano (PO 13c); - como dirigente do povo de Deus, o sacerdote é movido pelo Bom Pastor a dar a vida por suas ovelhas. São educadores que levam a fé porque são homens de fé. Estão animados de esperança para consolar quem se encontra na angústia. A espiritualidade do padre se concretiza através da própria ação pastoral.<br></span><span style="color: inherit;">    A fonte permanente se diferencia em originária e próxima. A fonte permanente originária da caridade pastoral é o amor de Deus por seu povo. A fonte permanente mais próxima de nós é o carisma presbiteral recebido na ordenação. Dom do Espírito Santo, este carisma nos foi dado para amar pastoralmente a comunidade. Este carisma modifica o nosso ser. É uma fonte inesgotável, enraizada em nosso ser pela sagrada ordenação que nós compartilhamos com todos os presbíteros da diocese e, de modo especial, com o bispo.<br></span><span style="color: inherit;">    Em outras palavras, em virtude deste carisma recebido, ganhamos o dom e a capacidade de nos comprometer fielmente com a comunidade a qual fomos designados, na igreja particular e na igreja universal. Não é, portanto, dom individual, mas do Espírito; é dom compartilhado com os demais presbíteros a serviço da totalidade da comunidade eclesial. Para superar as condições inóspitas, as intempéries e desafios da vida ministerial, necessitamos estar em constante sintonia com esta fonte regeneradora.<br></span><span style="color: inherit;">    Ao dizer “isto é meu Corpo”, na pessoa de Cristo, o padre entrega sua própria pessoa à comunidade. E quando diz “este é o meu sangue”, ou seja, esta é a minha vida derramada por vós, o padre participa da entrega de Cristo, gastando sua vida em favor dos seus. Por este mistério contemplamos o significado de nossa vida espiritual, pois, quando nos abrimos a essa dinâmica, que se desdobra e se atualiza na celebração, a Eucaristia nos vai moldando à imagem do Bom Pastor.<br></span><span style="color: inherit;">    O sacerdote é dom porque o seu ministério sacerdotal, desdobrado em conduta, serviços, vivências e posturas, é manifestação e concretização deste amor. O Padre, homem escolhido entre homens e constituído em favor de todos, é discípulo missionário servidor do povo de Deus. E sustentado pela contínua busca da santidade de vida, é facilitador desse indispensável e inadiável encontro pessoal com o Cristo vivo, levando todos ao reconhecimento e à sabedoria de pautar a sua vida tendo Deus como seu centro e fonte inesgotável do seu sentido. O sacerdote, por isso mesmo, faz anteceder às suas muitas tarefas no labor de cada dia a serviço do povo, anunciando o Evangelho, o cuidado e o compromisso com a condição do seu ser. É a santidade de vida que alavanca, fecunda e torna exitoso o serviço prestado na condição própria de sacerdote.<br></span><span style="color: inherit;">    Um olhar atento e sincero deve ser lançado sobre a presença e vivência sacerdotal neste momento da vida da Igreja e de sua missão no coração do mundo. Não deixando de considerar e tomar providências quantos aos descompassos de vidas e condutas sacerdotais questionáveis, é preciso reconhecer a magnitude, em quantidade e extensão, do serviço de padres na vida de famílias, de pessoas, de grupos, dos pobres, na cultura e na congregação das comunidades de fé. Fazendo deste serviço uma escola de amor, longe do modelo de mercado religioso de milagres e curas.<br></span><span style="color: inherit;">    Em nossa Arquidiocese temos vários exemplos de padres que se doaram e que doam sua vida pelo Reino de Deus. Hoje estamos agradecendo a Deus pela vida sacerdotal de Mons. Gilson José Macedo da Silveira pelos seus 60 anos de vida presbiteral! Agradecemos por tudo o que fez e faz pela nossa Arquidiocese: na formação do clero, no incentivo à evangelização, na organização da pastoral. De maneira especial, pela sua presença humilde e serena nas horas difíceis. A Arquidiocese ainda precisa muito de sua vastíssima experiência.</span></p><div><br></div>Thu, 16 Feb 2017 16:12:00 -020090 anos a serviço da caridade e da justiçahttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/90-anos-a-servico-da-caridade-e-da-justicahttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/90-anos-a-servico-da-caridade-e-da-justica<p>    A Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro elevou a Deus o seu “Te Deum Laudamus” em ação de graças pelos 90 anos do Reverendo Padre Jesus Hortal Sànchez, SI na missa desta terça-feira, na Igreja Matriz São José da Lagoa.<br><span style="color: inherit;">    Padre Jesus Hortal Sànchez, S.J. nasceu em 14 de fevereiro de 1927, em Figueras, Espanha. Ingressou na Companhia de Jesus em 1950. Foi ordenado presbítero em 1961. Padre Jesus é licenciado em Teologia pela Faculdade de Teologia do Colégio Cristo Rei em 1962; em Filosofia pela Universidade Pontifícia de Comillas em 1956, e em Direito pela Universidade de Salamanca em 1949. É doutor em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade Gregoriana em 1967, e Doutorado em Filosofia pela Universidade de Santo Tomás, em Santo Domingo, na República Dominicana, em 1958.<br></span><span style="color: inherit;">    A sua vida no magistério se deu como professor de Biologia Educacional e de Sociologia na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras Cristo Rei, em São Leopoldo, RS, entre 1960 e 1962. Foi professor de Direito Canônico na Universidade do Vale do Rio dos Sinos, em São Leopoldo, RS, entre 1970 e 1979. Ensinou Direito Canônico e Eclesiologia na Faculdade de Teologia e Ciências Religiosas da PUC-RS entre 1980 e 1985. Foi professor visitante de Direito Canônico da Faculdade de Teologia do Centro de Estudos Superiores da Companha de Jesus, em Belo Horizonte, MG, entre 1982 e 1992. Desde 1986 é professor titular de Direito Canônico do Pontifício Instituto Superior de Direito Canônico da Arquidiocese do Rio de Janeiro.<br></span><span style="color: inherit;">    Inicialmente, o Padre Jesus Hortal foi diretor do Departamento de Teologia na PUC-RIO, entre 1986 e 1992, Vice-Reitor para Assuntos Acadêmicos entre 1992 e 1995, e Reitor entre 1995 e 2010. Várias foram as realizações do Reitor Jesus Hortal, como: a implantação do Programa de Avaliação Institucional (1996) e foi criado o Mestrado em Metrologia, pioneiro no Brasil. Foi inaugurado o prédio da Incubadora de Empresas do Projeto Gênesis e assinado com a Petrobrás convênio para a implantação de um Centro de Excelência de Pesquisa de Petróleo em Águas Profundas, em 1997. O curso de Tecnólogo em Processamento de Dados foi transformado em Bacharelado em Informática. Foi criada a CCEAD – Coordenação Central de Educação a Distância, em 1999, e em 2005 o Departamento de História ofereceu o primeiro curso de graduação na modalidade a distância, em convênio com O MEC. Em 2000 foi inaugurado o novo Centro Cultural e Esportivo e lançada a pedra fundamental da nova igreja da PUC-Rio, inaugurada em 2005.<br></span><span style="color: inherit;">    No ano de 2001 a PUC-RIO foi avaliada pela CAPES com as melhores notas nos cursos de pós-graduação stricto sensu do Brasil. Em 2006 foi assinado o Convênio PUC-Rio-Petrobrás para a construção do Núcleo de Competência em Petróleo, e foi escolhido o projeto para a construção do prédio da futura Midiateca da Universidade. No ENADE de 2007 a PUC-Rio foi considerada a melhor universidade do Brasil e a melhor do Estado do Rio de Janeiro. Em 2009 foi inaugurado o Instituto de Mídias Digitais.<br></span><span style="color: inherit;">    Atualmente, o Padre Hortal é professor associado do Departamento de Teologia da PUC-Rio. Nossa Arquidiocese não se cansará de dar ação de graças pelo profícuo período em que a nossa Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro teve como diligente Reitor na pessoa do Pe. Jesus Hortal. A sua presença dinamizou o crescimento da PUC e a sua presença na reitoria tornou a PUC-Rio como a mais prestigiosa Universidade Católica em cursos de pós-graduação.<br></span><span style="color: inherit;">    O Catecismo da Igreja Católica, no seu § 1807 diz que: “A justiça é a virtude moral que consiste na vontade constante e firme de dar a Deus e ao próximo o que lhes é devido. A justiça para com Deus chama-se "virtude de religião". Para com os homens, ela nos dispõe a respeitar os direitos de cada um e a estabelecer nas relações humanas a harmonia que promove a equidade em prol das pessoas e do bem comum. O homem justo, muitas vezes mencionado nas Escrituras, distingue-se pela correção habitual de seus pensamentos e pela retidão de sua conduta para com o próximo. "Não favoreças o pobre, nem prestigies o poderoso. Julga o próximo conforme a justiça" (Liv. 19,15). "Senhores, dai aos vossos servos o justo e equitativo, sabendo que vós tendes um Senhor no céu" (Cl 4,1).