Monumento ao Cristo Redentor recebe iluminação especial em atenção à vida

"Defender a vida humana é um dever de amor que Deus confia a todos"

Papa Francisco

* Da Redação

        O Monumento ao Cristo Redentor recebe nesta quarta-feira, 12 de julho, das 18h às 20h, iluminação especial na cor azul em prol da vida do bebê Charlie Gard, cuja causa ganhou apelo mundial pelas redes sociais unindo todos aqueles que lutam a favor da vida em orações e mobilizações. Com a iniciativa, a Arquidiocese do Rio de Janeiro também se solidariza com tantas famílias que têm seus filhos vitimados por doenças e pela violência, que assola principalmente as grandes metrópoles brasileiras e as nações em guerra.

        — Precisamos defender a vida em todas as circunstâncias, simplesmente porque ela é dom de Deus, que é Aquele que tudo pode. Mesmo o que é impossível a nós, não é impossível para Ele. Intensifiquemos nossas orações, na noite de hoje, e peçamos também que não faltem coragem e esforços das diplomacias e mediações internacionais nesta causa, pela vida do Charlie, e que, aqui no Brasil, haja mais empenho dos governantes no que diz respeito à segurança pública, deseja o reitor do Santuário Cristo Redentor, Padre Omar Raposo.


O caso Charlie

Charlie tem 10 meses e sofre de uma rara condição genética, chamada síndrome de depleção do DNA mitocondrial. O bebê está internado no hospital infantil britânico Great Ormond Street, onde aguarda o julgamento que irá decidir se os aparelhos que o mantém vivo permanecem ligados ou não. Após as intervenções do Papa Francisco e do presidente americano, Donald Trump, o Great Ormond Street foi obrigado a reavaliar a decisão de desligar os aparelhos.

Conhecida como síndrome de depleção do DNA mitocondrial, a condição genética de Charlie é muito rara e está relacionada ao esgotamento do DNA mitocondrial, capaz de provocar danos no cérebro e músculos. O indivíduo acometido pela doença não consegue encaminhar energia para os músculos, rins e cérebro, incapaz de movimentar os braços e as pernas, além de não conseguir comer e nem respirar sem ajuda de equipamentos médicos. A enfermidade geralmente aparece nos primeiros anos de vida da criança. Apenas 16 outros casos foram identificados com essa doença, que não tem cura, porém, possui alguns tratamentos que conseguiram provocar uma redução nos sintomas. (Fonte: www.saude.ig.com.br)

* Foto: J. Lucena