Santuário Cristo RedentorUm dos maiores ícones mundiais, agora mais perto de você.https://cristoredentoroficial.com.br/Esporte e Pazhttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/esporte-e-pazhttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/esporte-e-paz<p>    Dentro das comemorações de Nossa Senhora de Fátima, tive oportunidade de celebrar o aniversário de um estádio de futebol aqui em nossa grande cidade do Rio de Janeiro. Foi uma bela ocasião de demonstrar a proximidade da Igreja, assim como de chamar a paz nos esportes e o esporte promovendo a paz. Em tempos de tanta violência, um momento de lazer e disputa, que é o futebol, deve nos ajudar a fazer experiência de paz e entendimento, mesmo em meio à disputa por um campeonato. Todos somos chamados a construir a paz!<br><span style="color: inherit;">    No dia 16 de maio último, o Papa Francisco pronunciou algumas palavras muito importantes para o contexto do futebol,</span><span style="color: inherit; font-style: italic;"> intra </span><span style="color: inherit;">campo, e também aplicável aos torcedores, ou seja, </span><span style="color: inherit; font-style: italic;">extra</span><span style="color: inherit;"> campo, onde ocorrem vergonhosas cenas de violência e morte. É um tema que tecnicamente não diz respeito à Igreja, mas humanamente sim, por isso vale a pena refletir, como já o fizemos em alguns artigos publicados por ocasião da Copa do Mundo de 2014.<br></span><span style="color: inherit;">    Afirmou o Papa que o futebol é importante para o “nosso tempo” e, por isso, os jogadores dos times italianos que estavam visitando-o foram convidados a ser exemplo de lealdade, honestidade e concórdia. “Aqueles que são considerados ‘campeões’ passam facilmente a ser pontos de referência. Por isso, cada partida é um teste de equilíbrio, de controle de si e respeito às regras”, afirmou o pontífice.<br></span><span style="color: inherit;">    O Papa Francisco convidou os atletas a serem “testemunhas de lealdade, de honestidade, de concórdia e de humanidade”. “Às vezes – explicou –, nos estádios ocorrem, infelizmente, episódios de violência, que turbam o sereno desenrolar das partidas e o divertimento sadio das pessoas”. Daí expor seu pensamento: “Desejo que, dentro do que é possível, vocês possam ajudar [para] que a atividade esportiva permaneça como tal e, graças ao empenho pessoal de todos, seja motivo de coesão entre os desportistas e em toda sociedade”.<br></span><span style="color: inherit;">    A fala do Santo Padre ajuda a levar a uma reflexão que trate da paz no futebol e em suas torcidas. Aqui, no entanto, é preciso recorrer a estudiosos do assunto, como é o caso do Dr. Maurício Murad, sociólogo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e com largos anos de experiência nas pesquisas sobre o futebol e seus entornos.<br></span><span style="color: inherit;">    Esse autor distingue uma coisa que a nós, leigos no assunto, pode passar despercebido: há uma violência </span><span style="color: inherit; font-style: italic; font-weight: bold;">do</span><span style="color: inherit;"> futebol e uma violência </span><span style="color: inherit; font-weight: bold; font-style: italic;">no</span><span style="color: inherit;"> futebol. Eis como Murad as distingue: “Não há dúvida de que existe também a violência do futebol, própria dessa modalidade esportiva. Afinal, trata-se de um esporte coletivo, de alta competitividade, de contato físico, o mais apaixonante e massivo de todos, e jogado com os pés, bem mais instintivos e ‘brutais’ do que as mãos”.<br></span><span style="color: inherit;">    “A violência em campo reduz a beleza do espetáculo e o tempo de jogo corrido, devido ao aumento do número de faltas e de cartões (amarelo e vermelho), à interrupção constante da partida, às lesões (muitas delas graves), ao rodízio de faltas para fugir de punições severas (orientação de treinadores e dirigentes), à permissividade dos árbitros (esporadicamente) e, às vezes, à impunidade da Justiça Desportiva”.<br></span><span style="color: inherit;">    Dito isso, o autor citado passa ao segundo ponto, ou seja, a violência no futebol, com as seguintes colocações: “Então, quando se diz que existe uma violência própria desse microcosmo social, o futebol, trata-se de uma afirmação verdadeira. Porém, as práticas de violência mais sérias e que agridem a consciência são de caráter mais geral, são as que ocorrem entre torcidas organizadas, dentro de estádios e mais ainda fora deles” (...)<br></span><span style="color: inherit;">    Poderia se perguntar, então, se todas essas cenas de selvageria que estão </span><span style="color: inherit; font-style: italic;">no</span><span style="color: inherit;"> futebol, mas não são </span><span style="color: inherit; font-style: italic;">do</span><span style="color: inherit;"> futebol nascem no calor da disputa pela bola ou não, quer dizer: é apenas o jogo que motiva as confusões ou existem outros fatores? – Murad responde que há outros fatores. Com efeito, diz ele: “A violência que se manifesta</span><span style="color: inherit; font-style: italic;"> no</span><span style="color: inherit;"> futebol tem sua origem em questões mais profundas de ordem social. Não é apenas o resultado daquilo que acontece nos estádios, embora também isso contribua”.<br></span><span style="color: inherit;">    Mais: “os principais exemplos dessas questões sociais são o desemprego e o subemprego, a falta de consciência social, de educação e cidadania, o tráfico de drogas e o crime organizado, o descaso das autoridades, a desagregação dos valores familiares e escolares, a falta de policiamento ostensivo e preventivo (mesmo com todo o esforço das forças de segurança), a impunidade, a corrupção, e tantos outros fatores. São as chamadas macroviolências, que aparecem no microcosmo do futebol assim como em outros, por exemplo, no trânsito, na escola, na família”. (</span><span style="color: inherit; font-style: italic;">A violência no futebol</span><span style="color: inherit;">. São Paulo: Benvirá, 2012, p. 9-11).<br></span><span style="color: inherit;">    Logo depois, já no quarto capítulo da mesma obra, vem o título alarmante, mas verdadeiro: “Mortes de torcedores: nesse quesito somos campeões” (p. 37-38). Mesmo vendo tanta violência nos estádios pelo mundo afora, as nossas estatísticas são alarmantes. Aí se lê que entre os anos de 1999 e 2008, o Brasil foi campeão mundial de mortes de torcedores: 42 mortes em dez anos, ou seja, uma média de 4,2 por ano. Com esse registro, nosso país ultrapassa a Itália e a Argentina, que sempre estiveram à frente do Brasil no período investigado.<br></span><span style="color: inherit;">    O problema, contudo, não para aí. Chama nossa atenção também o crescimento das mortes: nos últimos dez anos (1999-2008) “a média anual foi de 4,2, mas nos últimos cinco anos o número aumentou para 5,6 e, nos dois últimos, para 7 óbitos ao ano” (p. 38). O sociólogo carioca continua dizendo que, em 2009 e 2010, chegamos a 9 e 12 mortos por ano, respectivamente.<br></span><span style="color: inherit;">    Eis porque neste setor, em especial, deve haver maior investimento não apenas (embora, quase sempre, importante) no setor repressivo, mas, sim, de inteligência das forças de ordem, a fim de detectarem e prevenirem a violência que grassa esse esporte tão popular no mundo e, por essa razão, deveria estar aberto a todos, como, aliás, garante a Lei. (Cf. Constituição Federal art. 217). O que se vê, no entanto, é um medo generalizado de ir aos estádios ou mesmo de ficar em determinados lugares públicos em dias de grandes disputas de futebol.<br></span><span style="color: inherit;">    É certo que a Igreja se interessa pelos esportes e vê neles um meio de congraçamento e fraternidade, de modo que deve ser sempre estimulado, assim como as festas das torcidas, com seus mosaicos, coreografias, cantos incentivadores ao time nas arquibancadas, bem como os trabalhos sociais de doações de alimentos, roupas, sangue etc. que, especialmente, as torcidas organizadas realizam no seu dia a dia. Esses setores não podem ser marginalizados, mas, ao contrário, acolhidos e chamados ao diálogo, ao respeito mútuo e à paz. Todos somos irmãos.<br></span><span style="color: inherit;">    Estas iniciativas não precisam, nem devem se dar só sob a batuta do Estado, mas das próprias partes interessadas, no caso as torcidas, com ou sem um mediador externo. Nesta mediação há grupos e entidades atuando, nos últimos anos, que buscam promover reuniões, palestras, artigos elucidativos, acordos entre as torcidas organizadas interessadas em manter a paz e apoiar o seu clube, dando também direito ao torcedor rival de torcer, sem constrangimentos, pelo clube dele.<br></span><span style="color: inherit;">    A Igreja, embora louve todas as boas iniciativas, não entra, evidentemente, no campo específico e técnico de como se fará esse processo de paz, mas defende o princípio da subsidiariedade, que é assim definido pelo Papa Pio XI: “Aquele importante princípio, que não pode ser desprezado ou mudado, permanece fixo e inabalável na filosofia social: Como não se pode subtrair do indivíduo e transferir para a sociedade aquilo que ele é capaz de produzir por iniciativa própria e com suas forças, assim seria injusto passar para a comunidade maior e superior o que grupos menores e inferiores são capazes de empreender e realizar. Isso é nocivo e perturbador também para toda a ordem social. Qualquer atuação social é subsidiária, de acordo com a sua natureza e seu conceito. Cabe-lhe dar apoio aos membros do corpo social, sem os destruir ou exaurir. [...] Quanto mais fiel for o respeito dos diversos graus sociais através da observância do princípio de subsidiariedade, tanto mais firmes se tornam a autoridade social e o dinamismo social e tanto melhor e mais feliz será o Estado”. (</span><span style="color: inherit; font-style: italic;">Quadragesimo Anno</span><span style="color: inherit;">, n. 79; cf. também São João Paulo II na</span><span style="color: inherit; font-style: italic;"> Centesimus Annus</span><span style="color: inherit;"> n. 48).<br></span><span style="color: inherit;">    Aproveito para desejar que aonde chegar esta minha reflexão, chegue também o amor e a concórdia, tão necessárias aos seres humanos sedentos de paz e sadia diversão. Daí pedir, com todo empenho, diante do Cristo Redentor do Corcovado, por meio de Sua Mãe Santíssima: Nossa Senhora, Rainha da Paz, rogai a Seu Filho Jesus por todos nós e de um modo muito especial por jogadores e torcedores deste nosso Estado e Nação, tida, aliás, como a “Pátria de chuteira” ou o “País do Futebol”, a fim de que a paz impere dentro e fora dos gramados, hoje e sempre.<br></span><span style="color: inherit;">    A Igreja, que no dizer do Beato Papa Paulo VI, é “perita em humanidade”, quer de modo reflexivo e prático, desde que tenha espaço para tal, contribuir com a harmonia e a unidade na diversidade do mundo desportivo, especialmente no que toca aos torcedores, pois é o povo em busca de diversão, mas que pode, por culpa de alguns poucos – a quem a Mãe Igreja também muito ama –, encontrar aí a morte, levando dor e desventura às suas respectivas famílias.<br></span><span style="color: inherit;">    Quero crer, todavia, que todos os envolvidos no futebol – atletas, dirigentes, patrocinadores, torcedores, população em geral, torcedores etc. – estão interessados na amenização ou erradicação da violência que ronda o desporto e, longe de estimulá-lo, muito o atrapalha. O breve momento de lazer pode tornar-se um tempo contínuo de dor e luto para não poucas pessoas. Isso precisa ser repensado urgentemente, dentro e fora de campo, repito.<br></span><span style="color: inherit;">    A oportuna fala do Papa Francisco, na linha do que já pediam seus predecessores, João Paulo II e Bento XVI, nos convida a gestos práticos, com uma pergunta crucial: Que posso eu, em meu ambiente de vida e de trabalho, fazer pela paz no esporte em geral, de um modo muito especial no futebol, muito comum entre nós? – É com a ajuda de todos e de cada um que teremos, irmão e irmã, dias de verdadeira festa nos estádios e nas ruas, com sadia – e não agressiva ou até mortal – rivalidade.<br></span><span style="color: inherit;">    Aqui em terras cariocas, como também em todo o nosso país, a paixão pelo esporte é enorme. Abraço todo povo desta muito querida e acolhedora Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, e dou uma bênção especial a cada atleta e torcedor que aqui vive. Lembre-se de que, acima das cores e símbolos do seu time e da sua torcida, há um Pai cheio de amor a convidá-lo (la) a vida de filho (a) d’Ele e irmão (ã) de seu Filho Jesus Cristo a nos prometer uma coroa imperecível (1Cor 9,24-25).<br></span><span style="color: inherit;">    Quem compreende isso, põe-se a trabalhar pela paz, de modo incansável não só no esporte, mas na cidade e no mundo. Amém!</span></p><div><br></div>Wed, 24 May 2017 14:57:51 -0300Comunicar esperança e confiançahttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/comunicar-esperanca-e-confiancahttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/comunicar-esperanca-e-confianca<p>    O Dia Mundial das Comunicações Sociais é o único dia estabelecido no Concílio Ecumênico Vaticano II (Decreto Conciliar <span style="font-weight: bold; font-style: italic;">Inter Mirifica</span>, 1963). É celebrado no domingo que antecede a Solenidade de Pentecostes, que no Brasil coincide com a Solenidade da Ascensão do Senhor, que é transferida para o Domingo. O texto da mensagem do Santo Padre para o Dia Mundial das Comunicações Sociais é tradicionalmente publicado por ocasião da festa de São Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas (24 de janeiro). O tema já é dado na festa dos Arcanjos, em setembro do ano anterior, eles que são os comunicadores de grandes notícias. Para celebrar o Dia Mundial, costuma-se preceder com uma semana ou dias dedicados à comunicação, seja envolvendo a Pastoral da Comunicação (Pascom), seja dando atenção maior para os comunicadores em geral, até mesmo com entrega de algum tipo de reconhecimento.<br><span style="color: inherit;">    Profeticamente, o Concílio Vaticano II entregou um dos seus dois primeiros documentos demonstrando a necessidade de um trabalho eclesial nessa área. A Igreja sempre foi comunicação, pois tem a missão de comunicar a Boa Notícia, porém, nos novos tempos da segunda metade do século XX já se vislumbrava a importância que a comunicação viria a exercer na sociedade. O Documento do Concílio abre caminhos para outros documentos mais específicos e para o assunto tão importante, e nisso reside a originalidade desse pequeno documento, um dos dois primeiros publicados pelo grande Concílio Ecumênico.