<br></span><span style="color: inherit;">    É essa justiça, como “virtude de religião”, que o Padre Jesus Hortal buscou como centro do exercício do seu ministério sacerdotal e da sua consagração na Companhia de Jesus, sendo o grande responsável pelas notas de rodapé da primeira edição do Código de Direito Canônico em língua portuguesa, muito apreciadas por todos os amantes das letras canônicas, e consulta obrigatória da lei em benefício da ação pastoral.<br></span><span style="color: inherit;">    A justiça é a primeira forma de caridade. E o exercício da justiça é um empenho de vida apostólica. Por isso, o Padre Hortal, na sua delicada tarefa de ensinar Direito Canônico, sempre procurou harmonizar as prescrições do Código de Direito Canônico com as situações concretas da Igreja e da sociedade. O nosso aniversariante é um Padre que é o pai para todos os canonistas.  O Padre Hortal pode ser comparado com as palavras do Papa Francisco, seu confrade jesuíta: “O coração de Deus, conforme lembrou Francisco, é um coração de Pai que ama e quer que seus filhos vivam no bem e na justiça. “Um coração de Pai que vai além do nosso pequeno conceito de justiça para nos abrir aos horizontes sem fim da sua misericórdia”. “Um coração de Pai que não nos trata segundo os nossos pecados e não nos repara segundo as nossas culpas”. É precisamente um coração de Pai que as pessoas buscam quando vão ao confessionário, observou o Papa. Lá elas querem encontrar um pai que ajude a mudar de vida, que dê a força de ir adiante, que perdoe em nome de Deus. Por isso, “ser confessor é uma responsabilidade tão grande, tão grande, porque aquele filho ou filha que vem a você só quer encontrar um pai”. “E você, padre, que está ali no confessionário, está ali no lugar do Pai que faz justiça com a sua misericórdia”. (Cf. <a href="http://noticias.cancaonova.com/mundo/a-misericordia-de-deus-leva-a-verdadeira-justica-diz-papa/" style="text-decoration: underline;">http://noticias.cancaonova.com/mundo/a-misericordia-de-deus-leva-a-verdadeira-justica-diz-papa/</a>, último acesso em 14 de fevereiro de 2017).<br></span><span style="color: inherit;">    É precisamente no coração do Padre Jesus Hortal Sanchez que nós bispos, padres e amantes do direito o procuramos para encontrar o Pai que nos ajuda a ir ao encontro do Pai das Misericórdias. Deus lhe pague pelo seu generoso serviço em favor da justiça, a justiça da misericórdia, da acolhida, da caridade, como um bom juiz que a todos acolhe e ama. Muitos anos de vida, querido Padre Jesus Hortal Sanchez!</span></p><div><br></div>Tue, 14 Feb 2017 14:40:28 -0200Você pode ir além!https://cristoredentoroficial.com.br/noticias/voce-pode-ir-alemhttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/voce-pode-ir-alem<p>    Estamos acostumados a querer fazer o que todo mundo faz. As crianças nos lembram disso o tempo todo: “Por que eu não posso fazer tal coisa, se todo mundo faz?” Aquela resposta típica de mãe, que todos nós crescemos ouvindo, é a mais pura verdade: “Você não é todo mundo!” Ora, o comum é agir como os outros, “seguir o fluxo”, não pensar no que vai fazer ou falar. Só que o convite de Deus para a nossa vida é para que tenhamos a ousadia de ir além.</p><p>    A liturgia deste domingo nos ajuda a entender melhor:</p><p style="text-align: center; "><span style="font-weight: bold;">”Vós ouvistes o que foi dito aos antigos: ‘Não matarás! Quem matar será condenado pelo tribunal’. Eu, porém, vos digo: todo aquele que se encoleriza com seu irmão será réu em juízo. Ouvistes o que foi dito: ‘Não cometerás adultério’. Eu, porém, vos digo: Todo aquele que olhar para uma mulher, com o desejo de possuí-la, já cometeu adultério com ela no seu coração.”</span></p><p style="text-align: center; "><span style="font-weight: bold;">(Mt 5,21-22;27-28)</span></p><p>    Sabemos, por exemplo, que o correto é não matar e não cometer adultério. Mas o Senhor nos pede que não paremos na lei. Sua orientação é para que sequer nos encolerizemos contra alguém, para não matarmos emocionalmente! E, da mesma forma, que nem alimentemos o desejo de possuir uma pessoa comprometida, porque isso já é adultério também! Ou seja, na verdade, Ele espera que vigiemos sobre nossos sentimentos e intenções. Pois as más intenções partem do nosso coração. E são elas que devemos evitar, para não pecar.<br><span style="color: inherit;">    E se não formos ousados vigiando sobre nosso proceder, como Deus nos pede, podemos até não chegar a praticar coisas erradas, mas nosso coração corre o risco de ficar cheio de más intenções. E em um coração assim não há espaço para o Senhor fazer Sua morada... E sabemos que quando Deus habita em um coração, tudo muda! Passamos a ser exemplos na fé para outros irmãos, tendo uma vida coerente, optando pelo que é correto.<br></span><span style="color: inherit;">    Nem sempre é fácil vigiarmos a nós mesmos para nos mantermos íntegros, mas o próprio Deus sempre fortalece àqueles que se decidem por ir além. Eu quero tomar essa decisão. E você?</span></p><div><br></div>Mon, 13 Feb 2017 16:48:26 -0200Eu, porém, vos digo...https://cristoredentoroficial.com.br/noticias/eu-porem-vos-digohttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/eu-porem-vos-digo<p>    Na caminhada deste tempo entre o Natal e a Quaresma, já passado da metade dessa época, celebramos neste final de semana o VI Domingo do Tempo Comum. A leitura do Eclesiástico (Eclo 15,16-21) deixa claro que cada pessoa opta pela sua felicidade ou desgraça, à medida que faz opções a favor da vida ou a favor da morte. Deus deixa toda liberdade de escolha às pessoas, mas aponta, ao mesmo tempo, o único caminho certo: “Escolha, pois, a vida…” (Dt 30,19). É, portanto, responsável pela própria vida. São Paulo, na Segunda Leitura deste domingo, (1Cor 2,6-10), em sua carta chama os cristãos de Corinto de pessoas maduras na fé, porque se abriram à novidade de Jesus Cristo crucificado. A maturidade na fé começa quando se acolhe o mistério da encarnação, morte e ressurreição de Jesus. A sabedoria da qual fala São Paulo é o projeto de Deus, “uma sabedoria misteriosa, escondida, que Ele reservou antes dos séculos para a nossa glória”. (cf. 1Cor 2,7). A comunidade de Corinto é destinatária dessa sabedoria, porque, em sua pobreza, escolheu o projeto de Deus já anunciado pelos profetas. O mesmo Deus, que caminhou no passado com Seu povo, está presente agora na comunidade que aceitou Jesus crucificado, revelando Seu projeto por meio do Espírito Santo. <br><span style="color: inherit;">    O texto do Evangelho (Mt 5,20-22a.27-28.33-34a.37 ou a forma mais longa Mt 5,17-37), continuação do Sermão da Montanha, escolhido para este domingo é desdobramento das Bem-aventuranças. Ele afirma que Jesus não veio para abolir a Lei e os Profetas, mas sim dar-lhe pleno cumprimento, respeitando as leis e as instituições de seu povo, e sempre as interpretou na perspectiva da promoção da vida e do bem comum. Na segunda parte do Evangelho, Jesus explica, de maneira mais profunda, quatro exemplos do Antigo Testamento. Jesus nos alerta que não basta observar leis para ser justo. É preciso observá-las de coração, com convicção, maneira pessoal, conscientes daquilo que se está fazendo, a fim de realizar o bem ao qual a lei visa. A justiça não depende da observância externa da lei. É no coração que se decide a atitude mais verdadeira e mais radical do homem. É para aí que devemos dirigir a atenção e a escolha. Não basta, portanto, não matar, mas é necessário não se desejar o mal do outro. Não basta não cometer adultério; é preciso não desejar a mulher dos outros. Não basta lavar as mãos antes das refeições, mas é necessário purificar o coração. Não basta erguer monumentos aos profetas, mas é preciso não os calar, matando-os. Não basta o sacrifício, se não se põe na própria vida a moral e a justiça, a misericórdia e a fé. Não basta multiplicar palavras nas orações, mas é necessário ter fé na bondade de Deus. Qual é mesmo a proposta de Jesus para nós? Nossas relações favorecem a justiça que conduz a vida para todos? <br></span><span style="color: inherit;">    O Senhor diz no Evangelho (Mt 5, 17-37) que Ele não veio destruir a antiga Lei, mas dar-lhe a sua plenitude; restaura, aperfeiçoa, e eleva a uma ordem superior os preceitos do Antigo Testamento. Somos convidados a refletir sobre qual deve ser a atitude do cristão diante da Lei de Deus e as implicações que a mesma tem nas nossas opções de vida. Jesus não veio abolir a Lei, mas levá-la à perfeição. Depois de ter anunciado os grandes princípios da nova lei nas bem-aventuranças, Jesus as desenvolve, aprofundando o espírito dos mandamentos dados ao povo de Deus por Moisés. Trata-se de cumprir não apenas materialmente os mandamentos, mas de dar-lhes o verdadeiro espírito de justiça e de amor. Daí as palavras de Jesus: “Ouvistes o que foi dito aos antigos; Eu, porém, vos digo” (Mt 5, 17-37). Isso em relação à vida, à felicidade ao amor conjugal e à verdade. Não basta, por exemplo, não matar; é preciso também evitar palavras de desamor, de ressentimento ou de desprezo para com o próximo. Não basta privar-se dos atos materiais contra a Lei; é preciso eliminar também os maus pensamentos e os maus desejos, porque quem os consente, já pecou no “seu coração” (Mt 5, 28): já assassinou o seu irmão ou cometeu adultério.<br></span><span style="color: inherit;">    Quanto à verdade, diz Jesus: “Seja o vosso sim, sim, e o vosso não, não” (Mt 5, 37). O cristão é chamado a ser transparente, simples. O contrário seria cheio de dobras, complicado. Não é só não jurar em falso, mas viver de tal modo a verdade que não se precise jurar de modo algum. Fazer tudo em nome do Senhor, no Senhor.<br></span><span style="color: inherit;">    “Ouvistes o que foi dito aos antigos… Mas eu vos digo” (Mt 5,21-22). Somente se Jesus é Deus pode fazer algumas alterações nas tradições dadas por Deus no Antigo Testamento. E Jesus é Deus! Por isso recordemos: “ninguém, pois, vos critique por causa de comida ou bebida, ou espécies de festas ou de luas novas ou de sábados. Tudo isto não é mais que sombra do que devia vir”. <br></span><span style="color: inherit;">    “A realidade é Cristo”! (Cl 2,16-17). Enquanto se insistem nessas “sombras da realidade”, é possível que coisas mais importantes sejam descuradas, como aquelas que o Senhor nos diz no Evangelho de hoje: viver a caridade para com todos, guardar o coração puro e casto, viver na verdade em todo momento.</span></p><div><br></div>Sat, 11 Feb 2017 16:24:03 -0200Dia Mundial dos Enfermoshttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/dia-mundial-dos-enfermoshttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/dia-mundial-dos-enfermos<p>    No dia de Nossa Senhora de Lourdes, a igreja celebra o Dia Mundial dos Enfermos. A Santa Sé, além do texto do tema da 25ª Jornada Mundial dos Doentes, apresenta a Nova Carta dos Operadores de Saúde. É a Igreja atuando em várias frentes com relação ao tema. E aqui entre nós também estaremos celebrando com todos os agentes da pastoral da saúde, nos vários hospitais e igrejas, em especial na Basílica de Lourdes, a necessidade de tempos novos em nosso país, para o atendimento com dignidade da saúde do nosso povo.<br><span style="color: inherit;">    A mensagem para o Dia Mundial dos Enfermos foi publicada no ano passado, em 15/12/2016.  O tema da edição 2017 é “Admiração pelo que Deus faz: “o Todo-Poderoso fez em mim maravilhas” (Lc 1, 49)”. Instituído por São João Paulo II em 1992 e celebrado a primeira vez em Lourdes, na França, no ano seguinte, o Dia Mundial dos Enfermos é ocasião propícia para se prestar especial atenção à condição dos doentes e, mais em geral, a todos os atribulados. Ao mesmo tempo, convida familiares, profissionais de saúde e voluntários a dar graças pela vocação de acompanhar os irmãos doentes.<br></span><span style="color: inherit;">    O Papa, na mensagem, recorda o mistério de Lourdes. “Como Santa Bernadete, estamos sob o olhar de Maria. A jovem humilde de Lourdes conta que a Virgem, por ela designada “a Bela Senhora”, a fixava como se olha para uma pessoa. Estas palavras simples descrevem a plenitude dum relacionamento. Bernadete, pobre, analfabeta e doente, sente-se olhada por Maria como pessoa. A Bela Senhora fala-lhe com grande respeito, sem se pôr a lastimar a sorte dela. Isto lembra-nos que cada doente é e permanece sempre um ser humano, e deve ser tratado como tal. Os doentes, tal como as pessoas com deficiências mesmo muito graves, têm a sua dignidade inalienável e a sua missão própria na vida, não se tornando jamais meros objetos, ainda que às vezes pareçam de todo passivos, mas, na realidade, nunca o são”. (Retirado do site: </span><a href="http://br.radiovaticana.va/news/2016/12/15/mensagem_para_o_dia_mundial_do_enfermo_-_texto_integral/1279293" style="background-color: rgb(255, 255, 255); text-decoration: underline;">http://br.radiovaticana.va/news/2016/12/15/mensagem_para_o_dia_mundial_do_enfermo_-_texto_integral/1279293</a><span style="color: inherit;">. Último Acesso: 31/01/2017).<br></span><span style="color: inherit;">    “Por ocasião da XXV Dia Mundial do Enfermo, reitero a minha proximidade feita de oração e encorajamento aos médicos, enfermeiros, voluntários e a todos os homens e mulheres consagrados comprometidos no serviço dos doentes e necessitados; às instituições eclesiais e civis que trabalham nesta área; e às famílias que cuidam amorosamente dos seus membros doentes. A todos, desejo que possam ser sempre sinais jubilosos da presença e do amor de Deus, imitando o testemunho luminoso de tantos amigos e amigas de Deus, dentre os quais recordo São João de Deus e São Camilo de Lélis, padroeiros dos hospitais e dos profissionais de saúde, e Santa Teresa de Calcutá, missionária da ternura de Deus”. (Retirado do site: </span><a href="http://br.radiovaticana.va/news/2016/12/15/mensagem_para_o_dia_mundial_do_enfermo_-_texto_integral/1279293" style="background-color: rgb(255, 255, 255); text-decoration: underline;">http://br.radiovaticana.va/news/2016/12/15/mensagem_para_o_dia_mundial_do_enfermo_-_texto_integral/1279293</a><span style="color: inherit;">. Último Acesso: 31/01/2017).<br></span><span style="color: inherit;">    Ao concluir a mensagem, o Papa Francisco se remete a Maria Santíssima, pois foi ela que acolheu em seu ventre a Sabedoria Encarnada, que é Jesus Cristo, e depois recitou uma prece: “Maria, nossa Mãe, que, em Cristo, acolheis a cada um de nós como filho, sustentai a expectativa confiante do nosso coração, socorrei-nos nas nossas enfermidades e tribulações, guiai-nos para Cristo, vosso filho e nosso irmão, e ajudai a confiarmo-nos ao Pai que faz maravilhas. A todos vós asseguro a minha recordação constante na oração e, de coração, concedo a Bênção Apostólica”. (Retirado do site: </span><a href="http://br.radiovaticana.va/news/2016/12/15/mensagem_para_o_dia_mundial_do_enfermo_-_texto_integral/1279293" style="background-color: rgb(255, 255, 255); text-decoration: underline;">http://br.radiovaticana.va/news/2016/12/15/mensagem_para_o_dia_mundial_do_enfermo_-_texto_integral/1279293</a><span style="color: inherit;">. Último Acesso: 31/01/2017).<br></span><span style="color: inherit;">    Lembremos, nestes dias, de nos aproximar de algum doente, conhecido ou mesmo desconhecido, como obra de misericórdia. Nada melhor do que uma visita a quem está no leito, em um hospital, numa casa de saúde ou em uma casa de repouso. A presença simplesmente de quem visita é como o próprio Cristo, que visita aquele que sofre. Esta caridade espiritual levará conforto do Ressuscitado àqueles que sofrem e precisam de nosso afeto e de nossa proximidade. Que Nossa Senhora de Lourdes abençoe todos os enfermos e os console!</span></p><div><br></div>Fri, 10 Feb 2017 15:00:42 -0200Sua identidadehttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/sua-identidadehttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/sua-identidade<p>    Quem você é? O que você faz? Em quais ambientes está inserido? Essas respostas você conhece e, provavelmente, com certa frequência comunica a quem questiona... Mas será que já se deu conta de que há outras verdades, ainda mais profundas, sobre a sua identidade? É... Não é muito comum pensar sobre isso, mas é fato que seja você Maria, Isabel, Rita, João, Pedro, Otávio; que exerça o ofício de advogado, médico, contador, vendedor ou estudante; e frequente ambientes sociais muito simples ou requintados, o que te torna verdadeiramente especial é a sua identidade de cristão — que faz de você “sal da terra e luz do mundo”.