<br></span><span style="color: inherit;">    Neste ano, a Igreja celebrará no dia 28 de maio o 51º Dia Mundial das Comunicações. O tema desenvolvido pelo Santo Padre na mensagem de exortação é: “Não tenhas medo, que Eu estou contigo” (Is 43,5), acrescentando: “Comunicar esperança e confiança no nosso tempo”. O Papa Francisco quer exortar a todos uma comunicação construtiva, ou seja, comunicação que rejeita os preconceitos contra o outro, promovendo assim uma cultura do encontro, por meio da qual se possa aprender a olhar com confiança a realidade.<br></span><span style="color: inherit;">    O Papa Francisco alerta para a questão daquelas notícias ruins transmitidas pelos meios de comunicação, que muitas vezes se tornam completamente sensacionalistas. “Creio que há necessidade de romper o círculo vicioso da angústia e deter a espiral do medo, resultante do hábito de se fixar a atenção nas «notícias más» (guerras, terrorismo, escândalos e todo o tipo de falimento nas vicissitudes humanas). Não se trata, naturalmente, de promover desinformação onde seja ignorado o drama do sofrimento, nem de cair num otimismo ingênuo que não se deixe tocar pelo escândalo do mal. Antes, pelo contrário, queria que todos procurássemos ultrapassar aquele sentimento de mau-humor e resignação que muitas vezes se apodera de nós, lançando-nos na apatia, gerando medos ou a impressão de não ser possível pôr limites ao mal. Aliás, num sistema comunicador onde vigora a lógica de que uma notícia boa não desperta a atenção, e, por conseguinte não é uma notícia, e onde o drama do sofrimento e o mistério do mal facilmente são elevados a espetáculo, podemos ser tentados a anestesiar a consciência ou cair no desespero”. (Retirado do site: </span><a href="https://w2.vatican.va/content/francesco/pt/messages/communications/documents/papa-francesco_20170124_messaggio-comunicazioni-sociali.html" style="background-color: rgb(255, 255, 255); text-decoration-line: underline;">https://w2.vatican.va/content/francesco/pt/messages/communications/documents/papa-francesco_20170124_messaggio-comunicazioni-sociali.html</a><span style="color: inherit;">. Último acesso em 17/05/2017).<br></span><span style="color: inherit;">    A mensagem está dividida em três tópicos: </span><span style="color: inherit; font-weight: bold;">1 – A boa notícia, 2 – A confiança na semente do Reino, 3 – Os horizontes do Espírito</span><span style="color: inherit;">.<br></span><span style="color: inherit; font-weight: bold;">    1 – A Boa Notícia</span><span style="color: inherit;"> – ao se falar de Boa Notícia temos que olhar para a realidade. A Boa Notícia por excelência, ou seja, o “Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus” (Mc 1, 1). Mais do que uma informação sobre (a) Jesus, a notícia boa por excelência é o próprio Cristo Jesus. “Esta boa notícia, que é o próprio Jesus, não se diz boa porque nela não se encontra sofrimento, mas porque o próprio sofrimento é vivido num quadro mais amplo, como parte integrante do Seu amor ao Pai e à humanidade. Em Cristo, Deus fez-Se solidário com toda a situação humana, revelando-nos que não estamos sozinhos, porque temos um Pai que nunca pode esquecer os seus filhos. “Não tenhas medo, que Eu estou contigo” (Is 43, 5): é a palavra consoladora de um Deus desde sempre envolvido na história do seu povo”. (Retirado do site: </span><a href="https://w2.vatican.va/content/francesco/pt/messages/communications/documents/papa-francesco_20170124_messaggio-comunicazioni-sociali.html" style="background-color: rgb(255, 255, 255); text-decoration-line: underline;">https://w2.vatican.va/content/francesco/pt/messages/communications/documents/papa-francesco_20170124_messaggio-comunicazioni-sociali.html</a><span style="color: inherit;">. Último acesso em 17/05/2017).<br></span><span style="color: inherit; font-weight: bold;">    2 – A confiança na semente do Reino</span><span style="color: inherit;"> – Aqui vemos que a mentalidade evangélica entrega-lhes os “óculos” adequados para aproximar do amor Divino. Amor este que morre e ressuscita. Nas muitas formas de falar, Jesus utilizava as parábolas. O Reino de Deus se faz presente no meio de nós. Como uma semente escondida a um olhar superficial e cujo crescimento acontece no silêncio. “Mais do que os conceitos – a comunicar a beleza paradoxal da vida nova em Cristo, onde as hostilidades e a cruz não anulam, mas realizam a salvação de Deus; onde a fraqueza é mais forte do que qualquer poder humano; onde o falimento pode ser o prelúdio da maior realização de tudo no amor. Na verdade, é precisamente assim que amadurece e se entranha a esperança do Reino de Deus, ou seja, “como um homem que lançou a semente à terra. Quer esteja a dormir, quer se levante, de noite e de dia, a semente germina e cresce” (Mc 4, 26-27). (Retirado do site: </span><a href="https://w2.vatican.va/content/francesco/pt/messages/communications/documents/papa-francesco_20170124_messaggio-comunicazioni-sociali.html" style="background-color: rgb(255, 255, 255); text-decoration-line: underline;">https://w2.vatican.va/content/francesco/pt/messages/communications/documents/papa-francesco_20170124_messaggio-comunicazioni-sociali.html</a><span style="color: inherit;">. Último acesso em 17/05/2017).<br></span><span style="color: inherit; font-weight: bold;">    3 – Os horizontes do Espírito</span><span style="color: inherit;"> – Os horizontes do Espírito nos faz olharmos para a festa da Ascenção. Na Ascensão, Jesus abre para nós as portas do céu e promete a Vinda do Paráclito. “Quem, com fé, se deixa guiar pelo Espírito Santo, torna-se capaz de discernir em cada evento o que acontece entre Deus e a humanidade, reconhecendo como Ele mesmo, no cenário dramático deste mundo, esteja compondo a trama duma história de salvação. O fio, com que se tece esta história sagrada, é a esperança, e o seu tecedor só pode ser o Espírito Consolador”. (Retirado do site: </span><a href="https://w2.vatican.va/content/francesco/pt/messages/communications/documents/papa-francesco_20170124_messaggio-comunicazioni-sociali.html" style="background-color: rgb(255, 255, 255); text-decoration-line: underline;">https://w2.vatican.va/content/francesco/pt/messages/communications/documents/papa-francesco_20170124_messaggio-comunicazioni-sociali.html</a><span style="color: inherit;">. Último acesso em 17/05/2017).<br></span><span style="color: inherit;">    Em tempos de tantas más notícias e diante da convicção de muitos que somente elas são de interesse, a mensagem do Papa quer recordar que a Igreja tem uma grande notícia a dar, e que é boa e que leva confiança e esperança nesse mundo cansado de guerras e violências.<br></span><span style="color: inherit;">    Ao celebrar o Dia Mundial das Comunicações Sociais, que possamos nós também comunicar a toda a humanidade as palavras e os sentimentos de amor, de paz e de misericórdia. Todas estas coisas emanam d’Aquele que é o caminho, a verdade e a vida.</span></p><div><br></div>Tue, 23 May 2017 14:37:24 -0300Dia da Defensoria Pública comemorado no Cristo Redentorhttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/dia-da-defensoria-publica-comemorado-no-cristo-redentorhttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/dia-da-defensoria-publica-comemorado-no-cristo-redentor<p><span style="font-style: italic;">    * Da Redação</span></p><p>Na quarta-feira, 17 de maio, às 10h, foi celebrada, na capela Nossa Senhora Aparecida, no Santuário Cristo Redentor, uma Missa em Ação de Graças pelo Dia da Defensoria Pública. Na sexta-feira, 19 de maio, Dia Nacional dessa Instituição, o Monumento foi iluminado pela cor verde, que a representa. A iniciativa marcou o apoio da Arquidiocese do Rio de Janeiro à Campanha Nacional dos Defensores Públicos, que este ano tem como tema Família Afetiva.<br><span style="color: inherit;">    </span>—<span style="color: inherit;"> A Campanha destaca a importância de se reconhecer o afeto como elemento fundamental para a formação familiar, superando, por exemplo, o vínculo biológico. Carro chefe da atuação da Defensoria Pública, que envolve as varas e núcleos de família, infância e juventude, contando com apoio de equipe técnica formada por psicólogos e assistentes sociais, o que torna o atendimento mais humanizado – esclareceu a Presidente da Associação dos Defensores Públicos do Rio de Janeiro, Juliana Bastos Lintz.<br></span><span style="color: inherit;">    </span>—<span style="color: inherit;"> Nós sabemos que a Defensoria traz sempre em seu coração uma motivação pelo bem comum, pela compreensão e pela Justiça. Realizar uma santa missa em homenagem aos Defensores Públicos e aos servidores é uma celebração especial e já faz parte do calendário oficial do Cristo Redentor – afirmou o reitor do Santuário Cristo Redentor, Padre Omar Raposo na ocasião.</span></p><p><span style="font-weight: bold;">Família Afetiva</span></p><p>    Em todo o País, as Defensorias Públicas estão empenhadas em divulgar à população temas como adoção, guarda compartilhada, união estável, reconhecimento de paternidade, direito de convivência, tutela (de crianças, adolescentes e/ou incapazes por motivo de doença) e outros.<br><span style="color: inherit;">    — Todos os anos, as Defensorias e Associações se unem e lançam campanhas de educação em direitos. Em 2017, nosso foco é na área da Família, carro chefe da atuação da Defensoria Pública, que envolve as varas e núcleos de família, infância e juventude, contando com apoio de equipe técnica formada por psicólogos e assistentes sociais, o que torna o atendimento mais humanizado, explica Juliana.</span></p><p><span style="font-weight: bold;">Sobre a data</span></p><p>    O Dia do Defensor é comemorado em 19 de maio, em homenagem ao Dia de Santo Ivo — franciscano francês que ficou popular por seus conhecimentos em Direito e por estar sempre ao lado dos mais pobres.</p><p><br></p><p></p><p>*Fotos: Erick Magalhães<br></p>Mon, 22 May 2017 15:28:28 -0300Companhia de todos os diashttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/companhia-de-todos-os-diashttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/companhia-de-todos-os-dias<p>    É tão ruim quando nos sentimos sozinhos! Principalmente diante de uma decisão importante ou quando experimentamos uma grande alegria ou dificuldade. Porque, em ocasiões assim, não queremos estar recolhidos. Mas, sim, compartilhar o que estamos vivendo com alguém em quem possamos confiar. Não é assim?<br><span style="color: inherit;">    Jesus sabe disso! Gosto de pensar que, após experimentar todas as realidades humanas, exceto o pecado, a solidão foi o sentimento que o Senhor elegeu como o mais desagradável. E, por isso mesmo, fez questão de não nos deixar sozinhos, como retrata a liturgia deste domingo:</span></p><p style="text-align: center; "><span style="font-weight: bold;">“Se me amais, guardareis os meus mandamentos, e eu rogarei ao Pai, e ele vos dará um outro Defensor, para que permaneça sempre convosco: o Espírito da Verdade, que o mundo não é capaz de receber, porque não o vê nem o conhece. Vós o conheceis, porque ele permanece junto de vós e estará dentro de vós.” </span></p><p style="text-align: center; "><span style="font-weight: bold;">(Jo 14,15-17)</span></p><p>    Viu?! Nunca estamos sozinhos! O Espírito Santo, que recebemos no nosso batismo, permanece junto de nós. Está dentro de nós! Não parece, porque Ele é bem discreto, mas a verdade é que Ele está com a gente o tempo todo, todos os dias. Tomar consciência disso é fundamental, porque aí percebemos que, mesmo recolhidos, no silêncio do nosso coração, podemos compartilhar o que nos aflige, preocupa ou alegra com o nosso Defensor — Aquele que o próprio Jesus escolheu para estar sempre conosco!<br><span style="color: inherit;">    Ao entendermos a profundidade dessa verdade, poderemos dar qualidade à nossa vida de oração. Vamos redescobrir o nosso interior como lugar especial de encontro com Deus. Não mais O perceberemos como um ser distante, que não se importa conosco. Como Ele poderia não se importar conosco estando dentro de nós? Sabendo tudo sobre nós? Não! É claro que Ele se importa! Deus está perto! Junto! Dentro de nós! Nunca estamos sós!<br></span><span style="color: inherit;">    Que linda descoberta: o Espírito da Verdade habita em mim e em você! E como Ele pode nos ajudar no dia a dia! Então, que, a partir de agora, possamos passar a partilhar a vida com esse Grande Amigo. </span></p><div><br></div>Mon, 22 May 2017 15:05:52 -0300Não vos deixarei órfãos! https://cristoredentoroficial.com.br/noticias/nao-vos-deixarei-orfaoshttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/nao-vos-deixarei-orfaos<p>    A Palavra de Deus na liturgia do VI Domingo da Páscoa coloca-nos precisamente neste clima. Com um coração fiel e recolhido, contemplemos o mistério que o Evangelho de hoje nos revela! Meditemos nas palavras do Senhor Jesus: “Não vos deixarei órfãos. Eu virei a vós. Pouco tempo ainda, e o mundo não mais me verá, mas vós me vereis, porque eu vivo e vós vivereis. Naquele dia sabereis que eu estou no meu Pai e vós em mim e eu em vós. Quem acolheu os meus mandamentos e os observa, esse me ama. Ora, quem me ama, será amado por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele”. (Jo 14, 18-21)<br><span style="color: inherit;">    Primeira Leitura – At 8,5-8.14-17 – A Igreja de Jesus é perseguida em Jerusalém, mas ela renasce espalhando-se por todo mundo! – Dirá Tertuliano: “O sangue dos mártires é semente de novos cristãos”! Quem morre por Cristo e como Cristo, ressuscita. Os apóstolos, Pedro e João, participaram da missão de Felipe, na Samaria, impondo as mãos sobre os convertidos para receberem o Espírito Santo, o “advogado” prometido por Jesus para consolar e defender os seus discípulos. Ele permanece sempre junto deles e dentro deles! Jesus não nos deixa órfãos e nem sozinhos no trabalho da evangelização. Ele caminha conosco pelas estradas da vida missionária.<br></span><span style="color: inherit;">    Segunda Leitura – 1Pd 3,15-18 – Os cristãos devem santificar Jesus Cristo em seus corações, ou seja: revelar, por seu comportamento, a vida e a ação do próprio Jesus Cristo, que está presente na vida de quem sofre por Sua causa. Jesus revive e está presente no corpo de quem sofre!  Jesus está presente no corpo de quem sofre por Sua causa! Dar a razões de Sua fé!<br></span><span style="color: inherit;">    Evangelho – Jo 14,15-21 – Jesus prolonga seu amor por seus discípulos enviando-lhes o Espírito Santo, que permanecerá sempre com eles.  