<br><span style="color: inherit;">    Algumas pessoas já disseram que você tem um brilho pessoal, que é diferente, não foi? Pois então! Isso acontece justamente porque você, do jeito que é, com a sua história de vida e com a sua forma de proceder, comunica Deus ao mundo! Só é preciso atenção a como como faz isso, para que quem está ao redor tenha um verdadeiro encontro pessoal positivo com o Senhor, por meio da sua presença. Sua vida ilumina e dá sabor a outras vidas, se você a vive na fé.</span></p><p style="text-align: center; "><span style="font-weight: bold;">“Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal se tornar insosso, com que salgaremos? Ele não servirá para mais nada, senão para ser jogado fora e ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. (...)Assim também brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus.” (Mt 5,13-16)</span></p><p>    A dinâmica é mais ou menos essa: a gente deixa a palavra de Deus agir na nossa vida e o Senhor, então, faz com que a nossa existência ajude a transformar o mundo com o seu sabor e a sua luz. Quem somos, o que fazemos e onde estamos inseridos são grandes ferramentas para alcançar o coração de outras pessoas que ainda não experimentaram o amor de Deus.<br><span style="color: inherit;">    Isso porque o lindo da missão do cristão é, tendo essa consciência, viver como quem encarna o próprio Jesus, por agir em conformidade com Ele. Essa é a melhor e mais bonita forma de dar sabor ao mundo e iluminá-lo. Aceita o desafio?</span></p><p><br></p><p><br></p>Mon, 06 Feb 2017 16:55:51 -0200Sal e Luzhttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/sal-e-luzhttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/sal-e-luz<p>    A cada domingo, são muitos os temas com que a Palavra de Deus nos alimenta. No Evangelho do V Domingo do Tempo Comum (cf. Mt 5,13-16), escutamos a continuação do Sermão da Montanha e queremos salientar duas afirmações que são palavras importantes de Jesus, e que devem ressoar em nossas vidas como a grande novidade e uma importante missão: “Vós sois o sal da terra; vós sois a luz do mundo”! Com unção e humildade, como se escutássemos pela primeira vez, procuremos acolher com o coração aberto esse anúncio para encontrarmos a Vida e vivermos de verdade como discípulos missionários. O Senhor nos fala da nossa responsabilidade perante o mundo: Vós sois o sal da terra… Vós sois a luz do mundo. E diz isso a cada um de nós, àqueles que queremos ser seus discípulos.  <br><span style="color: inherit;">    O sal dá sabor aos alimentos, torna-os agradáveis, preserva da corrupção e tinha, no passado, uma conotação da sabedoria divina. No Antigo Testamento, prescrevia-se que tudo que se oferecesse a Deus devia estar condimentado com sal (cf. Lv 2, 13), para significar o desejo de que a oferenda fosse agradável. Vós sois o sal da terra! O sal, na Escritura, aparece como o elemento que dá sabor, purifica e conserva, tornando perenes e duradouros os alimentos… Daí a expressão “aliança de sal”, isto é, “uma aliança perene aos olhos do Senhor” (Nm 18,19). Por causa dessa pureza e perenidade, é que Israel deveria ajuntar o sal a toda oferta que fizesse ao Senhor Deus: “Salgarás toda a oblação que ofereceres, e não deixarás de pôr na tua oblação sal da aliança de teu Deus; a toda a oferenda juntarás uma oferenda de sal a teu Deus” (Lv 2,13). Vós sois o sal que dá sabor, pureza e conservação ao mundo diante de Deus! Sois a pitadinha de sal que torna o mundo uma oferenda agradável e aceitável ao Senhor! Sois tão pequenos, tão poucos, tão frágeis, tão impotentes, porém, tão necessários! Domingo passado, na Segunda Leitura fomos lembrados que “Entre vós não há muitos sábios de sabedoria humana nem muitos poderosos nem muitos nobres… Deus escolheu o que o mundo considera como estúpido, para assim confundir o que é forte; Deus escolheu o que o mundo considera sem importância e desprezado, o que não tem nenhuma serventia, para, assim, mostrar a inutilidade do que é considerado importante… É graças a ele que vós sois em Cristo..” (1Cor 1,26-31). <br></span><span class="Apple-tab-span" style="color: inherit; white-space: pre;">    </span><span style="color: inherit;">A luz é a primeira obra da criação (Gn 1, 15), e é o símbolo do Senhor, do Céu e da Vida. As trevas, pelo contrário, significam a morte, o inferno, a desordem e o mal. Vós sois a luz do mundo! – Que afirmação impressionante! Um só é a luz: Aquele que disse de si próprio: “Eu sou a luz do mundo”! (Jo 8,12). Como pode, então, dizer agora que nós somos luz? Escutemos: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida”! (Jo 8,12). Eis: se em Cristo – e somente Nele – somos sal da aliança selada na cruz, também somente na sua luz, seguindo seus passos, tornamo-nos luz. É isso que nos afirma o Apóstolo: “Outrora éreis trevas! Agora, sois luz no Senhor! Andai como filhos da luz”! (Ef 5,8). Por nós mesmos não somos sal, mas insípidos; por nós mesmos não somos luz, mas trevas tenebrosas! Mas, em Cristo, damos sabor ao mundo e somos reflexos da luz do Senhor! Não somos luz, mas iluminados pela luz de Cristo. Somente seremos luz se nos deixarmos iluminar pela luz fulgurante que brota da sua cruz! Que o cristão não busque outro sal ou outra luz, a não ser o Cristo, e Cristo na sua humildade, na sua pobreza, no seu serviço, na sua disponibilidade total em relação ao Pai: “Não julguei saber coisa alguma entre vós, a não ser Jesus Cristo, e este, crucificado”! Aquilo que passa da cruz do Senhor, que foge da cruz do Senhor, que procura outro caminho e outra lógica, que não a da cruz que conduz à ressurreição, não salga e não ilumina! Então, que brilhe a luz de Cristo em nossa vida e em nossas obras!<br></span><span style="color: inherit;">    Os discípulos de Cristo são o sal da Terra: dão um sentido mais alto a todos os valores humanos, evitam a corrupção, trazem com as suas palavras a sabedoria aos homens. São também luz do mundo, que orienta e indica o caminho no meio da escuridão. Quando os cristãos vivem segundo a sua fé e têm um comportamento irrepreensível e simples, brilham como astros no mundo (Fil 2, 15), no meio do trabalho e dos seus afazeres, na sua vida normal. <br></span><span style="color: inherit;">    Peçamos ao Senhor a graça de sermos sal da terra e luz do mundo.  Com a luz de Cristo é que nós, cristãos, vivendo o nosso batismo, transmitiremos a luz de Cristo a todos. Onde está um cristão, aí está a luz de Cristo! Ali deverá estar aquele que dá sentido à vida das pessoas como o sal dá sabor aos alimentos. E sendo esse sinal, sabe que é apenas um servidor, pois tudo se faz referência a Cristo. Por isso somos chamados, a cada dia, a nos convertermos para que “vendo as boas obras, glorifiquem o Pai que está nos céus”.</span></p><div><br></div>Sat, 04 Feb 2017 15:58:36 -0200Tempo de ouvir o Senhorhttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/tempo-de-ouvir-o-senhorhttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/tempo-de-ouvir-o-senhor<p>    Depois da extraordinária experiência pastoral partilhada por mais de 90 bispos no 26º. Encontro dos Bispos, no Sumaré, analisando a questão da nova evangelização, iniciamos, na segunda-feira passada, dia 30 de janeiro, o retiro da primeira turma do Clero da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, que tive a graça de participar. O retiro terminou nesta sexta-feira, dia 03 de fevereiro.<br><span style="color: inherit;">    Todo presbítero deve, ao menos uma vez por ano, parar cinco dias, deixando de lado as suas atividades pastorais para subir ao monte para rezar. É uma obrigação canônica que todos nós cumprimos, com alegria de coração e de recolhimento, para buscar as forças necessárias para atender melhor e mais eficazmente as ovelhas que nos são confiadas pela Mãe Igreja.<br></span><span style="color: inherit;">    Nestes dias ficam claro para o retirante cinco caminhos para a eficiência do seu retiro espiritual: 1 – </span><span style="color: inherit; font-weight: bold;">silêncio</span><span style="color: inherit;"> para ouvir a voz de Deus, confrontar-se com o que a Trindade espera de cada um de nós; 2 – </span><span style="color: inherit; font-weight: bold;">meditação</span><span style="color: inherit;">: meditar sobre os mistérios da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo, fazendo uma retrospectiva da vida pastoral e da vida espiritual desde o último retiro; 3 – </span><span style="color: inherit; font-weight: bold;">olhar para dentro de si mesmo</span><span style="color: inherit;"> e olhar a qualidade da vida interior e da frequência na oração; 4 – </span><span style="color: inherit; font-weight: bold;">rezar </span><span style="color: inherit;">mais intensamente e colocar-se diante do Sacrário para ouvir o que Deus quer falar; e, por fim, 5 – </span><span style="color: inherit; font-weight: bold;">comprometer-se com o Evangelho</span><span style="color: inherit;"> da vida, da compaixão e da misericórdia.<br></span><span style="color: inherit;">    O Papa Francisco, ao falar sobre a vida do padre, disse algumas palavras que são significativas na vida e no ministério do presbítero, que deveriam ser “mastigadas nos dias de retiro espiritual diocesano”: “Proximidade! Como Jesus esteve próximo de nós. Não há outro caminho: é a via da Encarnação. Hoje as propostas gnósticas são tantas, e aquele que pode até ser um bom sacerdote, mas não católico, gnóstico, não católico. Não, não! Católico, encarnado, próximo, que sabe acariciar e sofrer com a carne de Jesus nos doentes, nas crianças, no povo, nos problemas, nos tantos problemas que o nosso povo tem. Esta proximidade ajudar-vos-á muito, tanto! Para estar próximo como Jesus, para saber ‘por o pé’, como Jesus que evita que a porta (da Misericórdia, refere-se à mesma imagem de antes) se feche, é necessário conhecer Jesus. Mas eu perguntaria: quanto tempo passais por dia sentados diante do Tabernáculo? Uma das perguntas que fazia sempre aos sacerdotes, também bons, a todos, era: tu, à noite, como vais para a cama? E eles não compreendiam: ‘Mas o que me perguntas?’ – ‘Sim, sim” Como vais repousar? O que fazes?’ – ‘Oh, sim, volto cansado. Janto alguma coisa e depois vou dormir... Vejo a televisão... Repouso um pouco’. Ah, bom. Mas tu não saúdas ‘Aquele’ que te enviou ao povo? Pelo menos passar um momento diante do Tabernáculo”. (Cf. L’Osservatore Romano, número 50, 15 de dezembro de 2016, pág. 4).<br></span><span style="color: inherit;">    Impactou-me muito a humanidade do Papa Francisco para com os seus padres de Roma, experiência esta muito viva na Arquidiocese de Buenos Aires. Nós somos chamados todos os dias, e, particularmente nos dias de retiro, a seguir o exemplo do Papa Francisco de estarmos em intimidade com o Senhor. Como ensinou Santa Teresinha do Menino Jesus, não podemos deixar o Senhor. E a melhor maneira de fazer companhia ao Senhor é ajoelhar-se diante do Sacrário e ouvirmos o que o Senhor tem a falar para cada um de nós. Jesus sempre quer nos consolar. O próprio Papa Francisco continua: “... mais importante é encontrar Jesus, e partindo de Jesus fazer o resto”. (Cf. L’Osservatore Romano, número 50, 15 de dezembro de 2016, pág. 4). E nós devemos sempre nos perguntar: visitamos o Santíssimo Sacramento para rezar em silêncio todos os dias, fazendo a oração de adoração ou a meditação diária?<br></span><span style="color: inherit;">    Quando estamos na presença do Senhor não desanimamos de nossa missão pastoral, que muitas vezes é árdua. A oração faz brilhar na vida de cada um de nós a luz divina para clarear a escuridão de situações difíceis que experimentamos na fadiga pastoral, para superar a aridez que muitas vezes toma conta pelo excesso de trabalho. A busca do Senhor, esta inquietação que nos move a anunciar o Evangelho, deve iluminar o nosso caminho de ministros ordenados, vigilantes com a vela da caridade acessa na mão, para fugir dos perigos do mundo moderno, e conformando nossas vidas unicamente no Cristo Ressuscitado.<br></span><span style="color: inherit;">    Nestes dias de retiro espiritual do clero, pudemos refletir sobre o caminho espiritual de São Bernardo, grande abade do século XI. Estivemos assessorados por um especialista no assunto, que nos ajudou a percorrer o caminho de um Deus que nos procura por primeiro, e o homem que responde procurando o Senhor. Esse grande homem, que tanto foi ativo na sociedade da época, conseguiu tudo fazer porque tinha no seu coração uma grande experiência de Deus e amor à Igreja.<br></span><span style="color: inherit;">    Também três conselhos de Santo Agostinho em nossa caminhada para Jerusalém do Alto, e como fazer a nossa vida inteira como uma oração contínua: primeiro conselho: Em primeiro lugar, no que quer que façamos, nunca saiamos do centro de nossa atenção, que é Deus. Vivamos sempre recolhidos neste centro vital que é Deus. Em segundo lugar, o conselho da oração contínua seria o desejo: o desejo contínuo de Deus converte-se na oração contínua. </span><span style="color: inherit; font-style: italic;">“Se desejarmos continuamente alcançar a Deus e a vida eterna, com um amor vivo e intenso, estaremos em oração”: “Por conseguinte, ora com fé, na esperança; e com amor ora, pelos desejos incessantes (...)”. “Orai sem cessar. O que querem significar as palavras do Apóstolo a não ser desejai sem cessar a vida feliz e eterna (...)”?</span><span style="color: inherit;"> Terceiro conselho: é o de elevar frases breves e curtas, inflamadas no amor, que impulsionem o nosso pensamento em direção a Deus. Se pudermos pronunciar, no mais profundo do coração, essas jaculatórias – tais como são conhecidas na tradição espiritual ocidental –, se pudermos repetir essas frases breves e curtas, cheias e impregnadas de amor, reavivaremos o nosso vínculo de amor com Deus, isto é, a nossa oração.<br></span><span style="color: inherit;">    Como nos dirigiu as exortações o Abade Cisterciense D. Luiz Alberto, fomos convidados a sempre colocar as preocupações e sonhos na oração universal da Igreja, na Liturgia das Horas ou Ofício Divino, e na celebração da Santa Missa, diante de Deus, apresentando todas as situações e dificuldades. E, temos certeza de que o Senhor nunca desamparará.<br></span><span style="color: inherit;">    Terminamos a primeira turma! </span><span class="Apple-tab-span" style="color: inherit; white-space: pre;"> </span><span style="color: inherit;">Outras cinco turmas farão o mesmo, subindo até o Sumaré para rezar e ouvir o Senhor. Que nos despojemos das falsas seguranças do mundo e, diante do Senhor, nos coloquemos livres e suplicantes, para que, refeitos no retiro, possamos servir melhor e mais eficazmente a ação que Deus e a Igreja confiam a cada um de nós.<br></span><span style="color: inherit;">    Nestas horas e sempre rezemos por todos: pela Arquidiocese, pelo clero, pelas religiosas, pelas lideranças pastorais, pelo amado povo de Deus, para que a graça da paz se estabeleça em nossa cidade, e que os conflitos deem lugar à reconciliação. Não se esqueçam de que diante do Senhor a luz Divina brilha sempre, nos conduzindo pelos caminhos da graça e da santidade!</span></p><div><br></div>Sat, 04 Feb 2017 14:56:14 -0200Por intercessão de São Brás!https://cristoredentoroficial.com.br/noticias/por-intercessao-de-sao-brashttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/por-intercessao-de-sao-bras<p>    "Sede, pois, perfeitos como vosso pai celestial é perfeito” (Mt 5, 48). Jesus dirige estas palavras não somente aos Apóstolos, mas a todos os que de verdade queiram ser seus discípulos. O Evangelho menciona expressamente que quando Jesus terminou estes discursos, a multidão ficou impressionada com a Sua doutrina. Essa multidão que O escutava devia estar formada por mães de família, pescadores, artesãos, doutores da lei, jovens... Todos O entendem e ficam impressionados, porque o Senhor se dirige a todos.<br><span style="color: inherit;">    O Mestre chama todos à santidade sem distinção de idade, profissão, raça ou condição social. Não há seguidores de Cristo sem vocação cristã, sem uma chamada pessoal à santidade. Deus nos escolheu para sermos santos e imaculados na Sua presença, dirá São Paulo aos primeiros cristãos de Éfeso.<br></span><span style="color: inherit;">    A Igreja tem a graça de celebrar neste dia 03 de fevereiro o dia de São Brás. O santo de hoje nasceu na cidade de Sebaste, Armênia, no final do século III. São Brás, primeiramente foi médico, mas entrou numa crise, não profissional, pois era bom médico e prestava um ótimo serviço à sociedade. Mas nenhuma profissão, por melhor que seja, consegue ocupar aquele lugar que é somente de Deus. Então, providencialmente, porque ele ia se abrindo e buscando a Deus, foi evangelizado. Não se sabe se já era batizado ou pediu a graça do Santo Batismo, mas a sua vida sofreu uma guinada. Esta mudança não foi somente no âmbito da religião; sua busca por Nosso Senhor Jesus Cristo estava ligada ao seu profissional e muitas pessoas começaram a ser evangelizadas através da busca de santidade daquele médico.