Não apenas junto dos discípulos, mas dentro do coração deles: Ele permanecerá junto de vós e estará dentro de vós! (…) Naqueles dias sabereis que eu estou no meu Pai, vós em mim e eu em vós”! Que intimidade maravilhosa”! A fé nos fortalece e a esperança não engana!<br></span><span style="color: inherit;">    O amor dos fiéis se manifesta na fidelidade ao mandamento do amor que Jesus nos lega. Com vistas a isso, Jesus vai pedir ao Pai alguém que, na Sua ausência, nos ajude: um “outro Paráclito”. O termo tem uma ampla escala de significados, que não devemos restringir indevidamente. O significado básico é o auxílio e o apoio. É o Espírito da Verdade, que vem de Deus para conservar-nos na verdade que Jesus nos dá a conhecer em Sua própria pessoa. O mundo não é capaz de conhecê-Lo, mas os fiéis O conhecem, O experimentam, porque permanece neles. Jesus pede esse Espírito ao Pai, porque é o mesmo Espírito que permaneceria sobre Ele na Sua vida terrestre. O mestre transmite seu espírito aos discípulos: Eliseu pede que, na hora da despedida de Elias, Deus lhe conceda o dobro de seu espírito (2Rs 2, 9-15).<br></span><span style="color: inherit;">    Os Apóstolos, que se tinham entristecido com a predição das negações de Pedro, são confortados com a esperança do Céu. A volta a que Jesus se refere inclui a sua segunda vinda, no fim do mundo, e o encontro com cada alma quando se separar do corpo. A nossa morte será precisamente o encontro com Cristo, a quem procuramos servir nesta vida e que nos levará à plenitude da glória. Será o encontro com Aquele com quem falamos na nossa oração, com quem dialogamos tantas vezes ao longo do dia.<br></span><span style="color: inherit;">    O pensamento do Céu, agora que estamos próximos da Festa da Ascensão, deve levar-nos a uma luta decidida e alegre por tirar os obstáculos que se interpõem entre nós e Cristo; deve estimular-nos a procurar os bens que perduram e a não desejar a todo custo as consolações que acabam. Ao celebrar este domingo, queremos colocar a nossa vida e o nosso coração em Jesus, pois sabemos que já está próxima a Sua subida aos céus, mas Ele não deixará ninguém órfão: enviará o Santo Espírito!<br></span><span style="color: inherit;">    Peçamos ao Senhor, com esta liturgia, que focalizemos a nossa caminhada e a nossa vida naquilo que é o nosso início e fim, ou seja, o céu. O céu é viver a comunhão total com Deus.</span></p><div><br></div>Sat, 20 May 2017 14:53:16 -0300Cristo Redentor recebe iluminação especial em homenagem aos garishttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/cristo-redentor-recebe-iluminacao-especial-em-homenagem-aos-garishttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/cristo-redentor-recebe-iluminacao-especial-em-homenagem-aos-garis<p>    Na terça-feira, 16 de maio, às 19h, o Monumento ao Cristo Redentor recebeu iluminação especial na cor laranja, em homenagem ao Dia do Gari. A iluminação do Monumento foi uma forma de homenagear os cerca de 20 mil garis da cidade do Rio de Janeiro, que trabalham usando uniforme dessa cor, que, com o passar do tempo, se tornou marca registrada desses trabalhadores em todo o município do Rio de Janeiro.<br><span style="color: inherit;">    A classe profissional dos coletores de lixo presta serviço de grande relevância e importância para o Rio de Janeiro, uma vez que a limpeza e conservação é, sem dúvida nenhuma, o melhor cartão de visitas de toda cidade.<br></span><span style="color: inherit;">    — Homenagear esses profissionais que, mais do que cuidar da Cidade, cuidam da nossa saúde, ao serem zelosos no desempenho de suas funções, é uma alegria, destaca o reitor do Santuário Cristo Redentor, Padre Omar Raposo.</span></p><p><br></p><p><span style="font-weight: bold;"> A profissão</span></p><p><span style="color: inherit;">*A profissão de gari surgiu no tempo do Império, na cidade do Rio de Janeiro, quando o empresário chamado Aleixo Gary assinou contrato com o governo para organizar o serviço de limpeza das ruas e praias da cidade. Dessa forma, o coletor de lixo passou a ser também conhecido como gari. Apesar de a profissão ser árdua e da jornada de trabalho ser sacrificante, os coletores trabalham todos os dias com seriedade e dedicação para manter limpas as ruas do município.<br></span><span style="color: inherit;">(* http://garisdomorro.blogspot.com.br)</span></p>Wed, 17 May 2017 16:38:54 -0300Como nascem as mãeshttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/como-nascem-as-maeshttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/como-nascem-as-maes<p>    É verdade que Deus caprichou ao criar as mulheres!<br><span style="color: inherit;">    Lindas e absolutamente cheias de qualidades, são dotadas de um aparelho reprodutor incrível — digno de cumprir a sublime missão da co-criação da Sua obra mais admirável: o ser humano. Mas não é o aparelho reprodutor que faz dela mãe...<br></span><span style="color: inherit;">    Apaixonante, com um coração enorme, capaz de amar animaizinhos e bonecas, na infância, e amigos e rapazes, na adolescência, a mulher traz em si a marca do afeto puro. Mas não é o coração que faz dela mãe...<br></span><span style="color: inherit;">    Versátil, capaz de realizar, de forma organizada e coerente, várias atividades ao mesmo tempo, a mulher possui uma capacidade de raciocínio sensacional. Mas não é o cérebro que faz dela mãe...<br></span><span style="color: inherit;">    Também se engana quem pensa que o amor recíproco entre um casal ou mesmo a fecundação faz de uma mulher mãe...<br></span><span style="color: inherit;">    Uma mãe nasce naquele exato momento em que a mulher toma consciência de que carrega dentro de si uma outra vida. Algumas vezes, no susto gerado pela surpresa. Noutras, na euforia da novidade boa. Mas sempre pela certeza de que, a partir daquele instante, tudo vai ser diferente: há outro ser, frágil e indefeso, precisando dela!<br></span><span style="color: inherit;">    ... Gosto de pensar que foi a generosidade, que Deus infundiu profundamente no ser feminino, que tornou a maternidade tão bela!... O que seria de todos nós sem a doação sem medidas das nossas mães? Sem seus carinhos e cuidados, seus conselhos, suas correções, seus palpites?<br></span><span style="color: inherit;">    O capricho de Deus na criação desses seres tão extraordinários não se limitou a um aparelho reprodutor incrível, a um coração enorme, a um cérebro sensacional e a uma generosidade ímpar... O Senhor concedeu também às mães uma intuição fina, capaz de alertar sobre males e perigos sequer imaginados, e o dom da fé inabalável.<br></span><span style="color: inherit;">    Neste Dia das Mães, a humanidade exulta de gratidão a Deus, por esse presente que concedeu a todos nós! Que benção é a vida de uma mãe! Que grande graça convivermos com tantas mulheres que, através da maternidade, por sua generosidade, tornam o mundo melhor!<br></span><span style="color: inherit;">    Feliz Dia das Mães!</span></p><div><br></div>Mon, 15 May 2017 16:48:15 -0300Caminho, Verdade e Vidahttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/caminho-verdade-e-vidahttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/caminho-verdade-e-vida<p>    Neste V Domingo da Páscoa temos muitas comemorações: final de semana com alegria em que celebramos, no ano do centenário das aparições de Fátima, a canonização dos dois pastorinhos Francisco e Jacinta, vivendo o Ano Mariano no Brasil, e comemoramos o Dia das Mães, dentro do ano da família em nossa Arquidiocese. Somos chamados a elevar o olhar ao Ressuscitado; deixemo-nos tomar por Sua palavra: “Não se perturbe o vosso coração. Tendes fé em Deus, tende fé em mim também” (cf. Jo 14,1). Estejamos atentos: estas palavras são exortações a nós, cristãos de agora; palavras para cada um de nós e para nós todos, palavras verdadeiramente provocantes! No mundo complexo, numa realidade plena de desafios, na nossa vida pessoal tantas vezes sofrida, tantas vezes ferida, cheia de tantas contradições e desafios, o Senhor nos olha, estende-nos as mãos, abre-nos o coração e nos enche de serenidade e confiança: “Não se perturbe o vosso coração”!<br><span style="color: inherit;">    Na Primeira Leitura At 6,1-7 – A Comunidade de Jerusalém tinha uma só alma e um só coração, mas o pecado da divisão logo se manifestou. Foram, então, instituídos os Diáconos para o serviço aos mais frágeis! O Espírito Santo conduz a Igreja pelas estradas da vida! A Igreja é obra de Jesus. É peregrina e, ao longo de sua caminhada, ela é conduzida pelo Espírito Santo. Recebe dons, graças e serviços para cumprir sua missão. Ela é santa, por sua origem, e pecadora, por sua humanidade. A marca do pecado é nossa, mas Deus dá-lhe a santidade de seu Filho Jesus! A Comunidade de Jerusalém compunha-se de judeus nativos e de judeus que viveram fora da Palestina. Cada grupo lutava por suas características culturais e religiosas. Era uma Igreja a caminho, mas necessitada de conversão! Procuremos também descobrir quantas divisões existem em nossas comunidades e como somos necessitados de conversão para sermos a Igreja Santa de Jesus.<br></span><span style="color: inherit;">    Na Segunda Leitura 1Pd 2,4-9 – A Igreja é obra do próprio Deus, que a construiu sobre a rocha fundamental de Jesus Cristo. Ele é o fundamento da Igreja: “É a pedra que os construtores rejeitaram, mas que se tornou a pedra angular (fundamental)” (cf. 1Pd 3,7). O Apóstolo Pedro descreve a Igreja como um templo, construído com pedras preciosas e diferenciadas, no qual os cristãos exercem um verdadeiro sacerdócio e oferecem sacrifícios agradáveis a Deus Pai. Os templos materiais, embora bem construídos, perdem valor, e o templo apreciado por Deus é a comunidade composta por seus discípulos. Construamos comunidades enriquecidas de amor e sempre prontas a servir ao Povo e glorificar a Deus Pai!<br></span><span style="color: inherit;">    No Evangelho Jo 14,1-12 – A sua sede de salvar os homens é tal que declara: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14,6). Tal declaração tem a sua origem na pergunta de Tomé, o qual, ao não compreender tudo o que Jesus afirmara acerca de Seu regresso ao Pai, lhe perguntara: “Senhor, não sabemos para onde vais. Como é que sabemos o caminho”? (Jo 14,5). O apóstolo pensava num caminho material, mas Jesus indica-lhe um espiritual, tão sublime que se identifica com a Sua Pessoa: “Eu sou o caminho”; e não lhe mostra apenas o caminho, mas também a meta – “a verdade e a vida” – à qual conduz e que é também Ele mesmo. Jesus é o caminho que conduz ao Pai: “Ninguém vai ao Pai senão por Mim” (Jo 14,6); é a verdade que O revela: “Quem Me viu, viu o Pai” (Jo 14,9); é a vida que comunica aos homens a vida divina: “Assim como o Pai tem a vida em Si mesmo”, assim a tem o Filho e dá-a “àquele que quer” (Jo 5, 26. 21). “Eu estou no Pai e o Pai está em Mim” (Jo 14,11). Sobre esta fé em Cristo, verdadeiro homem e verdadeiro Deus, caminho que conduz ao Pai e igual em tudo ao Pai, fundamenta-se a vida do cristão e a de toda a Igreja.<br></span><span style="color: inherit;">    Ora, é diante do Cristo, Caminho, Verdade e Vida, que nossa existência será julgada, que o mundo será examinado! A renovação da Igreja está em voltar sempre a Cristo e Nele se reencontrar sempre, retomando o vigor, como de uma fonte puríssima! O verdadeiro serviço à humanidade e ao mundo é apresentar o Cristo e Nele colocar toda a esperança.<br></span><span style="color: inherit;">    Saibamos que Cristo Jesus é o caminho, a verdade e a vida. Que possamos nós viver sempre neste caminho. Esse caminho tem dificuldades, pedras e espinhos, mas no final existe o encontro com o Pai.<br></span><span style="color: inherit;">    Senhor, neste dia e sempre faça que trilhemos em seu Caminho!</span></p><div><br></div>Sun, 14 May 2017 16:46:46 -0300Consagração da Cidade https://cristoredentoroficial.com.br/noticias/consagracao-da-cidadehttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/consagracao-da-cidade<p style="text-align: center; "><span style="font-weight: bold;">Consagração da Cidade </span></p><p style="text-align: center; "><span style="font-weight: bold;">São Sebastião do Rio de Janeiro</span></p><p style="text-align: center; "><span style="font-weight: bold;">13 de maio 2017</span></p><p style="text-align: center; "><span style="font-weight: bold;">Centenário das Aparições em Fátima</span></p><p style="text-align: center; "><span style="font-weight: bold;">Canonização de Jacinta e Francisco</span></p><p style="text-align: center; "><span style="font-weight: bold;">Santuário de Nossa Senhora de Fátima, Bairro do Recreio</span></p><p style="text-align: center; "><span style="font-weight: bold;">Réplica da Capela das Aparições de Fátima, Portugal</span></p><p style="text-align: center; "><span style="font-weight: bold;">Rio de Janeiro – RJ</span></p><p><span style="color: inherit;">    Neste centenário das aparições em Fátima, no dia da canonização dos dois pastorinhos Francisco e Jacinta, como Arcebispo desta querida Arquidiocese, consagro esta cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro à branca virgem de Fátima, pedindo o dom da paz e da caridade: </span></p><p><span style="font-weight: bold;">Ó Maria, Virgem de Fátima, doce Mãe de Jesus Cristo “Príncipe da Paz”, a vossos pés pedimos que intercedais por esta cidade que hoje nós vos consagramos, para que gozemos a paz em nossos dias. Ajudai-nos a nos encontrar com Deus e com o nosso próximo, por vosso Filho Jesus Cristo. Sabemos que ninguém pode dar a paz, a não ser o Filho que trouxestes em vosso ventre e entregastes para nós. Quando nasceu em Belém, os anjos nos anunciaram a paz.<br><span style="color: inherit;">    Virgem Santíssima do Rosário de Fátima, Rainha da Paz, pedi a Jesus para que se estabeleça entre nós o Reino de Deus e intercedei junto ao vosso Filho pelo nosso povo e pela nossa cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, hoje consagrada a vós. Nós vos pedimos, cheios de confiança a vossa intercessão. Afastai para longe de nós os sentimentos egoístas, intolerantes, malvados, violentos; expulsai de nós o espírito de inveja, maldição, de discórdia. Fazei-nos humildes, fortes nos sofrimentos, em paciência e caridade, firmes e confiantes na Divina Providência. Abençoai-nos, dirigindo os nossos passos no caminho da paz, da união e mútua caridade, para que, formando aqui a família de Deus, possamos no céu bendizer o vosso divino Filho por toda a eternidade. Assim seja. Amém!</span></span></p><p>Com este ato de amor e de entrega a vós, Mãe querida, deixo-vos em vossos pés o meu solidéu como ato de me consagrar a vós e de entregar todo o amado povo que Deus me confiastes, suplicando a paz para esta cidade do Rio de Janeiro.</p><div><br></div>Sat, 13 May 2017 16:40:23 -0300Virgem da Pazhttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/virgem-da-pazhttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/virgem-da-paz<p>    No mês de maio, celebramos no dia 13 a festa de Nossa Senhora de Fátima. Trata-se de uma das maiores devoções espalhada pelo mundo e venerada por este título. No dia 13 de maio de 1917, três crianças cuidavam de um pequeno rebanho na Cova da Iria, em Fátima, Portugal. Os pastorinhos chamavam-se: Lúcia de Jesus, 10 anos, Francisco e Jacinta Marto, seus primos de 9 e 7 anos (ambos canonizados neste dia em Fátima, pelo Papa Francisco). Estamos há 100 anos desse grande acontecimento!<br><span style="color: inherit;">    Por volta do meio-dia, depois de rezarem o terço, como sempre faziam, foram surpreendidos por uma luz muito brilhante e forte.<br></span><span style="color: inherit;">    Em cima de uma azinheira (uma espécie de carvalho), viram uma senhora vestida toda de branco, mais brilhante que o Sol. "Ela emanava uma luz mais clara e intensa que um copo de cristal, cheio de água cristalina, atravessado pelos raios do sol mais ardente", relatava Lúcia.<br></span><span style="color: inherit;">    Ela não esquece: a Senhora disse às crianças que era necessário rezar muito e convidou-as a voltarem à Cova da Iria durante mais cinco meses consecutivos, sempre no dia 13 e àquela mesma hora. Lúcia, que era a mais velha, recomendou aos outros dois que não contassem nada a ninguém. Mas Jacinta não soube guardar o segredo. E no dia 13 de junho, data da segunda aparição, os três pastorinhos não estavam mais sozinhos no encontro. Dessa vez, Lúcia quase não compareceu. Vítima de maus tratos em casa, seus pais a tomavam por mentirosa e não acreditavam naquela história de aparição. Com medo, ela relutava em ir, mas foi convencida por uma prima. Durante muito tempo lhe pesou a acusação de mentirosa e de querer se promover à custa de Nossa Senhora de Fátima.<br></span><span style="color: inherit;">    Na terceira aparição, em 13 de julho, Nossa Senhora parece ter se sensibilizado com a injustiça contra Lúcia: prometeu um milagre para que o povo acreditasse na história das três crianças. No mês seguinte, entretanto, os três pequenos videntes não puderam ir ao encontro na Cova da Iria porque estavam presos. Foram pressionados a contar o que conversavam com Nossa Senhora. As crianças resistiram e, no dia 19, Nossa Senhora provou, mais uma vez, seu poder. Apareceu para as crianças em Valinhos, ali por perto, na mesma região portuguesa, e continuou a fazer revelações. Uma quinta aparição aconteceu em setembro.<br></span><span style="color: inherit;">    O grande milagre, porém, ocorreu em 13 de outubro, data da sexta e última aparição. Setenta mil pessoas lotavam o lugar e foram testemunhas do feito extraordinário prometido. Chovia! De repente, do meio das nuvens negras e carregadas, o sol surgiu e começou a girar sobre si mesmo, iniciando uma dança no firmamento. Como uma imensa bola de fogo, parecia querer precipitar-se sobre a terra.<br></span><span style="color: inherit;">    Quanto ao segredo de Fátima vale a pena esclarecer que somente os três pastorinhos tiveram contato com Fátima em suas aparições. E com a morte prematura de seus primos Jacinta e Francisco, ficou somente com Lúcia o tão famoso Segredo de Fátima. As duas primeiras partes do segredo são conhecidas desde 1941, e constam de documentos oficiais da Igreja Católica.<br></span><span style="color: inherit;">    A primeira parte: Nossa Senhora fala dos castigos impostos por Deus pelos nossos pecados. Nesta vida, aqui na terra, haveria uma guerra horrível, precedida por uma luz desconhecida no meio da noite; haveria fome, perseguição religiosa, erros espalhados no mundo pela Rússia e várias nações aniquiladas. A nós, pecadores, na outra vida, estariam reservados suplícios do inferno, dos quais os pastorinhos tiveram pavorosa visão.<br></span><span style="color: inherit;">    A segunda parte do Segredo revela os meios para evitar esses castigos: a devoção ao Imaculado Coração de Maria através da prática reparadora de rezar o Terço, meditar nos mistérios do Rosário, confessar-se e receber a Sagrada Comunhão.<br></span><span style="color: inherit;">    A última parte foi revelada em 2001. Fátima falou de um papa que sofreria um atentado. Os fatos parecem confirmar o mistério: em 1981, João Paulo II foi baleado justamente num outro dia 13 de maio, dia da primeira aparição de Fátima. Nossa Senhora de Fátima ensinou aos videntes (e, por seu intermédio, a todos nós), que todas as ações devem estar assentadas num profundo e incondicional amor a Deus. Se não for assim, não haverá redenção para nossas almas. Foi somente depois de ser salvo por milagre de um atentado em 13 de maio de 1981, aniversário das aparições, que São João Paulo II se ocupou com as revelações de Fátima. Quando em 1984, ele foi até Fátima para fazer a consagração solene nos moldes prescritos por Nossa Senhora. O milagre ficou comprovado, tanto que Nossa Senhora traz em sua coroa o projétil que atingiu São João Paulo II.<br></span><span style="color: inherit;">    Neste centenário das aparições em Fátima, no dia da canonização dos dois pastorzinhos Francisco e Jacinta, como Arcebispo desta querida Arquidiocese, consagro esta cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro à branca virgem de Fátima, pedindo o dom da paz e da caridade:<br></span><span style="color: inherit;">    “Ó Maria, Virgem de Fátima, doce Mãe de Jesus Cristo “Príncipe da Paz”, a vossos pés pedimos que intercedais por esta cidade, que hoje nós vos consagramos, para que gozemos a paz em nossos dias. Ajudai-nos a nos encontrar com Deus e com o nosso próximo, por vosso Filho Jesus Cristo. Sabemos que ninguém pode dar a paz, a não ser o Filho que trouxestes em vosso ventre e o entregastes para nós. Quando nasceu em Belém, os anjos nos anunciaram a paz”.<br></span><span style="color: inherit;">    “Virgem Santíssima do Rosário de Fátima, Rainha da Paz, pedi a Jesus para que se estabeleça entre nós o Reino de Deus e intercedei junto ao vosso Filho pelo nosso povo e pela nossa cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, hoje consagrada a vós. Nós vos pedimos, cheios de confiança, a vossa intercessão. Afastai para longe de nós os sentimentos egoístas, intolerantes, malvados, violentos; expulsai de nós o espírito de inveja, maldição, de discórdia. Fazei-nos humildes, fortes nos sofrimentos, em paciência e caridade, firmes e confiantes na Divina Providência. Abençoai-nos, dirigindo os nossos passos no caminho da paz, </span><span style="color: inherit;">da união e mútua caridade, para que, formando aqui a família de Deus, </span><span style="color: inherit;">possamos no céu bendizer o vosso divino Filho por toda a eternidade. Assim seja. Amém”!<br></span><span style="color: inherit;">    Com este ato de amor e de entrega a vós, Mãe querida, deixo-vos em vossos pés o meu solidéu, como ato de me consagrar a vós e de entregar todo o amado povo que Deus me confiou, suplicando a paz para esta cidade do Rio de Janeiro.</span></p><div><br></div>Sat, 13 May 2017 16:36:22 -0300Dia das Mães no Ano Mariano https://cristoredentoroficial.com.br/noticias/dia-das-maes-no-ano-marianohttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/dia-das-maes-no-ano-mariano<p>    No segundo domingo de Maio, mês de Maria, comemoramos no Brasil o Dia das Mães. Neste ano Mariano (300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida no Rio Paraíba do Sul) e no mês do centenário das aparições em Fátima (quando o Papa Francisco canoniza os dois pastorinhos) é uma grande dádiva poder recordar a maternidade à luz da inspiração mariana. Sem dúvida que comemorar o Dia das Mães é recordar o grande valor da vida e da família. Dois grandes temas que a Igreja tem em seu coração e que sabe da importância deles para o mundo de hoje e de sempre.<br><span style="color: inherit;">    Ser mãe é ser sinônimo de: afeto, carinho, amor, aconchego, doação e todos os qualitativos que existem, e que servem para designar estas que criam com amor e doação os seus queridos filhos. É comum, no mundo contemporâneo, a comemoração do Dia das Mães, tanto no segundo domingo de maio ou em outra data em alguns países do mundo. Essa comemoração já se tornou sinônimo de afeto, carinho, consideração pelas genitoras e também, infelizmente, símbolo de consumismo. A despeito do viés mercadológico, o Dia das Mães é uma data de singular importância para o mundo ocidental, sobretudo por reforçar os vínculos familiares. No caso do Brasil, o Dia das Mães foi comemorado pela primeira vez em 12 de maio de 1918, na Associação Cristã de Moços de Porto Alegre. Em outros lugares, houve também outros focos de comemoração de mesmo teor, geralmente associados a instituições religiosas. Mas foi somente em 1932, durante o governo provisório de Getúlio Vargas, que o Dia das Mães passou a ser celebrado segundo o molde dos Estados Unidos, isto é, em todo segundo domingo do mês de maio.<br></span><span style="color: inherit;">    Podemos citar como grande exemplo de Mãe a Virgem Maria. Jesus Cristo, Deus feito homem, é a plena expressão da misericórdia divina, manifestada de muitas maneiras ao longo da história da salvação. O Senhor entregou-se na Cruz num ato supremo de Amor misericordioso, e agora exerce esse amor compassivo do Céu e no Sacrário. Jesus no alto da Cruz entrega sua Mãe aos cuidados de João, e assim João a Virgem Maria. Neste momento, Maria assume a Maternidade da humanidade. Ela foi exemplo de mãe, soube muito bem criar o seu Divino Filho. Deu amor a Ele, educou-O e assim deixou-O livre para que Ele fizesse a vontade do Pai. A nossa Mãe Santa Maria alcança-nos continuamente a compaixão do seu Filho e ensina-nos o modo de nos comportamos em face das necessidades próprias e alheias.<br></span><span style="color: inherit;">    O amor de mãe conduz os filhos e a família a escolherem os melhores caminhos. Mãe imprime rumo nas opções feitas pelos filhos gerados no seio da família. Mesmo se porventura se desviarem, será sempre possível voltar ao regaço acolhedor de um coração de mãe. As mães se cansam para levar a descansar esposo e filhos. Prados e campinas verdejantes, ou as águas repousantes que restauram, muitas vezes são sinalizadas pelas mães que velam pelos filhos pequenos ou grandes. E quem não sentiu restauradas as forças para a luta ao encontrar a solicitude de sua mãe?<br></span><span style="color: inherit;">    O Papa Francisco, em uma catequese, disse: “as mães são o antídoto mais forte para a propagação do individualismo egoísta”. “Indivíduo” quer dizer “que não se pode dividir”. As mães, em vez disso, se “dividem” a partir de quando hospedam um filho para dá-lo ao mundo e fazê-lo crescer. São essas, as mães, a odiar mais a guerra, que mata os seus filhos. Como uma mãe sofre! São essas a testemunhar a beleza da vida. O arcebispo Oscar Arnulfo Romero dizia que as mães vivem um “martírio materno”. Na homilia pelo funeral de um padre assassinado pelos esquadrões da morte, ele disse, repetindo o Concílio Vaticano II: “Todos devemos estar dispostos a morrer pela nossa fé, mesmo se o Senhor não nos concede esta honra… Dar a vida não significa somente ser morto; dar a vida, ter espírito de martírio, é dar no dever, no silêncio, na oração, no cumprimento honesto do dever; naquele silêncio da vida cotidiana; dar a vida pouco a pouco? Sim, como a dá uma mãe que, sem temor, com a simplicidade do martírio materno, concebe no seu seio um filho, dá à luz a ele, amamenta-o, fá-lo crescer e cuida dele com carinho. É dar a vida. É martírio”.<br></span><span style="color: inherit;">    “Ser mãe não significa somente colocar no mundo um filho, mas é também uma escolha de vida. O que escolhe uma mãe, qual é a escolha de vida de uma mãe? A escolha de vida de uma mãe é a escolha de dar a vida. E isto é grande, isto é belo”! (Retirado do site: </span><a href="http://noticias.cancaonova.com/especiais/pontificado/francisco/catequese/catequese-do-papa-francisco-sobre-o-papel-das-maes-070115/" style="background-color: rgb(255, 255, 255); text-decoration-line: underline;">http://noticias.cancaonova.com/especiais/pontificado/francisco/catequese/catequese-do-papa-francisco-sobre-o-papel-das-maes-070115/</a><span style="color: inherit;"> Catequese do dia 07/01/2015. Último acesso em 10/05/2017).<br></span><span style="color: inherit;">    Aproveito o ensejo da chamada dos bispos cariocas e fluminenses para rezarmos os Terços nas casas, nas praças, nas famílias, em locais públicos, pedindo a paz para a cidade e o Estado do Rio de Janeiro, para que as mães, como transmissoras e educadoras da fé, gerem seus filhos no sentido bonito da oração diária do Terço. Não existe coisa mais celestial do que rezar o Terço em família, quando a mãe, o pai e os filhos ao redor da mesma fé recitam os mistérios do Santo Rosário. Rezemos em família o Rosário! Nós iniciamos com a nossa família da Residência São Joaquim e Edifício João Paulo II e arredores nesta sexta feira, véspera de Nossa Senhora de Fátima, no Largo da Glória, a oração do Rosário na Praça.<br></span><span style="color: inherit;">    Nesse domingo de maio, em que celebramos o Dia das Mães, rezemos por todas as mães, sejam todas aquelas que se encontram perto de nós, distantes ou ainda aquelas que partiram desta vida para o encontro com o Pai. Em nossa Arquidiocese rezaremos também Missas em alguns cemitérios da cidade, na intenção das mães falecidas.<br></span><span style="color: inherit;">    Agradeçamos as mães por aquilo que são na família e por aquilo que dão à Igreja e ao mundo. E a ti, amada Igreja, obrigado por ser nossa mãe. E a ti, Maria, mãe de Deus, obrigado por fazer-nos ver Jesus!</span></p><div><br></div>Fri, 12 May 2017 16:32:38 -0300Santuário Cristo Redentor recebe Dom Kyrillos Williamhttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/santuario-cristo-redentor-recebe-dom-kyrillos-williamhttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/santuario-cristo-redentor-recebe-dom-kyrillos-william<p></p><div style="text-align: justify;"><span style="color: inherit; font-style: italic;">* Da Redação</span></div><div style="text-align: justify;"><span style="color: inherit;"><br></span></div><div style="text-align: justify;"><span style="color: inherit;">    No domingo, 7 de maio, o Santuário Cristo Redentor recebeu a visita protocolar do Bispo Copta-Católico, de Assiut, no Egito, </span><span style="color: inherit;">Dom Kyrillos William Samaan</span><span style="color: inherit;">. </span></div><span style="color: inherit;"><div style="text-align: justify;"><span style="color: inherit;">    Dom Kyrillos rezou o Pai-Nosso, junto com todos os presentes, e agradeceu pela hospitalidade. O reitor do Santuário Cristo Redentor, Padre Omar Raposo, o recepcionou expressando a alegria de acolhê-lo em nosso País, e, em unidade com a Arquidiocese do Rio de Janeiro, no Cristo Redentor.