<br></span><span style="color: inherit;">    Foi também sucessor dos apóstolos. Muito fiel à Igreja, era um homem corajoso, de oração e pastor das almas, pois cuidava dos fiéis na sua totalidade. Evangelizava com o seu testemunho. São Brás viveu num tempo em que a Igreja foi duramente perseguida pelo imperador do Oriente, Licínio, que era cunhado do imperador do Ocidente, Constantino. Por motivos políticos e por ódio, Licínio começou a perseguir os cristãos, porque sabia que Constantino era a favor do Cristianismo. O prefeito de Sebaste, dentro desse contexto e querendo agradar ao imperador, por saber da fama de santidade do bispo São Brás, enviou os soldados para o Monte Argeu, lugar que este grande santo fez sua casa episcopal. Dali, ele governava a Igreja, embora não ficasse apenas naquele local.<br></span><span style="color: inherit;">    São Brás foi preso e sofreu muitas chantagens para que renunciasse à fé. Mas por amor a Cristo e à Igreja, preferiu renunciar à própria vida. Em 316, foi degolado. No dia em que comemoramos São Brás há o costume de abençoar as gargantas, sendo usadas duas velas, recordando as duas naturezas do Senhor, a divina e a humana, pois a bênção aí se insere. Essa bênção recorda o fato da mãe do menino curado por intercessão de São Brás. Muitos eventos miraculosos são mencionados nos estudos sobre São Brás, e ele é muito venerado na França e Espanha. Suas relíquias estão em Brusswick, Mainz, Lubeck, Trier e Cologne, na Alemanha. Na França, em Paray-le-Monial. Em Dubrovnik, na antiga Iugoslávia, e em Roma, Taranto e Milão, na Itália. Na iconografia, em geral São Brás é mostrado com velas nas mãos e, em frente a ele, uma mãe carregando uma criança com a mão na garganta, como pedindo para ele curá-la. <br></span><span style="color: inherit;">    Ao pedirmos a bênção para a garganta estamos pedindo pelas pessoas, para que curadas de seus males, evangelizem tanto pela voz como por todas as suas atividades, testemunhando a alegria cristã no dia a dia de nossa sociedade. Esse antigo costume que hoje é vivido nos ajude a ser melhores cristãos e, como São Brás, bispo e mártir, verdadeiras testemunhas de Cristo hoje.<br></span><span style="color: inherit;">    Ao olharmos o exemplo de São Brás, somos impelidos a buscar a Santidade. O mundo necessita de Deus tanto mais quanto mais afirma que não necessita d’Ele. Nós, cristãos, esforçando-nos por seguir a Cristo seriamente, temos por missão dá-Lo a conhecer. Santificar o trabalho. Santificar-se no trabalho. Santificar os outros com o trabalho. O cristão, com ajuda de Deus, procurará tornar nobre e valioso o que é corrente, esforçar-se-á por converter tudo o que toca em graça e glória. A Igreja recorda-nos a necessidade urgente de estarmos presentes no meio do mundo, para reconduzir a Deus todas as realidades terrenas. Isto só será possível se nos mantivermos unidos a Deus mediante a oração e os sacramentos. Como os ramos estão unidos à videira, assim devemos nós estar unidos ao Senhor em todos os instantes.<br></span><span style="color: inherit;">    Portanto, o cristão deve ser “outro Cristo”. Esta é a grande força do testemunho cristão. De Jesus se dizia, como resumo da Sua vida, que passou pela Terra fazendo o bem, e isso deveria ser dito de cada um de nós, se de verdade queremos imitá-Lo. O Senhor Jesus, mestre e modelo divino de toda a perfeição, pregou a todos e a cada um dos discípulos, de qualquer condição, a santidade de vida qual Ele mesmo é o autor e o consumador: Sede, pois, perfeitos [...]. É assim evidente que todos os fiéis cristãos, de qualquer estado ou condição de vida, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade.</span></p><div><br></div>Fri, 03 Feb 2017 14:54:19 -0200Cristo Redentor recebe peregrinação da Arquidiocese de Brasíliahttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/cristo-redentor-recebe-peregrinacao-da-arquidiocese-de-brasiliahttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/cristo-redentor-recebe-peregrinacao-da-arquidiocese-de-brasilia*Renato Saraiva<div><br></div><div>Cerca de 100 peregrinos de Brasília estiveram no Santuário Cristo Redentor nessa quinta-feira. Aos pés do monumento, eles participaram da Santa Missa, presidida pelo bispo auxiliar da Arquidiocese de Brasília, Dom Marcony Vinícius Ferreira.</div><div><br></div><div>O bispo destacou que a ida dos fiéis ao Cristo Redentor foi uma preparação dos peregrinos no caminho à Aparecida para receber a imagem peregrina. “Maria quis que viéssemos por aqui antes que de irmos visita-la. Quando fomos providenciar as passagens, já não tinha mais por Guarulhos para o tamanho do grupo, mas tinha pelo Rio de Janeiro. Então, nós pensamos: a Mãe quer nos levar ao filho. Aqui Nossa Senhora também é venerada, na Capela de Nossa Senhora Aparecida. Para nós foi uma alegria imensa estar aos pés do Cristo Redentor”, disse.</div><div><br></div><div>No sábado, o arcebispo da Arquidiocese de Brasília, Cardeal Sérgio da Rocha, receberá a imagem peregrina das mãos do arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes. </div>Fri, 03 Feb 2017 08:00:38 -0200Vida Consagradahttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/vida-consagradaahttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/vida-consagradaa<p>    Na Igreja no Brasil, nos lembramos dos consagrados e consagradas no terceiro domingo de agosto, que normalmente coincide com a festa da Assunção de Maria. O Papa São João Paulo II instituiu uma data especial para a vida consagrada, dia 2 de fevereiro, – festa da Apresentação do Senhor –, como um dia de orações por todos aqueles que seguiram a vocação à vida consagrada. O fundamento evangélico da vida consagrada está na relação que Jesus estabeleceu com alguns de seus discípulos, convidando-os a colocarem sua existência a serviço do Reino, deixando tudo e imitando mais de perto a Sua forma de vida. A Festa da Apresentação do Senhor é um belo dia de recordar tantos homens e mulheres que se entregam a Deus por causa do Reino, a serviço dos irmãos e irmãs dentro de seus carismas.<br><span style="color: inherit;">    Tive a oportunidade de celebrar este dia junto à Basílica Santuário de São Sebastião no final da Assembleia dos frades capuchinhos, ao entregar um irmão muito querido a Deus: Frei Vital Ronconi, que foi pároco dessa paróquia durante anos e que tanto serviu à Igreja, no alto de seus 93 para 94 anos voltou para a casa do Pai. Sua fidelidade alegre até o fim de seus dias nos anima a perseverar no bem. Uma oportunidade de agradecer a Deus por tão belos sinais que temos em nossa caminhada como Igreja. Os frades reunidos, junto com outros religiosos e religiosas e todo o povo de Deus, rezamos pela vocação à vida consagrada e pedimos para que sejam sempre mais sinais do caminho de santidade para toda a Igreja na vida de comunidade e unidade.<br></span><span style="color: inherit;">    A origem da vida consagrada está no seguimento de Jesus Cristo a partir da profissão pública dos conselhos evangélicos. A referência vital e apostólica são os carismas de fundação. Sua função consiste em dar testemunho de santidade e do radicalismo das bem-aventuranças. A vida dos consagrados é de total disponibilidade e testemunho de vida, levando a todos o valor da vocação cristã. São sinais visíveis do absoluto de Deus, através do sinal de Jesus Cristo histórico pobre, casto e obediente.<br></span><span style="color: inherit;">    A vida religiosa nasce em e para a Igreja. Nasce de sua vitalidade intrínseca, como expressão máxima de si mesma, como sua “radiografia” ou seu “substrato” mais profundo. Por isso, a vida religiosa não é algo marginal à Igreja, porém, ela mesma expressando-se em sua pureza total, naquilo que é e naquilo que tende a ser no Reino consumado. <br></span><span style="color: inherit;">    A razão de ser dos institutos religiosos é a vida e a santidade da Igreja. A essa vida e santidade pertence, de forma impostergável, de acordo com o Concílio, a vida religiosa (</span><span style="color: inherit; font-style: italic;">Lumen Gentium</span><span style="color: inherit;"> n.44). A vida religiosa tem como missão expressar visível e socialmente a santidade da Igreja. Por isso, por alguém foi definida: “a profissão exterior da perfeição cristã”, e afirma que “não supera os compromissos do batismo, mas é sua complementação total e perfeita”, e que “neste estado a Igreja professa publicamente a perfeição à qual almeja conduzir todos seus filhos”, ainda “o que nele se vive não é um mero acessório, porém, o que há de mais substancial na essência da Igreja”.