</span></div><div style="text-align: justify;"><span style="color: inherit;">    A</span><span style="color: inherit;">ntes de vir ao Brasil, Dom Kyrillos se encontrou com o Papa Francisco, no Egito, durante os dias 28 e 29 de abril. </span></div><div style="text-align: justify;">    A estada de Dom Kyrillos foi organizada pela ACN-Brasil (<span style="color: inherit;">Ajuda à Igreja que Sofre)</span><span style="color: inherit;"> – Fundação Pontifícia que financia projetos de ajuda aos cristãos que sofrem perseguição religiosa ou sobrevivem em meio às dificuldades econômicas e sociais.</span></div></span><p></p><div style="text-align: justify; "><br></div><p></p><p><br></p><p>*Fotos: J. Lucena</p>Thu, 11 May 2017 17:40:31 -0300Rezemos o Santo Rosário pela paz no Rio de Janeirohttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/rezemos-o-santo-rosario-pela-paz-no-rio-de-janeirohttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/rezemos-o-santo-rosario-pela-paz-no-rio-de-janeiro<p>    No Santo Rosário – a oração mariana mais recomendada pela Igreja ao longo dos séculos –, a piedade mostra-nos um resumo das principais verdades da fé cristã, através da consideração de cada um dos mistérios; a Santíssima Virgem ensina-nos a contemplar a vida de seu Filho. Em alguns deles, Maria ocupa o primeiro lugar, em outros é Cristo quem atrai primeiro a nossa atenção. Maria fala-nos sempre do Senhor: da alegria do seu nascimento, da sua morte na Cruz, da sua Ressurreição e Ascensão gloriosa.<br><span style="color: inherit;">    O Rosário é oração contemplativa e “com a consideração dos mistérios, a repetição do Pai-Nosso e da Ave-Maria, os louvores à Santíssima Trindade e a constante invocação à Mãe de Deus, é um contínuo ato de fé, de esperança e de amor, de adoração e reparação”.<br></span><span style="color: inherit;">    Segundo a etimologia, o Rosário “é uma coroa de rosas, costume encantador que em todos os povos representa uma oferenda de amor e um símbolo de alegria” (Pio XII, Alucução de 16/10/1940). É o modo mais excelente de oração meditada, constituída à maneira de mística coroa em que a saudação angélica, a oração dominical e a doxologia à Augusta Trindade se entrelaçam com a consideração dos mais altos mistérios da nossa fé: nele, através de muitas cenas, a mente contempla o drama da Encarnação e da Redenção de Nosso Senhor”. (São João XXIII, Encíclica: </span><span style="color: inherit; font-style: italic;">Grata recordatio</span><span style="color: inherit;"> em 26/09/1959).<br></span><span style="color: inherit;">    Nesta oração mariana, a oração vocal funde-se com a meditação dos mistérios cristãos, que é como que a alma do Rosário. É uma meditação pausada, que permite desenvolver a oração pessoal ao ritmo das palavras. “Introduzir-se como mais um personagem” nas cenas que se contemplam no Rosário ajuda a rezá-lo bem. Assim, viveremos a vida de Jesus, Maria e José.<br></span><span style="color: inherit;">    Com a contemplação dos mistérios, vivifica-se a oração vocal – o Pai Nosso e as Ave-Marias –, e a vida interior se vê enriquecida pelo profundo conteúdo dessas cenas, que se tornam fonte de oração e contemplação ao longo do dia. Pouco a pouco identificamo-nos com os sentimentos de Cristo e passamos a viver num clima de intensa piedade: alegramo-nos com Cristo gozoso, celebramos a sua vida pública, sofremos com Cristo padecente, vivemos na esperança a glória de Cristo ressuscitado.<br></span><span style="color: inherit;">    Podemos nos perguntar: como começou a oração do Rosário? O Rosário é uma oração cuja origem se perde nos tempos. Existem muitas obras e escritos que o remontam aos antigos monges do deserto, mas uma tradição recente nos fala da sistematização na época de São Domingos de Gusmão (1170-1221), que o adotou numa inspiração mariana quando ele se preparava para enfrentar a heresia albigense.<br></span><span style="color: inherit;">    Parece não haver muitas dúvidas de que o Rosário ajudou a resolver um problema importante dos novos frades mendicantes. De fato, os Franciscanos e Dominicanos estavam a introduzir um novo estilo de vida religiosa no século XII, em alternativa aos antigos monges, sobretudo Beneditinos e Agostinhos. Estes, nos seus mosteiros, rezavam e cantavam todos os dias os 150 salmos do Saltério. Mas os mendicantes não o podiam fazer, não só por causa do seu estilo de vida, mas também porque em grande parte eram analfabetos.<br></span><span style="color: inherit;">    Nessa altura, a Ave Maria estava sendo organizada. Porém, desde o século IV se usava a saudação do arcanjo São Gabriel (Lc 1, 28) como forma de oração (início da Ave Maria), e no século VII ela aparece na liturgia da festa da Anunciação como antífona do Ofertório. No século XII, precisamente com o Rosário, juntam-se as duas saudações a Maria: a de São Gabriel e a de Santa Isabel (Lc 1, 42), tornando-se uma forma habitual de rezar. Em 1262, o Papa Urbano IV (papa de 1261-1264) acrescenta-lhes a palavra “Jesus” no fim, criando assim a primeira parte da nossa Ave-Maria.<br></span><span style="color: inherit;">    No século XV se acrescenta a segunda parte de súplica, tirada de uma antífona medieval. Esta fórmula, que é a atual, torna-se oficial com o Papa Pio V (1566-1572). Grande reformador no espírito do Concílio de Trento (1545-1563), São Pio V é o responsável pela publicação do Catecismo, Missal e Breviário Romanos surgidos do Concílio, que renovam toda a vida da Igreja na época. Foi precisamente no Breviário Romano, em 1568, que aparece na oração oficial da Igreja a Ave-Maria.<br></span><span style="color: inherit;">    O contributo de São Pio V, um antigo dominicano, para a história do Rosário não fica por aqui. O grande reformador criou também um grande momento na época dos reinos cristãos da Europa. Os turcos otomanos, depois do cerco e queda de Constantinopla em 1453, o fim oficial da Idade Média, e das conquistas de Suleiman, o Magnífico (1494-1566, sultão desde 1520), estavam às portas da Europa. Dividida nas terríveis guerras entre católicos e protestantes, a velha Europa não estava em condições de resistir. O perigo era enorme. Além de apelar às nações católicas para defender o Ocidente cristão, o Papa estabeleceu que o Santo Rosário fosse rezado por todos os cristãos, pedindo a ajuda da Mãe de Deus nessa hora decisiva. Em resposta, houve um intenso movimento de oração por toda a Europa. Finalmente, a 7 de outubro de 1571 a frota ocidental, comandada por D. João de Áustria (1545-1578), teve uma retumbante vitória na batalha naval de Lepanto, ao largo da Grécia. Conta-se que nesse mesmo dia, em meio de uma reunião com os cardeais, o Papa levantou-se, abriu a janela e disse “Interrompamos o nosso trabalho; a nossa grande tarefa neste momento é a de agradecer a Deus pela vitória que Ele acabou de dar ao exército cristão”.<br></span><span style="color: inherit;">    A ameaça fora vencida. O Papa sabia bem quem tinha ganhado a batalha. Para louvar a Vitoriosa, ele instituiu a festa litúrgica de ação de graças a Nossa Senhora das Vitórias no primeiro domingo de outubro. Hoje ainda se celebra essa festa, com o nome de Nossa Senhora do Rosário, no memorável dia de 7 de outubro.<br></span><span style="color: inherit;">    A história do Rosário não pode terminar sem referir um momento decisivo desta evolução. A escolha do Papa João Paulo II de celebrar o seu jubileu de prata pontifício com o Rosário, acrescentando-lhe os cinco mistérios luminosos, é um marco importante na devoção. Mas a ligação do Papa a esta oração não é de hoje, como ele mesmo diz na Carta: “Vinte e quatro anos atrás, no dia 29 de outubro de 1978, apenas duas semanas depois da minha eleição para a Sé de Pedro, quase numa confidência, assim me exprimia: O Rosário é a minha oração predileta. Oração maravilhosa! Maravilhosa na simplicidade e na profundidade”.<br></span><span style="color: inherit;">    Gostaria de pedir a todos que colocassem nas usas intenções do Santo Rosário: </span><span style="color: inherit; font-weight: bold;">a paz no Rio de Janeiro</span><span style="color: inherit;">.<br></span><span style="color: inherit;">    “Nós, bispos do Estado do Rio de Janeiro, Regional Leste 1 da CNBB, escutamos, vimos e estamos juntos com o nosso povo, que sofre com as violências que têm ocorrido em nosso Estado. Diante deste quadro, nós convidamos a todos, e convocamos com veemência, para neste mês de Maio, mês de Maria, que também celebramos os 100 anos das aparições de Fátima, que rezem o terço nas casas, nas ruas, nas praças, nas Igrejas, em intenção da Paz. Pedimos que todas as comunidades se reúnam, realmente se organizem, para que este momento seja de oração pela Paz, como se pede em Fátima, assim como nós também pedimos que se rezem em todo o Estado”. (Cf. </span><a href="http://cnbbleste1.org.br/2017/05/bispos-do-regional-leste-1-rezam-pelo-estado-do-rio/" style="background-color: rgb(255, 255, 255); text-decoration-line: underline;">http://cnbbleste1.org.br/2017/05/bispos-do-regional-leste-1-rezam-pelo-estado-do-rio/</a><span style="color: inherit;">, último acesso em 05 de maio de 2017.)<br></span><span style="color: inherit;">    Com a oração tudo pode mudar! Acreditamos na força da oração. No dia 12 de Maio, fizemos nossa oração do rosário no Largo da Glória nessa intenção.<br></span><span style="color: inherit;">    Quanta injustiça, desemprego, necessidades, violência, intolerâncias, vinganças, falta de caridade, de amor! Peçamos ao Senhor a graça e o dom da paz, para que sejamos construtores e mensageiros da paz. O mundo precisa de paz, o Brasil precisa de paz e o Rio de Janeiro precisa de paz. Por isso, que a Virgem Rainha da Paz nos ilumine! Nossa Rainha da Paz, rogai por nós! Que reine a paz em nossas fronteiras, em nossas casas, em nossas cidades. Assim seja. Amém!</span></p><div><br></div>Thu, 11 May 2017 16:18:46 -0300Peregrinaçõeshttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/peregrinacoeshttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/peregrinacoes<p>    Este tempo de jubileus e concessão de indulgências pelo Ano Mariano no Brasil e pelo centenário das aparições da Virgem Maria, em Fátima, é uma maneira de darmos mais espaço para as peregrinações aos Santuários ou às Igrejas Marianas em Geral.<br><span style="color: inherit;">    As peregrinações constituem um fenômeno ligado à própria natureza do homem. Ele se sente um ser a caminho. Sua própria vida é uma caminhada do nascimento para a morte, da juventude para a velhice e, em aspiração mais profunda, uma passagem desta vida efêmera para uma vida mais feliz.<br></span><span style="color: inherit;">    Por isso, sair de um lugar para buscar outro é próprio do coração humano. O homem é o eterno peregrino, o permanente “procurador” de Deus. Saímos de Deus e estamos em contínua tendência para Aquele que é o nosso princípio e o nosso fim. É daí que o caminhar adquire um sentido especial para o homem. Todos os povos têm seus lugares de peregrinação. É, por assim dizer, o subconsciente universal que está à procura de uma perfeição perdida, o paraíso perdido, na esperança de encontrá-lo, o céu.<br></span><span style="color: inherit;">    Cícero, um pensador antigo, dizia: “somos intimamente movidos para os lugares onde existem vestígios daqueles a quem amamos ou admiramos”. As peregrinações dos Judeus na época das grandes festas eram objeto de obrigação (temos salmos de peregrinação). E desde que o Templo de Jerusalém figurava como Santuário nacional, lugar privilegiado da presença e da ação de Deus. Diversas missões na História do Povo de Deus foram realmente realizadas com peregrinações. A eleição de Abraão exigiu uma caminhada de Ur para a Terra de Canaã, a libertação do povo de Israel do Egito sob a direção de Moisés, uma travessia do deserto até chegar à terra prometida.<br></span><span style="color: inherit;">    No Novo Testamento, o nascimento de Jesus está ligado a uma viagem da Galiléia para a Judéia. Temos ainda a fuga para o Egito. E a Sagrada Família de Nazaré cumpria fielmente a lei, conforme nos narra o Evangelho: “seus pais iam todos os anos a Jerusalém na festa da Páscoa. Tendo ele atingido doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume de festa” (Lc 2,41-42). Jesus e os Apóstolos também não deixavam de subir a Jerusalém por ocasião das festas anuais (cf. Jo 5 1; 7,1-14).<br></span><span style="color: inherit;">    A crença cristã, segundo a qual “Deus é um espírito” a ser procurado e achado não especialmente “nesta montanha, nem ainda em Jerusalém”, mas em qualquer lugar em que os verdadeiros adoradores se aproximam dele em espírito e em verdade, poderia parecer à primeira vista destinada a encorajar muito pouco as peregrinações (Cf. Jo 4, 21-25). Portanto, desde o começo a Igreja, ao mesmo tempo em que admitia o perigo dos abusos, e tomando as medidas para preveni-los, aprovou a prática das peregrinações aos lugares santos como uma ajuda poderosa e um incentivo para a vida devota. Favorece a prática também porque reconhece o fato indubitável que Deus tem concedido frequentemente, e ainda concede favores interiores e exteriores, graças e milagres, em lugares ou túmulos, para honrar certos mistérios da vida de Cristo, de Nossa Senhora e dos Santos.<br></span><span style="color: inherit;">    Desde os primeiros tempos da Igreja formou-se uma corrente contínua de peregrinações que se dirigiam para os lugares santos e para os túmulos dos Apóstolos. Das peregrinações aos túmulos dos Apóstolos Pedro e Paulo, em Roma, surgiu a palavra Romaria, que depois começou a significar qualquer peregrinação a algum Santuário. No decorrer dos séculos multiplicaram-se os Santuários, e o Brasil não escapou a esta lei.<br></span><span style="color: inherit;">    Este ano, para nós brasileiros, é muito especial, pois celebramos os 300 anos do encontro da Imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida no Rio Paraíba do Sul. É ano de festa e de alegria! É ano de também, se pudermos, ir ao Santuário Basílica Nacional de Nossa Senhora Aparecida. Quantas graças recebemos em ir até lá! Eu mesmo já fui inúmeras vezes e a cada vez que vou, Nossa Senhora, com seu trato materno, tem a graça especial de me tocar e me conduzir ainda mais pelo caminho de seu Filho. Por ocasião da 55ª. Assembleia Geral da CNBB, e na segunda-feira, dia 08 de maio, com a peregrinação do INBRAC e Rede Vida, estive lá em peregrinação e assim rezei: Senhora Aparecida, protege a Santa Igreja em terras brasileiras! Roga pelo clero, pelos religiosos, por todo o povo de Deus! Ajuda-nos, Mãe de Deus-Jesus e Mãe nossa, ajuda-nos a construir um Brasil mais cristão, mais justo, mais pacífico e solidário. Que a paz seja restituída nas amadas terras cariocas e fluminenses... e que, pelas tuas preces maternas, jorre para nós o vinho bom da alegria e sejamos todos, um dia, herdeiros do Reino dos céus. Amém!<br></span><span style="color: inherit;">    Foi ali em Aparecida que os bispos do estado do Rio de Janeiro, além da carta que enviamos pela Páscoa e além das notas e mensagens da nossa Conferência Episcopal, também quisemos dar um passo a mais, pedindo ao nosso povo que, pelas ruas e praças, caminhando e cantando, rezassem o Rosário pela paz em nossa cidade e estado, e, sem dúvida, pelo Brasil e o mundo. </span></p><div><br></div>Wed, 10 May 2017 16:09:24 -0300100 Anos de Fátimahttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/100-anos-de-fatimahttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/100-anos-de-fatima<p>    Neste Ano Mariano no Brasil, no próximo dia 13 de maio, celebraremos os 100 anos da aparição de Nossa Senhora de Fátima. Essa devoção tão presente no coração do povo brasileiro nos ajuda ainda mais a viver este histórico Mês de Maio. Nesse mês, muitos bons cristãos cultivam especiais manifestações de piedade para com a Virgem Santa Maria, e essas práticas nos conduzem a Cristo, que Maria nos apresenta e que foi gerado em seu seio. Isso está de acordo com o que pediu o Concílio Vaticano II: “Todos os fiéis cristãos ofereçam insistentes súplicas à Mãe de Deus e Mãe dos homens para que Ela, que com as suas preces assistiu as primícias da Igreja, também agora, exaltada no Céu sobre todos os bem-aventurados e anjos, na Comunhão de todos os Santos, interceda junto do seu Filho”. (Lumen Gentium,69). Entre os mil nomes dados à Maria, recordemos com carinho este celebrado no centenário de Fátima.<br><span style="color: inherit;">    Nossa Senhora de Fátima teve origem na cidade de Fátima, uma cidade de Portugal onde três meninos, Lucia de Jesus Santos, com 10 anos e seus primos Francisco Marto de 9 anos e Jacinta Marto de 7 anos, tiveram a visão de Nossa Senhora. Aconteceu no ano de 1917. As aparições de Nossa Senhora aos três meninos, sempre no dia 13 de cada mês, com exceção de Agosto. A primeira foi no dia 13 de Maio. Lucia via e conversava com Nossa Senhora de Fátima. Francisco só via e não ouvia os diálogos. Jacinta via e ouvia, mas não falou com Nossa Senhora.<br></span><span style="color: inherit;">    Quando Nossa Senhora de Fátima apareceu aos três, eles descreveram assim a visão: Parecia ter uns 18 anos a Senhora, rodeada de claridade fulgurante, seu vestido era de uma alvura puríssima, assim como o manto ornado de ouro, que lhe cobria a cabeça e grande parte do corpo. O rosto sobrenatural e divino estava sereno e grave, com uma sombra de tristeza. Em suas mãos, uma cruz de ouro com um terço em contas que pareciam pérolas, e de seu corpo, especialmente do rosto, irradiavam feixes de luz, incomparavelmente superior a qualquer beleza humana.<br></span><span style="color: inherit;">    No começo as crianças se assuntaram, mas Nossa Senhora de Fátima as tranquilizou, dizendo para não terem medo, e que ela era do Céu. Nossa Senhora disse para rezarem o terço todos os dias, para alcançarem a paz e o fim da guerra. A mensagem de Fátima é uma mensagem de conversão e arrependimento.<br></span><span style="color: inherit;">    Foram no total seis aparições. Na última aparição, Maria Santíssima disse a Lucia que naquele local, com o dinheiro das doações, deveria ser construída uma capela com o nome de Nossa Senhora do Rosário. E quando ela se levantava suavemente para ir embora, o sol apareceu entre as nuvens como um grande disco prateado, brilhando muito, mas sem cegar as pessoas. Começou a girar vertiginosamente e suas bordas se tornaram avermelhadas espalhando raios de fogo, de modo que sua luz refletia nas pessoas e nas árvores, e foi vista até quarenta quilômetros de distância do local das aparições.<br></span><span style="color: inherit;">    A devoção à Virgem Maria, Mãe de Deus, é sem dúvida uma grande força da nossa vivência cristã, porque, longe de desviar nossa atenção do Cristo, ela nos integra no plano de salvação proposto por Deus e realizado por seu Filho único, Jesus Cristo, que Se encarnou e veio ao mundo por meio dela. Nós celebramos Maria porque é Mãe de Deus, porque nos deu o Salvador. Foi Deus que, em sua infinita sabedoria e bondade, estabeleceu que a redenção da humanidade acontecesse através de seu Filho único nascido de uma virgem; e a virgem escolhida foi Maria. Ora, se Deus, o Senhor de todas as coisas, o Infinito e o Absoluto, não se envergonhou de escolher Maria, e a fez Cheia de Graça, para ser a Mãe de seu Filho, por que haveríamos nós, simples mortais, de recusar-nos a ter para com ela uma devoção toda especial?<br></span><span style="color: inherit;">    É bom lembrarmos que a nossa devoção a Maria deve fundamentar-se principalmente na imitação de suas virtudes e no seguimento de Cristo. Quando Cristo disse: "Se alguém quiser me seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e me siga" (Mt 16,24), ele Se colocou como o primeiro e principal modelo a ser seguido. Maria vem em segundo lugar. Se imitarmos Maria em sua fidelidade, no seu amor a Deus e aos irmãos, com toda a certeza ela nos conduzirá pelos caminhos de seu Filho Jesus.<br></span><span style="color: inherit;">    Maria, como a primeira cristã, viveu bem as virtudes da Fé, da Esperança e da Caridade. Antes de trazer o Filho de Deus em seu seio, já O trazia no desejo de seu coração, pois como mulher judia esperava e acreditava que Deus um dia enviaria o Messias. Como modelo de caridade deixa sua casa e vai servir Isabel, sua prima de idade avançada que está grávida, permanecendo com ela os três meses finais (Lc1,36;56) e ainda estando presente com a Igreja que está nascendo e sendo perseguida. (At 1,14)<br></span><span style="color: inherit;">    Ao celebrarmos os 100 anos da aparição em Fátima, queremos como cristãos renovar o nosso carinho e amor a Virgem Maria. Ela nos indica a fazer a vontade de seu Filho. Nós queremos pedir a Bem-Aventurada Virgem que nos ajude em nossa caminhada. De modo especial pedimos a todos que, ouvindo a mensagem de Fátima, rezemos pela Paz em nossa cidade e estado. Rezemos publicamente o Rosário pelas ruas e praças, pedindo a Deus, acompanhados de Maria, que leve a conversão aos corações empedernidos e mude da água para o vinho essa realidade caótica que vivemos. Assim agiu Jesus Cristo nas Bodas de Caná. Assim acreditamos que Maria também hoje intervém a favor do povo pobre e necessitado.<br></span><span style="color: inherit;">    Virgem de Fátima, ilumine a todos nós “para sermos dignos das promessas de Cristo”. </span></p><div><br></div>Tue, 09 May 2017 15:43:14 -0300Comunicar o bemhttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/comunicar-o-bemhttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/comunicar-o-bem<p>    Estivemos no dia 8 de maio, a diretoria do CONSUP da RedeVida de Televisão, neste Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida para a Romaria dos diretores, funcionários, colaboradores da RedeVida de Televisão, pelo contexto do Ano Santo Mariano Nacional. Nós celebrávamos ontem o Domingo do Bom Pastor e o Dia Internacional de Oração pelas Vocações, “impelidos pelo Espírito, para a missão”. A reflexão que se segue é de acordo com a liturgia da segunda-feira da quarta semana do tempo pascal.<br><span style="color: inherit;">    Nesta segunda-feira, após a Festa do Bom Pastor e Dia Mundial de Oração pelas Vocações, voltamos aqui neste Santuário Nacional, como nos coloca o Evangelho, ao tema do pastoreio. Numa feliz providência, justamente de poder vir à casa da Maria, Nossa Senhora Aparecida, para agradecer, neste ano jubilar, o trabalho de pastoreio da missão dos bispos e padres nos meios de comunicação, com a única finalidade espiritual e pastoral de poder ajudar o nosso povo, no encontro com o Senhor Ressuscitado, para que todos os que são atingidos pelos meios de comunicação social possam conhecer ainda mais os valores cristãos, no mundo em mudança, em sociedade líquida como hoje.<br></span><span style="color: inherit;">    Os Atos dos Apóstolos (cf. At 11,1-18) da liturgia deste dia, nos fala da crise do povo diante de Pedro, que começa a evangelizar os não judeus e entra em casa de pagãos. Era proibido aos judeus fazê-lo! Pedro é contestado. E deve se justificar diante das perguntas sobre o seu ato: o primeiro dos apóstolos responde que, com a ação do Espírito Santo, o Senhor também se dirigia aos não judeus. Cada vez que temos uma novidade, surge uma crise, que faz parte do crescimento da comunidade. Isso também ocorre com a grande novidade que surgiu há 22 anos: uma rede de televisão de inspiração católica. As transmissões de programas religiosos católicos e de missas não eram novidades. No Rio de Janeiro, aonde me encontro agora, já naquele tempo, tanto nos canais educativos como nos canais comerciais, com o empenho do nosso antecessor, o Cardeal Eugenio Araújo Sales, tivemos missas e programas há muitos anos no ar. A Igreja se faz presente na TV desde a década de 60. Porém, ter uma rede televisão de inspiração católica foi uma novidade. Foi o início de um novo tempo que, evidentemente, para atingir outras situações, nessa nova maneira de evangelizar, de levar a boa notícia àqueles que estão afastados. As tensões sempre existiram, desde o antigo testamento na época de Esaú e Jacó, também entre comunicação e liturgia, cujos documentos nasceram juntos no Concílio Ecumênico Vaticano II.<br></span><span style="color: inherit;">    Ver a necessidade de evangelizar, de ir mais longe, e pela Providência, o Senhor faz acontecer e chegar mais longe. Há 22 anos foi inaugurada a RedeVida no mês de maio, sob a proteção de Santa Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe. O seu projeto é mais antigo, com a entrega do projeto Rede Vida entrando, o concessionário, Sr. João Monteiro Filho, com o seu bispo Dom Antônio Maria Mucciolo, e a presença clarividente de Dom Luciano Pedro Mendes de Almeida, SJ, que era o Presidente da CNBB. Com o diálogo entre os três encontrou-se o caminho para a televisão de inspiração católica e, assim, inicia-se um novo tempo. A Igreja não terá apenas alguns programas ou missas, mas uma televisão com programação que têm valores cristãos ali inseridos. Isso tudo feito e realizado na dimensão da fé, inclusive pedindo a proteção de Maria, Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora de Fátima, para que esse novo jeito de evangelizar possa fazer o bem e levar a Boa Notícia do Evangelho. Tudo o que faz o bem gera crise; é Deus que vai atuando para falar ao seu povo. Todas as projeções que se fazia na época eram de que nunca poderia ter um canal de televisão de inspiração católica, no máximo um sistema de alto falantes na praça, mas jamais uma televisão.<br></span><span style="color: inherit;">    Vimos como é importante ver os sinais! Perceber a ação do Senhor, com a intercessão de Maria, aqui viemos no Ano Jubilar para agradecer a Deus, pelas mãos de Maria, esta inspiração, os passos dados, pedindo as luzes do Espírito Santo para procurar caminhos e acertar esta missão neste mundo que muda rapidamente, se transforma, e se tem nos meios de comunicação uma influência muito grande. Os pastores que o Senhor chama para serem o sinal do Cristo Pastor (cf. Jo 10,11-18), já não têm apenas a sua região geográfica para pastorear. Pelos meios de comunicação se chega longe, hoje pela TV, e agora ainda mais pela internet, e no futuro ainda nem sabemos de quais meios iremos dispor. Neste mundo em mudança, temos a responsabilidade e a missão de levar o Evangelho na diversidade cultural do país e do mundo.<br></span><span style="color: inherit;">    Jesus é o Bom Pastor! É o grande segredo dos meios de comunicação, de comunicação católica, pois além dos meios técnicos, o grande segredo é a pessoa, que deve ter a espiritualidade para que sua voz chegue ao coração das pessoas, na vida das pessoas, assim ajudando-as na mudança de vida pela palavra de Deus e pela ação do Espírito Santo.<br></span><span style="color: inherit;">    Por mais que tenhamos trabalhos missionários, de casa em casa, nas praças, grandes encontros, ainda assim não conseguimos atingir muitos daqueles que buscam luzes para seus caminhos. Pelos meios de comunicação social, que ultrapassam paredes, cidades, muros, chegamos às casas de tantas pessoas para levar o Evangelho da vida. Dessa forma, a Palavra de Deus chega a quem não pode participar devido à distância, a doença, a idade, anunciando a vida, Jesus Cristo como Senhor.<br></span><span style="color: inherit;">    A TV e os meios de comunicação social têm esta missão de ajudar na evangelização e nos valores do ser humano. Jesus dá a Sua vida por nós. Ele nos dá a vida em abundância. Temos um desafiador trabalho! Nesta peregrinação, somos gratos à intercessão de Maria pelo nascimento da REDEVIDA nas pessoas de nossos saudosos Dom Antônio Maria Mucciolo e Dom Luciano Pedro Mendes de Almeida, que procuraram a CNBB, com o apoio fundamental para nascer e germinar uma TV de inspiração católica. Ao idealizador, João Monteiro de Barros Filho, hoje aqui entre nós com sua família, nossa homenagem e saudação.<br></span><span style="color: inherit;">    Estamos aqui, diante de Nossa Senhora Aparecida para pedir a sua proteção para a família INBRAC e RedeVida de Televisão na missão de comunicar e testemunhar o bem, o belo, o santo, a vida e a graça que brotam do Cristo Bom Pastor. Que a imagem, encontrada em dois pedaços nas águas do Rio Paraíba do Sul nos recorde que também é a nossa missão, como pastores, para unir as pessoas através das aguas do batismo, através da misericórdia, acolher as mais excluídas, como indica a cor da imagem de Aparecida, que recordava, na época, a escravidão. Aqui reunidos, peçamos que encontremos na intercessão de Maria a coragem de dizer o mesmo que Ela disse: “Eis aqui a serva do Senhor”. E que, pelo nosso trabalho de comunicação, ajudemos as pessoas, inspirados em Maria que vê a situação do povo, peçamos a Jesus: veja a situação do país em que vivemos. A resposta de Nossa Senhora em Caná deve ser a nossa: “fazer tudo o que Ele disser”. Essa é a nossa missão como meios de comunicação social. Ouvir a Cristo, andar pelos Seus caminhos, fazer o que Ele disse: missão, perdão, misericórdia e conciliação.<br></span><span style="color: inherit;">    Pedimos todos, bispos, padres, colaboradores do INBRAC e da Rede Vida, a intercessão de Maria para que o encontro com Jesus Cristo leve vida para todas as pessoas. Nossa Senhora Aparecida nos ajude a comunicar o bem e a verdade do Evangelho, que gera a paz e a graça divina, Amém!