<br></span><span style="color: inherit;">    A vida consagrada, em suas diversas formas, tanto apostólica como contemplativa e monástica, é evangelizadora pela sua própria existência. As Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja do Brasil dizem que a vida consagrada evangeliza na medida em que “vive radicalmente a experiência cristã e testemunha a entrega total no seguimento de Cristo”. Não só, o melhor serviço está na “força pastoral que lhe vem, sobretudo do fato de ser expressão do seguimento de Cristo no meio do Povo de Deus, que é sinal de esperança para ele”.<br></span><span style="color: inherit;">    Todo religioso deve “sentir com a Igreja”, imbuir-se dos seus problemas, estar a par de suas necessidades, trabalhar fervorosamente no seu serviço e palmilhar suas orientações. Tal empenho é como uma exigência prioritária do seu mesmo ser religioso, de sua consagração, que o engaja no íntimo mistério da Igreja.<br></span><span style="color: inherit;">    A presença dos consagrados e consagradas em nossas comunidades é significativa e imprescindível, pelo que são e pela missão nos diferentes campos pastorais. Os religiosos e as religiosas encontram sempre novas maneiras de viver em comunidades e de animar as comunidades eclesiais e as pastorais específicas. Ou seja, em tudo a vida consagrada tem aprofundado sua consagração a Deus na vivência dos conselhos evangélicos em vista da construção do Reino.<br></span><span style="color: inherit;">    Os religiosos estão a serviço do Povo de Deus por meio da oração, das missões, da educação e de tantas outras obras de caridade. Com sua vocação, eles demonstram que o Evangelho é plenamente possível de ser vivido, mesmo em um mundo excessivamente material e consumista. São sinais do amor de Deus e da entrega que o homem é capaz de fazer ao Senhor.<br></span><span style="color: inherit;">    A vida religiosa é manifestação permanente e social da vitalidade intrínseca da Igreja, de sua inquebrantável fé em Cristo e nos bens futuros do Reino Consumado. Somente, pois, de Cristo, de sua Pessoa, de sua Palavra, de sua Vida, de sua Mensagem é que a vida religiosa tem sentido. Com sua vinda e com seu anúncio e presença ativa do Reino estabelece uma nova situação, que origina um novo modo de viver. Sabemos, de antemão, que os bens deste mundo não são definitivos, e sim efêmeros, e que somente os bens do Reino têm valor absoluto e justificam todas as renúncias, englobando o sacrifício da própria vida. Desdobrar-se pelo Reino é perpetuar a índole da vida de Cristo. É o que pretende ser a vida religiosa.<br></span><span style="color: inherit;">    Quero agradecer pela laboriosa presença dos consagrados na Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro. A vida consagrada, particularmente a vida contemplativa, que é o pulmão da vida diocesana, porque sem oração não há evangelização. Obrigado pelo seu testemunho e pelo seu trabalho de oração e de evangelização. Pedimos por todos e todas que nos diversos carismas trabalham no dia a dia levando a evangelização através de suas vidas e atividades, numa sociedade líquida nessa mudança de época. Rezemos por todos os religiosos e religiosas, pelos consagrados e consagradas, para que sejam entre nós sinais vivos e alegres do amor de Deus e de seu Reino. Com eles vamos formar a grande comunidade, que é a Igreja, em sua missão de evangelização.</span></p><div><br></div>Thu, 02 Feb 2017 14:52:59 -0200Luz para iluminar as naçõeshttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/luz-para-iluminar-as-nacoeshttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/luz-para-iluminar-as-nacoes<p>    Ao iniciar o mês de fevereiro, logo no segundo dia celebramos a festa da Apresentação do Senhor, após quarenta dias do Natal. Ela tem caráter de manifestação – “epifania” –: faz parte dos acontecimentos que revelam o Senhor como Messias e atingem sua completa e decisiva manifestação na cruz. Esta festa, de certa forma, é um marco na metade deste tempo comum que ora vivemos, de tal forma que praticamente encerra as festas natalinas e nos abre o caminho rumo à Páscoa. Já começamos a vislumbrar no horizonte o tempo da Quaresma. <br><span style="color: inherit;">    Simeão e Ana, adiantados na idade e mantendo viva a esperança, se unem para anunciar a notícia da vinda do Senhor, Luz para iluminar as nações e glória do seu povo fiel. A devoção popular dedicou esta festa também a Maria, e em alguns lugares do Brasil é celebrada como festa de Nossa Senhora da Candelária, Nossa Senhora de Belém, Nossa Senhora das Candeias ou Nossa Senhora da Luz. De fato, com a entrada de Jesus no mundo, nova luz resplandeceu para nós e o mundo transformou-se em templo, habitação de Deus. Maria trouxe a luz de Deus ao mundo.<br></span><span class="Apple-tab-span" style="color: inherit; white-space: pre;">   </span><span style="color: inherit;">Em Jesus brilhou para toda a humanidade o verdadeiro sentido da vida, de pertencer a Deus e de sermos filhos e filhas da luz. Maria é a porta de entrada de Jesus, nossa Luz ao mundo. Ela também estará de pé, junto à cruz, num gesto corajoso de oferenda do Filho, assumindo o transpassar da espada em seu coração. Por isso, somos convidados neste dia a entrar no templo, ou seja, irmos ao encontro do Senhor, com as velas de nossa fé bem acesas, reconhecendo-O como Cristo, “a luz que vem se revelar às nações” (cf. Lc 2,32) como anunciou, alegre e agradecido, o velho Simeão. E, como Maria, fazer a oferenda de nossa vida, com Cristo, por Cristo e em Cristo ao Pai. Seguindo esta luz, vivamos como filhos e filhas da luz, levando a todas as pessoas a luz de Cristo. Sermos iluminados por Cristo, vivendo o nosso batismo, nos leve sempre mais a termos nosso rosto iluminado e transmitir essa luz aos irmãos e irmãs. Cabe, pois, a nós acolher o Senhor na Liturgia e na vida, com nossas atitudes e ações, como lâmpadas vivas e ardentes, sendo fiéis ao nosso batismo.<br></span><span style="color: inherit;">    A liturgia desta festa quer manifestar, com efeito, que a vida do cristão é como uma oferenda ao Senhor, traduzida na procissão dos círios acesos que se consomem pouco a pouco, enquanto iluminam. Cristo é profetizado como a Luz que tira da escuridão o mundo sumido em trevas (o povo que andava nas trevas viu uma grande luz...). José e Maria no templo maravilharam-se do que se dizia d’Ele. Maria, que guardava no seu coração a mensagem do Anjo e dos pastores, escuta novamente admirada a profecia de Simeão sobre a missão universal do seu Filho: a criança que sustenta nos seus braços é a Luz enviada por Deus Pai para iluminar todas as nações: é a glória do seu povo!<br></span><span style="color: inherit;">    Jesus traz a salvação a todos os homens; no entanto, para alguns será sinal de contradição, porque se obstinam em rejeitá-Lo. O Evangelista São Lucas narra também que Simeão, depois de se referir ao Menino, se dirigiu inesperadamente a Maria, vinculando de certo modo a profecia relativa ao Filho com outra que se relacionava com a mãe: “uma espada atravessará a tua alma”. Com estas palavras do ancião, o nosso olhar desloca-se do Filho para a Mãe, de Jesus para Maria. É admirável o mistério deste vínculo pelo qual Ela se uniu a Cristo, àquele Cristo que é sinal de contradição.<br></span><span style="color: inherit;">    Jesus é “luz para iluminar as nações” (Lc 2,32), mas hoje essa luz chega aos outros através de nós. Que Deus nos purifique constantemente para que estejamos, durante toda a nossa vida, no fogo do Espírito Santo. Dessa maneira, “abrasados” pelo amor de Deus, Jesus Cristo iluminará a todos! <br></span><span style="color: inherit;">    Apresentemo-nos com Cristo para que Deus se manifeste através das nossas vidas. Deixemos que Deus nos coloque na fornalha do Seu amor, que Ele nos purifique cada vez mais. Que nunca nos acostumemos a viver na escória do pecado. O que Deus quer é que nós, pecadores convencidos de que o somos, lutemos contra tudo aquilo que nos afasta Dele; que nos apresentamos a Ele, no seu Templo.