<br></span><span style="color: inherit;">    Estivemos no dia 8 de maio, a diretoria do CONSUP da RedeVida de Televisão, neste Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida para a Romaria dos diretores, funcionários, colaboradores da RedeVida de Televisão, pelo contexto do Ano Santo Mariano Nacional. Nós celebrávamos ontem o Domingo do Bom Pastor e o Dia Internacional de Oração pelas Vocações, “impelidos pelo Espírito, para a missão”. A reflexão que se segue é de acordo com a liturgia da segunda-feira da quarta semana do tempo pascal.<br></span><span style="color: inherit;">    Nesta segunda-feira, após a Festa do Bom Pastor e Dia Mundial de Oração pelas Vocações, voltamos aqui neste Santuário Nacional, como nos coloca o Evangelho, ao tema do pastoreio. Numa feliz providência, justamente de poder vir à casa da Maria, Nossa Senhora Aparecida, para agradecer, neste ano jubilar, o trabalho de pastoreio da missão dos bispos e padres nos meios de comunicação, com a única finalidade espiritual e pastoral de poder ajudar o nosso povo, no encontro com o Senhor Ressuscitado, para que todos os que são atingidos pelos meios de comunicação social possam conhecer ainda mais os valores cristãos, no mundo em mudança, em sociedade líquida como hoje.<br></span><span style="color: inherit;">    Os Atos dos Apóstolos (cf. At 11,1-18) da liturgia deste dia, nos fala da crise do povo diante de Pedro, que começa a evangelizar os não judeus e entra em casa de pagãos. Era proibido aos judeus fazê-lo! Pedro é contestado. E deve se justificar diante das perguntas sobre o seu ato: o primeiro dos apóstolos responde que, com a ação do Espírito Santo, o Senhor também se dirigia aos não judeus. Cada vez que temos uma novidade, surge uma crise, que faz parte do crescimento da comunidade. Isso também ocorre com a grande novidade que surgiu há 22 anos: uma rede de televisão de inspiração católica. As transmissões de programas religiosos católicos e de missas não eram novidades. No Rio de Janeiro, aonde me encontro agora, já naquele tempo, tanto nos canais educativos como nos canais comerciais, com o empenho do nosso antecessor, o Cardeal Eugenio Araújo Sales, tivemos missas e programas há muitos anos no ar. A Igreja se faz presente na TV desde a década de 60. Porém, ter uma rede televisão de inspiração católica foi uma novidade. Foi o início de um novo tempo que, evidentemente, para atingir outras situações, nessa nova maneira de evangelizar, de levar a boa notícia àqueles que estão afastados. As tensões sempre existiram, desde o antigo testamento na época de Esaú e Jacó, também entre comunicação e liturgia, cujos documentos nasceram juntos no Concílio Ecumênico Vaticano II.<br></span><span style="color: inherit;">    Ver a necessidade de evangelizar, de ir mais longe, e pela Providência, o Senhor faz acontecer e chegar mais longe. Há 22 anos foi inaugurada a RedeVida no mês de maio, sob a proteção de Santa Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe. O seu projeto é mais antigo, com a entrega do projeto Rede Vida entrando, o concessionário, Sr. João Monteiro Filho, com o seu bispo Dom Antônio Maria Mucciolo, e a presença clarividente de Dom Luciano Pedro Mendes de Almeida, SJ, que era o Presidente da CNBB. Com o diálogo entre os três encontrou-se o caminho para a televisão de inspiração católica e, assim, inicia-se um novo tempo. A Igreja não terá apenas alguns programas ou missas, mas uma televisão com programação que têm valores cristãos ali inseridos. Isso tudo feito e realizado na dimensão da fé, inclusive pedindo a proteção de Maria, Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora de Fátima, para que esse novo jeito de evangelizar possa fazer o bem e levar a Boa Notícia do Evangelho. Tudo o que faz o bem gera crise; é Deus que vai atuando para falar ao seu povo. Todas as projeções que se fazia na época eram de que nunca poderia ter um canal de televisão de inspiração católica, no máximo um sistema de alto falantes na praça, mas jamais uma televisão.<br></span><span style="color: inherit;">    Vimos como é importante ver os sinais! Perceber a ação do Senhor, com a intercessão de Maria, aqui viemos no Ano Jubilar para agradecer a Deus, pelas mãos de Maria, esta inspiração, os passos dados, pedindo as luzes do Espírito Santo para procurar caminhos e acertar esta missão neste mundo que muda rapidamente, se transforma, e se tem nos meios de comunicação uma influência muito grande. Os pastores que o Senhor chama para serem o sinal do Cristo Pastor (cf. Jo 10,11-18), já não têm apenas a sua região geográfica para pastorear. Pelos meios de comunicação se chega longe, hoje pela TV, e agora ainda mais pela internet, e no futuro ainda nem sabemos de quais meios iremos dispor. Neste mundo em mudança, temos a responsabilidade e a missão de levar o Evangelho na diversidade cultural do país e do mundo.<br></span><span style="color: inherit;">    Jesus é o Bom Pastor! É o grande segredo dos meios de comunicação, de comunicação católica, pois além dos meios técnicos, o grande segredo é a pessoa, que deve ter a espiritualidade para que sua voz chegue ao coração das pessoas, na vida das pessoas, assim ajudando-as na mudança de vida pela palavra de Deus e pela ação do Espírito Santo.<br></span><span style="color: inherit;">    Por mais que tenhamos trabalhos missionários, de casa em casa, nas praças, grandes encontros, ainda assim não conseguimos atingir muitos daqueles que buscam luzes para seus caminhos. Pelos meios de comunicação social, que ultrapassam paredes, cidades, muros, chegamos às casas de tantas pessoas para levar o Evangelho da vida. Dessa forma, a Palavra de Deus chega a quem não pode participar devido à distância, a doença, a idade, anunciando a vida, Jesus Cristo como Senhor.<br></span><span style="color: inherit;">    A TV e os meios de comunicação social têm esta missão de ajudar na evangelização e nos valores do ser humano. Jesus dá a Sua vida por nós. Ele nos dá a vida em abundância. Temos um desafiador trabalho! Nesta peregrinação, somos gratos à intercessão de Maria pelo nascimento da REDEVIDA nas pessoas de nossos saudosos Dom Antônio Maria Mucciolo e Dom Luciano Pedro Mendes de Almeida, que procuraram a CNBB, com o apoio fundamental para nascer e germinar uma TV de inspiração católica. Ao idealizador, João Monteiro de Barros Filho, hoje aqui entre nós com sua família, nossa homenagem e saudação.<br></span><span style="color: inherit;">    Estamos aqui, diante de Nossa Senhora Aparecida para pedir a sua proteção para a família INBRAC e RedeVida de Televisão na missão de comunicar e testemunhar o bem, o belo, o santo, a vida e a graça que brotam do Cristo Bom Pastor. Que a imagem, encontrada em dois pedaços nas águas do Rio Paraíba do Sul nos recorde que também é a nossa missão, como pastores, para unir as pessoas através das aguas do batismo, através da misericórdia, acolher as mais excluídas, como indica a cor da imagem de Aparecida, que recordava, na época, a escravidão. Aqui reunidos, peçamos que encontremos na intercessão de Maria a coragem de dizer o mesmo que Ela disse: “Eis aqui a serva do Senhor”. E que, pelo nosso trabalho de comunicação, ajudemos as pessoas, inspirados em Maria que vê a situação do povo, peçamos a Jesus: veja a situação do país em que vivemos. A resposta de Nossa Senhora em Caná deve ser a nossa: “fazer tudo o que Ele disser”. Essa é a nossa missão como meios de comunicação social. Ouvir a Cristo, andar pelos Seus caminhos, fazer o que Ele disse: missão, perdão, misericórdia e conciliação.<br></span><span style="color: inherit;">    Pedimos todos, bispos, padres, colaboradores do INBRAC e da Rede Vida, a intercessão de Maria para que o encontro com Jesus Cristo leve vida para todas as pessoas. Nossa Senhora Aparecida nos ajude a comunicar o bem e a verdade do Evangelho, que gera a paz e a graça divina, Amém!</span></p><div><br></div>Tue, 09 May 2017 14:46:22 -0300Um pedido de casamento aos pés do Redentor https://cristoredentoroficial.com.br/noticias/um-pedido-de-casamento-aos-pes-do-redentorhttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/um-pedido-de-casamento-aos-pes-do-redentor<p style="text-align: justify; ">    Dia 11 de março de 2017, um sábado, aproximadamente às 10h30. Essa foi a data em que Leopoldo Cachate surpreendeu Danielle Maia. O casal católico de Maceió, junto há dois anos e oito meses, vivenciou um dos momentos mais lindos e emocionantes de sua história, no Santuário Cristo Redentor. </p><p style="text-align: center; "><span style="font-style: italic;">Eu sempre sonhei me casar e desejava que o pedido fosse incomparável!</span></p><p style="text-align: center; "><span style="font-style: italic;">Silenciosamente, o Leopoldo tramou tudo! Comprou as alianças e me levou ao Rio de Janeiro, sem que eu desconfiasse da surpresa. Eu estava muito emocionada por ter a oportunidade de conhecer o Cristo Redentor. Somos um casal muito católico e eu sou muito emotiva... Juntando tudo, era só emoção!</span></p><p style="text-align: center; "><span style="font-style: italic;"><span style="color: inherit;">Ao ver o Cristo Redentor, fiquei tão encantada que nem percebi quando o Leo se afastou um pouco para ir ver a capela, já que ele planejava fazer o pedido lá dentro. Depois de muitas fotos no platô do Monumento, paramos para descansar um pouco, à sombra que fica atrás do Redentor. Foi quando a minha sogra me chamou para conhecer a capela, que fica no interior dos pés do Cristo (até então eu nem sabia que existia aquele templo ali). Pronto! Ao entrar na capela, fiquei muito mais emocionada!</span><br></span></p><p style="text-align: center; "><span style="font-style: italic;"><span style="color: inherit;">Tocava música gregoriana (e isso mexe muito comigo!). Eu já comecei a sentir vontade de chorar, só de olhar a imagem e estar ali dentro! Leopoldo, então, falando baixinho, perguntou se eu estava feliz. Respondi dizendo que estava muito, muito feliz! Não consigo lembrar exatamente todas as palavras que ele me disse, pois estava muito emocionada. Então, ele falou:</span><br></span></p><p style="text-align: center; "><span style="font-style: italic;"><span style="color: inherit;">"... e para selar toda essa felicidade, eu gostaria de saber se você aceita casar comigo...”.</span><br></span></p><p style="text-align: center; "><span style="font-style: italic;">Depois de longos minutos só chorando, eu consegui responder com o tão esperado SIM!</span></p><p style="text-align: center; "><span style="font-style: italic;"><span style="color: inherit;">Ao lado, havia um casal nos observando, e, quando eu olhei para eles, sorrindo nos disseram: "parabéns" e bateram palmas (bem silencioso, em respeito ao local).</span><br></span></p><p style="text-align: center; "><span style="font-style: italic;"><span style="color: inherit;">Para mim, havia viajado para o Rio com o propósito de acompanhar meu namorado, que faria uma prova de concurso. Quando confirmei a minha ida, ele planejou o pedido de casamento para ser justamente aos pés do Cristo Redentor. Foi uma emoção sem igual! Ele é o amor da minha vida!</span><br></span></p><p style="text-align: center; "><span style="font-weight: bold; font-style: italic;">O fato de eu ter recebido o pedido de casamento aos pés do Cristo, na capela de Nossa Senhora Aparecida, diante do Cristo Sacramentado, faz de mim a mais feliz das noivas!</span></p><p style="text-align: center; "><span style="font-style: italic; color: inherit;">Danielle Maia</span><br></p><p style="text-align: center; "><br></p><p><span style="color: inherit;"></span><br></p><p><span style="color: inherit;"><br></span></p><p><span style="color: inherit; font-style: italic;">*Fotos: enviadas por Danielle Maia</span></p>Tue, 09 May 2017 10:10:20 -0300Você vive bem?https://cristoredentoroficial.com.br/noticias/voce-vive-bemhttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/voce-vive-bem<p>    Não são raras as campanhas publicitárias que nos convidam a viver bem. Tanto que essa expressão “viver bem” é capaz de nos remeter à ideia de ter boa saúde, juventude, harmonia nas atividades que realizamos, conforto, estabilidade financeira e emocional etc. E não há nada de errado em a compreendermos dessa forma! No entanto, não foi nenhum profissional de marketing o primeiro a pensar sobre o assunto... Mas, sim, Jesus! Ele sonhou tudo isso para nós, como destaca a liturgia deste domingo:</p><p style="text-align: center; "><span style="font-weight: bold;">“Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância”.</span> (Jo 10,10)</p><p>    Só que, ao contrário do que a gente costuma pensar, nada que se conquiste ou faça pode nos levar a viver bem desse jeito. Pois vida em abundância só tem aquele que se aproxima de Jesus, que fica íntimo dEle. Quem se deixa conduzir pelo Senhor, Bom Pastor, com a docilidade de uma ovelha, segue seu caminho com tranquilidade, mesmo diante das situações mais controversas, porque sabe que deposita sua confiança nAquele que nunca decepciona ou falha.<br><span style="color: inherit;">    Aquele que, no seu coração, ouve a voz do Senhor, escuta quando Ele o chama pelo nome, se deixa conduzir por Ele e O segue, sempre encontra “pastagem” — sustento, alimento, descanso, paz... Viver em Cristo é ter vida em abundância, é viver bem! É estar constantemente cuidado, protegido, nutrido, confortável.<br></span><span style="color: inherit;">    Mas entenda que isso tudo não é sinônimo de não ter problemas, não! Qualquer rebanho, ao se locomover, pode não pisar apenas em terrenos planos. Uma ou outra ovelha pode se machucar num buraco pelo caminho... E nem por isso o Pastor vai deixar de ser zeloso ou bom!<br></span><span style="color: inherit;">    Em toda trajetória há percalços. Mas é a tranquilidade para completar a jornada que faz realmente a diferença. E, se tivermos coragem, vamos notar que essa tranquilidade só existe se cremos que nunca estamos sozinhos, porque o Bom Pastor caminha à nossa frente para nos guardar, proteger e ajudar a viver bem. Somente junto dEle temos vida em abundância. E isso é mais do que ter bens ou títulos. É ser. Ser de Deus.</span></p><p><br></p>Mon, 08 May 2017 16:19:48 -0300Maio da Mãe Mariahttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/maio-da-mae-mariahttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/maio-da-mae-maria<p>    No culto a Nossa Senhora, a piedade cristã se alimenta, além de toda a revelação, também de algumas tradições que nos vêm pela História e que têm sustentado a vida da Igreja por séculos. Muito louváveis são as devoções do mês de maio, com a Ladainha cantada, o Rosário recitado, os cânticos em honra de Nossa Senhora e tantas outras devoções pessoais, particulares ou comunitárias. Reflitamos sobre algumas delas.<br><span style="color: inherit;">    A Ladainha, por exemplo, em sua forma simples, inclui os dois elementos essenciais do culto a Deus: o louvor e a intercessão. O louvor se expressa através das invocações a Nossa Senhora, proclamando-a Mãe de Deus, Mãe do Criador, Mãe do Salvador, Auxílio dos cristãos, Rainha de todas as categorias de santos... Através dos títulos de Nossa Senhora, a Igreja contempla toda a economia da salvação, desde o Deus Criador, passando por Jesus Cristo e pela Igreja, até a glória que espera a todos nós.<br></span><span style="color: inherit;">    A vocação do homem contemplada nos dogmas marianos encontra-se desdobrada nas invocações da Ladainha. A maternidade divina; a Mãe da Igreja, a Virgindade; a Imaculada, a glória da Assunção. Importa que ao rezar a Ladainha, o cristão se encontre a si mesmo em cada uma das invocações.<br></span><span style="color: inherit;">    Portanto, cada invocação convoca o homem a realizar o que contempla de Maria. Por isso, ele pede: rogai por nós. Lembrando a Deus as maravilhas realizadas em Maria, a Igreja pede que renove as suas obras em seu favor, pois também ela está a caminho da glória. E tudo isso está inserido em Deus uno e nosso Salvador, lembrado nas invocações finais ao “cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”.<br></span><span style="color: inherit;">    A devoção Mariana do mês de maio pode nos levar a vivermos mais intensamente a dignidade de homens e mulheres ressuscitados com Cristo durante o tempo pascal. Com Maria, nos preparemos para receber a força do Espírito de Pentecostes, que deseja formar em nós a imagem de Jesus Cristo, como Ele a realizou em Sua mãe.<br></span><span style="color: inherit;">    A devoção à Virgem no mês de Maio nasceu do amor, que sempre procurou novas formas de exprimir-se. Ao longo dos dias deste mês, os cristãos oferecem a Nossa Senhora especiais obséquios que os levam a estar mais perto d’Ela: romarias, visitas a alguma igreja a Ela dedicada, pequenos sacrifícios em sua honra, horas de estudo ou de trabalho, mais a recitação do Rosário.<br></span><span style="color: inherit;">    Uma manifestação tradicional de amor à nossa Mãe é a romaria a um Santuário ou ermida de Nossa Senhora. É uma visita revestida de caráter penitencial – traduzido talvez num pequeno sacrifício: fazer o trajeto a pé a partir de um lugar conveniente, ter algum pormenor de sobriedade que custe sacrifício – e de sentido apostólico, com o propósito de aproximar mais de Deus as pessoas que nos acompanham e rezando juntos, com especial piedade, os quatro terços do Rosário.<br></span><span style="color: inherit;">    A Romaria pode ser uma ocasião muito propícia e fecunda de apostolado com os nossos amigos. Nesses santuários e ermidas, milhares de pessoas alcançaram graças ordinárias e extraordinárias da Mãe de Deus: uns começaram uma vida nova depois de fazerem uma boa confissão dos seus pecados, talvez após muitos anos; outros compreenderam que o Senhor os chamava a uma entrega mais plena ao serviço d’Ele e das almas; outros obtiveram ajuda para vencer graves dificuldades da alma ou do corpo. Ninguém voltou desses lugares com mãos vazias. (Cfr. Documento de Aparecida). O Bem-aventurado Paulo VI dizia: a Providência, “por caminhos frequentemente admiráveis, marcou os santuários marianos com um cunho particular”. (Papa Paulo VI, Carta aos reitores dos santuários marianos, I-V-1971).<br></span><span style="color: inherit;">    A Exortação Apostólica “Marialis Cultus”, do Papa Paulo VI (02/02/1974), parte da renovação litúrgica, decidida pelo Concílio Ecumênico Vaticano II, para explicar o lugar de Maria no ciclo geral e o sentido das festas propriamente marianas.  A Exortação segue o que orienta o Concílio: [...] promovam generosamente o culto, sobretudo o litúrgico, para com a Bem-Aventurada Virgem Maria; deem grande valor às práticas e aos exercícios de piedade recomendados pelo magistério [...] (LG 67). Neste ensinamento, Paulo VI articula a questão da cultura e da inculturação do culto devido a Maria, como a Mulher que soube viver no seu contexto e inserir-se no mistério de Cristo, porque foi uma mulher que acreditou naquilo que o Senhor lhe disse.<br></span><span style="color: inherit;">    Portanto, neste mês dedicado a Bem-Aventurada Virgem Maria, queremos acorrer à sua intercessão e pedir a Ela todas as graças e bênçãos sobre cada família e sobre cada um de nós. Em especial, com o Rosário nas mãos em nossas ruas, praças e avenidas, suplicando diante de Deus, com Maria, pela Paz em nossa cidade e em nosso estado.<br></span><span style="color: inherit;">    Que a Virgem Mãe do Divino amor nos dê a graça de amar e sermos sinais desse amor em nossa sociedade. </span></p><div><br></div>Mon, 08 May 2017 15:40:58 -0300Peregrinação da REDEVIDAhttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/peregrinacao-da-redevidahttps://cristoredentoroficial.com.br/noticias/peregrinacao-da-redevida<p>    Maio é o mês de Maria, das mães, mas é também o mês da inauguração da Rede Vida. São 22 anos de serviço à causa do bem, da família, dos valores que constroem uma pátria com dignidade. A Rede Vida, antes mesmo de ir ao ar, foi consagrada a Nossa Senhora, tanto em Aparecida como em Fátima. Por isso, aproveitando o ensejo do Ano Mariano (300 anos de Aparecida) e do Centenário de Fátima, estivemos no dia 8 de maio em peregrinação com todos os diretores, alguns funcionários e colaboradores, assim como com os sacerdotes que celebram as missas na RedeVida em peregrinação no Santuário Nacional. Todos que compõem o INBRAC – Instituto Brasileiro de Comunicação, mantenedor da Rede Vida de Televisão, quando, na qualidade de presidente do Conselho do INBRAC, presidi a Missa Festiva dessa peregrinação, transmitida para todo o Brasil.<br><span style="color: inherit;">    A chegada de uma rede de televisão de inspiração católica foi uma grande novidade na época. Já tínhamos muitas experiências na Televisão, mas não em uma emissora de inspiração católica, como é a RedeVida. Aqui no Rio de Janeiro mesmo, tínhamos várias transmissões de missa pela Televisão. Apenas para recordar e deixar fixo para a posteridade: Na antiga TV Educativa, (hoje TV Brasil) desde 1974, na Rede Globo desde 1968, na extinta TV Excelsior entre 1963 e 1967. Programas como a Voz do Pastor, na antiga TV Tupi entre 1971 e 1974 e TV Rio entre 1972 e 1973; Palavra de Vida na TV Educativa (hoje TV Brasil) desde 1972, e Noticiário da Arquidiocese na TV Globo em 1971 (local) e nacional de 1974 a 2008.<br></span><span style="color: inherit;">    Hoje, quando temos uma situação em que muitos maldosamente identificam “estado laico” como “estado ateu ou laicista”, e colocam muitos obstáculos aos cidadãos brasileiros que querem manifestar sua fé, sem dúvida é bom recordar essa história. Assim como a história da presença da Arquidiocese do Rio de Janeiro, teremos também de muitas outras em muitas cidades do Brasil, com várias programações. Creio que faltaria ainda uma bela história positiva sobre essas presenças da Igreja na mídia televisiva no Brasil.<br></span><span style="color: inherit;">    Mas, sem dúvida, a primeira rede de televisão que abriu caminhos para tantas outras que se sucederam foi a Rede Vida. A inspiração de um leigo (Monteiro Filho) que procurou o seu bispo (D. Mucciolo) e que se submeterem às orientações da CNBB (na época D. Luciano Mendes de Almeida, hoje servo de Deus) fez nascer um novo canal no Brasil, que antes da inauguração difundia seu sinal fixo com a estrela característica, pelo sinal do satélite para todo o país. O tempo passa, os tempos mudam, as questões aparecem e se solucionam, e nesta segunda-feira, dia 8 de Maio pudemos agradecer a Deus, junto com a nossa mãe Maria, por esse serviço ao Brasil e aos valores que constroem a nossa pátria, e pedir luzes para continuar com criatividade essa missão.<br></span><span style="color: inherit;">    Para mim foi uma graça retornar a Aparecida, onde estive entre os dias 25 de abril e 05 de maio de 2017, participando da 55ª. Assembleia Geral da CNBB. Nós observamos, como bispos no Brasil irmanados em Conferência Episcopal, que o contato com o povo santo de Deus nas missas de cada manhã no Santuário Nacional é como uma efusão do Espírito Santo a iluminar o Episcopado Brasileiro, em sintonia com seu Povo Santo de Deus, de levar adiante o mandato missionário dado por Cristo e confiado a cada um dos batizados e batizadas. Sempre presentes em meu coração as palavras prenhes de beleza espiritual do Papa Francisco na missa que celebrou em Aparecida, em 24 de julho de 2013: “Queria dizer-lhes, primeiramente, uma coisa. Neste Santuário, seis anos atrás, quando aqui se realizou a V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe, pude dar-me conta pessoalmente de um fato belíssimo: ver como os Bispos – que trabalharam sobre o tema do encontro com Cristo, discipulado e missão – eram animados, acompanhados e, em certo sentido, inspirados pelos milhares de peregrinos que vinham diariamente confiar a sua vida a Nossa Senhora: aquela Conferência foi um grande momento de vida da Igreja. E, de fato, pode-se dizer que o Documento de Aparecida nasceu justamente deste encontro entre os trabalhos dos Pastores e a fé simples dos romeiros, sob a proteção maternal de Maria. A Igreja, quando busca Cristo, bate sempre à casa da Mãe e pede: “Mostrai-nos Jesus”. É de Maria que se aprende o verdadeiro discipulado. E, por isso, a Igreja sai em missão sempre na esteira de Maria”. (Cf. <a href="https://w2.vatican.va/content/francesco/pt/homilies/2013/documents/papa-francesco_20130724_gmg-omelia-aparecida.html" style="text-decoration-line: underline;">https://w2.vatican.va/content/francesco/pt/homilies/2013/documents/papa-francesco_20130724_gmg-omelia-aparecida.html</a>). Último acesso em 07 de maio de 2017.<br></span><span style="color: inherit;">    Assim, nós, família INBRAC e RedeVida de Televisão, nos fizemos romeiros com os romeiros. Escutamos a voz de Deus, que se faz forte, poderosa e santa, junto à pequena imagem da Bem-Aventurada Virgem Maria, Rainha e Padroeira do Brasil. Recebemos uma réplica da imagem para ser entronizada na segunda-feira, dia 15 de maio, no Santuário de Jesus Luz da Vida, em São José do Rio Preto.<br></span><span style="color: inherit;">    Há dez anos, em 13 de maio de 2007, assim dirigia a nós, delegados da V Conferência Geral do CELAM, o Papa Bento XVI, que exprime o sentido de todo romeiro peregrinar até o Santuário Nacional de Aparecida: “Considero um dom especial da Providência que esta Santa Missa seja celebrada neste tempo e neste lugar. O tempo é o litúrgico do VI Domingo de Páscoa (</span><span style="color: inherit; font-style: italic;">atenção-era na época</span><span style="color: inherit;">): está próxima a Festa de Pentecostes, e a Igreja é convidada a intensificar a invocação ao Espírito Santo. O lugar é o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, coração mariano do Brasil: Maria nos acolhe neste Cenáculo e, como Mãe e Mestra, nos ajuda a elevar a Deus uma prece unânime e confiante. Esta celebração litúrgica constitui o fundamento mais sólido da V Conferência, porque põe na sua base a oração e a Eucaristia, Sacramentum caritatis. Com efeito, só a caridade de Cristo, emanada pelo Espírito Santo, pode fazer desta reunião um autêntico acontecimento eclesial, um momento de graça para este Continente e para o mundo inteiro. Esta tarde terei a possibilidade de entrar no mérito dos conteúdos sugeridos pelo tema da vossa Conferência. Demos agora espaço à Palavra de Deus, que com alegria acolhemos, com o coração aberto e dócil, a exemplo de Maria, Nossa Senhora da Conceição, a fim de que, pelo poder do Espírito Santo, Cristo possa novamente “fazer-se carne” no hoje da nossa história”. (Cf. </span><span style="color: inherit; text-decoration-line: underline;"><a href="http://www.veritatis.com.br/fe-em-deus-nao-ideologias-homilia-do-papa-bento-xvi-em-aparecida" target="_blank">http://www.veritatis.com.br/fe-em-deus-nao-ideologias-homilia-do-papa-bento-xvi-em-aparecida</a></span><span style="color: inherit;">). Último acesso em 07 de maio de 2017.<br></span><span style="color: inherit;">    Com o amado Papa Francisco, como romeiros de Nossa Senhora Aparecida, queremos repetir o seu desejo: “também eu venho hoje bater à porta da casa de Maria, que amou e educou Jesus, para que ajude a todos nós, os Pastores do Povo de Deus, aos pais e aos educadores, a transmitir aos nossos jovens os valores que farão deles construtores de um País e de um mundo mais justo, solidário e fraterno. Para tal, gostaria de chamar a atenção para três simples posturas, três simples posturas: conservar a esperança; deixar-se surpreender por Deus; viver na alegria”. (Cf. </span><a href="https://w2.vatican.va/content/francesco/pt/homilies/2013/documents/papa-francesco_20130724_gmg-omelia-aparecida.html" style="background-color: rgb(255, 255, 255); text-decoration-line: underline;">https://w2.vatican.va/content/francesco/pt/homilies/2013/documents/papa-francesco_20130724_gmg-omelia-aparecida.html</a><span style="color: inherit;">) Último acesso em 07 de maio de 2017.<br></span><span style="color: inherit;">    Realmente, conservando a esperança, deixando-se surpreender por Deus e vivendo, no cotidiano e testemunhando no mundo do trabalho e das relações sociais, na alegria do Evangelho é o desejo do INBRAC e da RedeVida de Televisão. Que nos fazendo romeiros, todos nós nos consagramos a Mãe de Deus e Nossa, suplicando as luzes e graças necessárias para que o trabalho da RedeVida de Televisão, pela sua evangelização em favor da família brasileira, seja um permanente testemunho do que pediu Nossa Senhora nas bodas de Caná da Galileia: “Fazei tudo o que Ele vos disser”! Que Jesus nos ensine a sermos homens e mulheres ardorosos na vivência do Evangelho da Vida, da promoção da paz e na construção da civilização do amor. Rezando por todos em Aparecida, confiamos à maternal proteção de Nossa Senhora Aparecida, suplicando pelo Brasil e pelas nossas comunidades eclesiais, para que sejam lugares privilegiados da vivência da vida cristã e da transmissão da fé, maior tesouro que nossas famílias nos legaram e que devemos transmitir. Que na mensagem simples e eloquente de Nossa Senhora Aparecida nós sejamos ardorosos e autênticos discípulos-missionários de Jesus Cristo.<br></span><span style="color: inherit;">    Nossa Senhora Aparecida, rogai por nós que recorremos a Vós!</span></p><div><br></div>Mon, 08 May 2017 14:40:34 -0300