<br></span><span style="color: inherit;">    Na Festa da Apresentação do Senhor, quando também celebramos a festa de Nossa Senhora da “Luz” ou ainda das “Candeias”, e nos ajuda a ver que neste dia, quando muitos levam a vela para serem abençoadas, peçamos para viver o resto do ano conforme a Luz de Cristo, pela intercessão da Virgem Maria.<br></span><span style="color: inherit;">    “Ó Nossa Senhora da Luz, Mãe de Deus, ajuda-nos com a Tua bondade infinita, a enfrentar todos os perigos e tentações, para que, com a Vossa preciosa ajuda, sigamos nosso caminho iluminados com a luz de Teu Filho, Luz do mundo, para vivermos como batizados, longe da escuridão do pecado. Amém”!</span></p><div><br></div>Wed, 01 Feb 2017 14:47:01 -0200Novos Bispos para o Riohttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/novos-bispos-para-o-riohttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/novos-bispos-para-o-rio<p>    Sábado, dia 28 de janeiro, memória de Santo Tomás de Aquino, tive a graça de ordenar dois novos bispos auxiliares para a Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro: D. Joel Amado Portela e D. Paulo Alves Romão, que se juntarão aos demais bispos auxiliares para nos ajudarem a pastorear o povo santo de Deus nesta nossa grande, bela e complexa cidade.<br><span style="color: inherit;">    A Igreja tem a missão de anunciar e propagar o Reino de Deus até os extremos confins da Terra, a fim de que todos os homens creiam em Cristo e assim tenham a vida eterna. A Igreja é, portanto, anunciadora da misericórdia. É dessa missão que brotam as tarefas, a luz e as forças que podem contribuir para construir e consolidar a comunidade dos homens segundo a Lei divina.<br></span><span style="color: inherit;">    O Bispo é o princípio visível de unidade na sua Igreja; é chamado a edificar incessantemente a Igreja particular na comunhão de todos os seus membros e, destes, com a Igreja universal, vigiando a fim de que os diversos dons e ministérios contribuam para a comum edificação dos crentes e com a difusão do Evangelho.<br></span><span style="color: inherit;">    Como mestre da fé, santificador e guia espiritual, o Bispo sabe que pode contar com uma especial graça divina, conferida na ordem episcopal. Tal graça o sustenta no seu consumir-se pelo Reino de Deus, pela salvação eterna dos homens e também no seu empenho para construir a história com força do Evangelho, dando sentido ao caminho do homem no tempo.<br></span><span style="color: inherit;">    O Bispo, diante de si mesmo e dos seus deveres, tem presente como centro que delineia a sua identidade e a sua missão o mistério de Cristo e as características que o Senhor Jesus quer para a sua Igreja, “povo reunido na unidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (LG, 4). É, de fato, à luz do mistério de Cristo, Pastor e Bispo das almas (cf. 1Pd 2,25), que o Bispo compreende sempre mais profundamente o mistério da Igreja, na qual a graça da ordenação episcopal o colocou como mestre, sacerdote e pastor para guiá-la com a sua mesma autoridade.<br></span><span style="color: inherit;">    Uma das mais belas figuras do bispo é a do Bom Pastor, pois ela ilustra o conjunto do ministério episcopal enquanto manifesta o seu significado, a sua finalidade, o seu estilo e o seu dinamismo evangelizador e missionário. Cristo Bom Pastor indica ao Bispo a fidelidade cotidiana à própria missão, a plena e serena consagração à Igreja, a alegria de conduzir para o Senhor o Povo de Deus que lhe é confiado e a felicidade em acolher na unidade da comunhão eclesial todos os filhos de Deus dispersos (cf. Mt 15, 24; 10,6).<br></span><span style="color: inherit;">    O Bom Pastor ofereceu a vida pelo rebanho (cf. 10,11) e veio para servir e não para ser servido (cf. Mt 20,28). Além disso, aí se encontra a fonte do ministério pastoral pelo qual as três funções: de ensinar, santificar e governar devem ser exercitadas com os traços característicos do Bom Pastor. Para desenvolver o ministério episcopal fecundo, o Bispo é chamado a conformar-se com Cristo de maneira toda especial na sua vida pessoal e no exercício do ministério apostólico, de tal forma que o “pensamento de Cristo” (1Cor 2,16) penetre totalmente as suas ideias, os seus sentimentos e os seus comportamentos, e a luz que provém do rosto de Cristo ilumine “o governo das almas, que é a arte das artes”. (“Regula Pastoralis” de São Gregório Magno, 1).<br></span><span style="color: inherit;">    Quando o Papa Francisco esteve no Brasil por ocasião da Jornada Mundial da Juventude, ele fez um discurso aos Bispos do Brasil no dia 27/07/2013. Na ocasião, o Papa Francisco retomou o que tinha dito antes, em Roma, aos Núncios Apostólicos, sobre os critérios a seguir ao preparar as listas dos candidatos ao serviço do episcopado. Segundo o Papa Francisco: “Os Bispos devem ser Pastores, próximos das pessoas, pais e irmãos, com grande mansidão: pacientes e misericordiosos. Homens que amem a pobreza, quer a pobreza interior como liberdade diante do Senhor, quer a pobreza exterior como simplicidade e austeridade de vida. Homens que não tenham “psicologia de príncipes”. (Retirado do site: </span><a href="http://centroloyola.org.br/revista/outras-palavras/desdobramentos/393-discurso-do-papa-ao-episcopado-brasileiro-coragem-para-mudar-estruturas" style="background-color: rgb(255, 255, 255); text-decoration: underline;">http://centroloyola.org.br/revista/outras-palavras/desdobramentos/393-discurso-do-papa-ao-episcopado-brasileiro-coragem-para-mudar-estruturas</a><span style="color: inherit;">. Último acesso: 26/01/2017).<br></span><span style="color: inherit;">    “Homens capazes de vigiar sobre o rebanho que lhes foi confiado e cuidando de tudo aquilo que o mantém unido: vigiar sobre o seu povo, atento a eventuais perigos que o ameacem, mas, sobretudo, para fazer crescer a esperança (o Bispo tem que cuidar da esperança do seu povo): que haja sol e luz nos corações. Homens capazes de sustentar com amor e paciência os passos de Deus em seu povo. E o lugar do Bispo para estar com o seu povo é triplo: ou à frente para indicar o caminho, ou no meio para mantê-lo unido e neutralizar as debandadas, ou então atrás para evitar que alguém se atrase, mas também e fundamentalmente, porque o próprio rebanho tem o seu faro para encontrar novos caminhos”. (Retirado do site: </span><a href="http://centroloyola.org.br/revista/outras-palavras/desdobramentos/393-discurso-do-papa-ao-episcopado-brasileiro-coragem-para-mudar-estruturas" style="background-color: rgb(255, 255, 255); text-decoration: underline;">http://centroloyola.org.br/revista/outras-palavras/desdobramentos/393-discurso-do-papa-ao-episcopado-brasileiro-coragem-para-mudar-estruturas</a><span style="color: inherit;">. Último acesso: 26/01/2017).<br></span><span style="color: inherit;">    Como tive ocasião de dizer na homilia da Missa de Consagração: D. Joel Portela Amado e D. Paulo Alves Romão, como bispos se abrem à universalidade, embora provenham de situações bem concretas, porém agora não mais pertencem a um movimento, espiritualidade, grupo pastoral ou a uma paróquia, mas sim à Igreja em sua universalidade concretizada na Arquidiocese. São chamados a ser sinais da unidade da Igreja em comunhão perfeita e íntima com o seu Arcebispo, com os demais bispos da arquidiocese, com o regional e toda a Igreja do Brasil – consequentemente unido ao sucessor de Pedro e a toda a catolicidade da igreja. Serão homens da Igreja em favor do povo de Deus, procurando servir aos que mais sofrem e que vivem nas “periferias existenciais”.<br></span><span style="color: inherit;">    D. Joel Portela Amado escolheu como lema: </span><span style="color: inherit; font-style: italic; font-weight: bold;">“Omnibus omnia propter Evangelium”</span><span style="color: inherit;">, “Tudo para todos pelo Evangelho”. (1Cor 9,22) e D. Paulo Alves Romão escolheu como lema: </span><span style="color: inherit; font-weight: bold; font-style: italic;">“Vivere Christus est”</span><span style="color: inherit;">, “Viver é Cristo”. (Fl 1,21). Aí está o resumo da caminhada episcopal: viver para Cristo e consumir-se pelo rebanho!<br></span><span style="color: inherit;">    Que o Senhor nos conceda transmitir e ser para o povo a figura do Bom Pastor, acolhendo, servindo, indo ao encontro das ovelhas, em especial da desgarradas e colocando todos no caminho de Cristo Jesus.</span></p><div><br></div>Mon, 30 Jan 2017 17:27:52 -0200